Temporada de combate a incêndios florestais começa em maio

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O início do período de combate deste ano leva em consideração o período da colheita do milho no Norte de Mato Grosso. Em Sorriso está localizada a primeira base de combate a incêndios florestais da Amazônia.

O Comitê Estadual de Gestão do Fogo definiu que este ano a temporada de combate a incêndios florestais e queimadas irregulares terá início em maio, dois meses antes do período proibitivo. O objetivo é sincronizar as ações com o começo da colheita do milho no Norte do estado. A ação contará com o apoio Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), que está localizado no Hangar do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), no município de Sorriso (399 km de Cuiabá). O GAvBM é a primeira Base de Combate a Incêndios Florestais da Amazônia.

“Vamos começar o combate e a responsabilização nos primeiros meses de forma mais educativa e depois intensificaremos as ações durante o período proibitivo de queimadas”, explica o secretário executivo do Comitê, coronel BM Paulo Barroso. A proibição das queimadas em zona rural foi definida para um período de 90 dias, entre 15 de julho e 15 de outubro, podendo ser prorrogado. Dessa forma, o combate a incêndios florestais e queimadas irregulares em Mato Grosso terá vigência de 150 dias. Assim como nos anos anteriores, as ações priorizam os possíveis incêndios nas unidades de conservação existentes em território mato-grossense.

Entre as iniciativas previstas para 2018, estão: estudos técnicos e científicos e palestras nas escolas, capacitação de bombeiros e formação de brigadas mistas, em parceria com os municípios com maior incidência de focos de calor. O grupo também irá realizar atividades descentralizadas por meio das 17 unidades do Corpo de Bombeiros.

Operações integradas de combate a incêndio e queimadas irregulares também integram o plano de ação. “Levamos a campo desde bombeiros até peritos, investigadores e equipes de fiscalização, promovendo um ciclo completo, desde a prevenção e combate aos incêndios à responsabilização por meio de notificações e aplicações de multas por crimes ambientais”, destaca Barroso.  Durante o período proibitivo, também serão realizadas campanhas publicitárias para conscientizar, educar e orientar a população sobre os perigos do uso do fogo durante o período de estiagem.

 

Crédito: Juliana Carvalho | Sema-MT