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Yahoo Respostas é apagado da internet nesta terça-feira

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Yahoo Respostas chega ao fim
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Yahoo Respostas chega ao fim

Desde 20 de abril, o Yahoo Respostas não aceita mais perguntas . Nesta terça-feira (4), o serviço é “enterrado” de vez, e todo o conteúdo da plataforma deixa de ficar acessível na internet . Aos usuários, só resta uma opção: fazer download de suas perguntas e respostas antes de 30 de junho.

Lançado em 2005, o Yahoo Respostas foi, por muitos anos, um celeiro de perguntas e respostas de todos os tipos, das mais complicadas e elaboradas às mais bizarras e inusitadas — daquelas que muita gente não teria coragem de discutir nem mesmo com as pessoas mais próximas.

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A variedade de perguntas era tão ampla que, não raramente, o conteúdo do Yahoo Respostas aparecia com destaque na primeira página de resultados do Google . O problema é que o serviço parou no tempo e, aos poucos, perdeu relevância. De acordo com o comunicado do Yahoo enviado aos usuários, essa é a principal razão para o serviço ser descontinuado.

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Uma mudança de layout implementada entre o fim de 2013 e o início de 2014 deu alguma sobrevida ao Yahoo Respostas, mas isso não foi suficiente para que o interesse pelo serviço caísse progressivamente, bem como os destaques ao conteúdo do serviço nas páginas de buscas.

É de se presumir que, com relação às buscas, parte da queda de relevância tenha sido efeito do conteúdo de baixa qualidade que podia ser encontrado ali: o sistema de pontuação do Yahoo Respostas fazia muitos usuários darem respostas rasas ou imprecisas em uma tentativa de subir de nível dentro da plataforma. Também é possível que os atuais esforços de combate à desinformação na internet tenha pesado para a decisão de encerramento do Yahoo Respostas. Ainda que o Yahoo não tenha comentado esse aspecto, respostas com teor extremista ou manipulador não eram incomuns por lá.

Backup pode ser baixado até o fim de junho

A partir de 4 de maio, todos os acessos feitos ao Yahoo Respostas serão redirecionados à página inicial do Yahoo. Pelo menos o prazo para baixar o conteúdo é maior: usuários poderão requisitar o backup de suas perguntas, respostas e imagens compartilhadas se fizerem a solicitação antes de 30 de junho de 2021. Porém, não é possível baixar o conteúdo gerado por outros usuários.

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Diagramas vazados de novo Macbook podem comprometer Apple; entenda

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Diagramas vazados de novo Macbook devem ajudar consertos por assistências independentes
Rafael Arbulu

Diagramas vazados de novo Macbook devem ajudar consertos por assistências independentes

Um grupo hacker conhecido como “REvil” conseguiu, em abrll, roubar diagramas de um novo Macbook , o laptop vendido pela Apple, pedindo à empresa por um resgate de US$ 50 milhões (R$ 263,6 milhões na conversão direta) ou ela arriscaria ver o material vazado na internet.

A Apple não pagou e, fiel à ameaça, o grupo especializado em ataques de ransomware divulgou alguns materiais roubados. Embora a ação não traga nenhum benefício aos concorrentes da empresa de Cupertino, ele deve beneficiar outro grupo que, ocasionalmente, se vê em combates com ela: as assistências técnicas independentes. 

A premissa é a de que os diagramas (datados de março de 2021, o que confirma que eles se referem a um produto ainda não lançado), da forma como estão, não teriam nenhuma utilidade em ajudar, por exemplo, uma empresa concorrente a construir a sua “versão” de um Macbook.

Mas especialistas em reparos de computadores e dispositivos da Apple, ouvidos pela VICE americana, dizem que as informações postadas configuram, para eles, um “tesouro”: “Nosso negócio depende de coisas como esse vazamento”, disse Louis Rossmann, dono do grupo Rossmann Repair, especializado no conserto de placas mãe e outros componentes lógicos computadorizados. “Isso vai me ajudar a recuperar os dados [supostamente perdidos] de alguém. Alguém vai recuperar suas informações por causa disso”.

O que Rossmann se refere é a dificuldade de conserto de placas lógicas de computadores – especialmente, computadores da Apple. Os diagramas dos Macbooks mostram os meandros e funcionamentos das ditas placas, o que é um diferencial para reparadores independentes. Ainda que consertos comuns, como a troca de uma bateria ou da tela, sejam simples de serem conduzidos, até mesmo especialistas patrocinados pela “Maçã” têm dificuldade em trabalhar com danos mais aprofundados – isso, quando conseguem fazê-lo.

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“Não dá para você simplesmente chegar [em uma loja] na Apple e dizer ‘Eu te dou R$ 4 bilhões para me devolver esses dados”, disse Rossmann. “Mas quando nós consertamos a placa, nós podemos preservar essas informações”.

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Componentes do Macbook, como o processador M1, não necessariamente trazem segredos comerciais, mas mesmo assim são protegidos por leis de direitos autorais. Imagem: Nanain/ Shutterstock

Da forma como são hoje, os diagramas dos Macbooks (ou de qualquer outro computador, aliás) são propriedade intelectual fechada e, consequentemente, o seu compartilhamento sem a permissão dos donos é uma atividade ilegal. Assistências técnicas independentes, por isso, fazem uso de materiais vazados ao compartilhá-los em mídias físicas, como pendrives ou CDs. Para eles, não há falha ética nisso pois tais documentos deveriam ser abertos. E eles não estão sozinhos.

Legisladores norte-americanos vêm há anos tentando reverter o secretismo que gira em torno desse tipo de propriedade, argumentando que o reparo é um direito irrestrito do consumidor e, portanto, desde smartphones até aviões, tais diagramas deveriam ser públicos. Legalmente, a Apple não tem nenhuma obrigação de compartilhar diagramas do Macbook ou de qualquer outro produto, então a empresa simplesmente “escolhe” não fazê-lo.

Contra a Apple, há ainda o fato de que, mesmo que protegidas por direitos de propriedade, os diagramas do Macbook não revelam segredos de indústria ou intenções comerciais. Logo, não podem ser explorados por suas concorrentes. Literalmente, são documentações técnicas sem nenhum tipo de referência a conteúdos protegidos.

“Eu não estou dizendo que sou a favor das pessoas hackearem computadores para obterem essa informação”, complementou Rossmann. “Mas eu preferiria ir à Apple e pagar mil dólares todo ano para obtê-la”.

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“A ideia de que há algum trabalho criativo na forma como essas linhas são desenhadas é meio ridícula, mas essa é a regra [hoje]”, disse Gay Gordon-Byrne, diretor executivo da Associação de Assistências Técnicas. “Com diagramas em mãos, você não pode construir um smartphone ou um Macbook. Ele é, basicamente, um guia de como conectar essa parte com aquela parte. Você não sabe o que são as partes ou o que elas fazem. Você apenas percebe que elas se conectam”.

O benefício de um vazamento como esse, segundo os entrevistados, é o de que experts poderão fazer a engenharia reversa para entender como as partes de um Macbook conversam entre si. Hoje, os processos são conduzidos por tentativa e erro, um aprendizado que pode levar anos e cujos resultados são imprevisíveis.

Para simplificar: imagine um carro, com todos os seus componentes. Um motorista quer que você, especialista, explique para ele a relação entre pistões, motores, combustíveis e velas de ignição. Você poderia desmontar um carro e mostrar componente por componente – ou mostrar para ele um diagrama que estabeleça essa relação de forma didática.

No caso dos diagramas do Macbook, ainda há um outro argumento contra a Apple: a empresa praticamente não muda a tecnologia entre as gerações dos aparelhos. “A Apple age como se eles não estivessem usando os mesmos circuitos há anos”, disse Justin Ashford, youtuber dono do canal Art of Repair, um dos mais acessados por entusiastas do mercado. “Tem tanta coisa que é idêntica de, por exemplo, telefone para telefone, que elas estão trocando de lugar. Toda essa conversa sobre ‘segredos comerciais’ é um monte de m****”.

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