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Apple demite executivo após dois mil funcionários enviarem carta sobre machismo

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Apple contratou polêmico executivo do Vale do Silício
Unsplash/zhang kaiyv

Apple contratou polêmico executivo do Vale do Silício



A Apple demitiu o funcionário  Antonio García Martínez depois de mais de dois mil funcionários da empresa assinarem uma carta pedindo uma investigação sobre sua contratação. As informações são do site The Verge.

Na quarta-feira (12), os funcionários enviaram a petição à Apple após a contratação de García Martínez. O ex-gerente de produtos do Facebook é conhecido por sua autobiografia Chaos Monkeys, livro no qual relata experiências no Vale do Silício e expressa comentários misóginos e racistas. Horas depois da petição circular, a empresa decidiu desligar o executivo.

“Estamos profundamente preocupados com a recente contratação de Antonio García Martínez. Suas declarações misóginas em sua autobiografia […] opõe-se diretamente ao compromisso da Apple com a inclusão e diversidade. Estamos profundamente consternados com o que esta contratação significa para o compromisso da Apple com seus objetivos de inclusão, bem como seu impacto real e imediato sobre aqueles que trabalham perto do Sr. García Martínez. Isso questiona partes de nosso sistema de inclusão na Apple, incluindo painéis de contratação, verificação de antecedentes e nosso processo para garantir que nossa cultura existente de inclusão seja forte o suficiente para resistir a indivíduos que não compartilham nossos valores inclusivos”, diz a carta, assinada por mais de dois mil funcionários.

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O extenso documento exige a investigação da contratação de García Martínez e cita diversos trechos de seu livro. Em um deles, que repercutiu bastante nas redes sociais , o executivo afirma que “a maoria das mulheres na Bay Area [região em São Francisco, na Califórnia] é mole e fraca, mimada e ingênua, apesar de suas reivindicações de mundanismo, e geralmente cheia de merda”.

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“É tão cansativo ser uma mulher em tecnologia ; sentada em frente a homens que pensam que, por causa do meu gênero, sou mole e fraca e geralmente cheia de merda”, escreveu uma das funcionárias da Apple em sua conta no Twitter.

Após receber a carta dos funcionários, a equipe de plataformas de anúncios da Apple, para a qual García Martínez havia sido contratado, foi convocada para uma reunião de emergência, como informa o The Verge. Nela, foi confirmado que o executivo havia sido desligado da empresa.

“Na Apple, sempre nos esforçamos para criar um local de trabalho inclusivo e acolhedor, onde todos são respeitados e aceitos. Comportamento que rebaixa ou discrimina as pessoas pelo que elas são não tem lugar aqui”, disse um porta-voz da empresa ao The Verge.

De acordo com o último relatório de diversidade da Apple , as mulheres representam 40% da força de trabalho, mas são apenas 23% das equipes de pesquisa e desenvolvimento. Metade dos funcionários são brancos, enquanto 27% são asiáticos.

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Metaverso: terrenos virtuais movimentaram US$ 106 mi em uma semana

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Universo digital Decentraland
Reprodução/Decentraland

Universo digital Decentraland

O metaverso virou o assunto do momento no mercado de ativos digitais, movimento fortemente impulsionado pelo  anúncio da Meta (ex-Facebook). Mais do que nunca, os projetos existentes de metaversos estão arrecadando dezenas de milhões de dólares semanalmente, com mais e mais empresas comprando terrenos virtuais e garantindo seu espaço nessa realidade alternativa.

Somente na semana passada, um total de US$ 106 milhões foi gasto em propriedades virtuais, principalmente com compras de terrenos digitais, iates de luxo e outros ativos NFTs, de acordo com dados da plataforma de aplicativos descentralizados DappRadar.

Vendas de terrenos virtuais batem novos recordes

The Sandbox, um mundo de jogos online e um dos principais projetos de metaversos, permite aos usuários possuir lotes de terra e diversos objetos, como um Second Life aprimorado. Atualmente, essa é a plataforma que está dominado esse novo mercado. Entre os dias 22 e 28 de novembro, US$ 86,5 milhões foram movimentados através de vendas únicas de terrenos virtuais.

As negociações ocorrem através de NFTs, ou tokens não fungíveis , ativos digitais que carregam consigo a posse de determinado lote de terra no The Sandbox ou em outros metaversos.

Ainda segundo dados do DappRadar, a Decentraland é outro projeto de metaverso que movimenta milhões. Ocupando a segunda posição, a plataforma vendeu US$ 15,5 milhões em terrenos digitais no mesmo período. Juntando com o valor movimentado pela The Sandbox, em apenas uma semana mais de US$ 100 milhões foram gastos com esses ativos vinculados aos metaversos, valor recorde até então.

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Outros nomes importantes nesse mercado em ascensão são os concorrentes menores CryptoVoxels e Somnium Space, que venderam respectivamente US$ 2,6 milhões e US$ 1,1 milhão ao longo da semana passada.

Falando em recordes, o terreno mais caro da história foi vendido na última terça-feira (30) por US$ 4,3 milhões, estabelecendo um novo recorde para essa classe de ativos. Conforme apurou o Wall Street Journal, a propriedade fica no The Sandbox e seu comprador foi a empresa Republic Realm, investidora e desenvolvedora de imóveis digitais para metaversos (sim, já existem companhias especializadas nisso).

Empresas veem oportunidade comercial no metaverso

Podemos ver que terrenos virtuais estão se valorizando e que a busca por eles está crescendo. Mas, quem compra eles? E para que? Bom, assim como a maioria dos criptoativos, esses NFTs são uma oportunidade de investimento, mas não apenas pela provável valorização no longo prazo, mas também pelas utilidades práticas e oportunidades comerciais associadas a ter seu próprio pedacinho de metaverso.

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A Republic Realm, compradora do terreno virtual mais caro da história, o comprou de outra empresa (que você provavelmente conhece), a Atari SA. Antes um grande nome no universo de jogos, hoje a Atari é focada principalmente na tecnologia blockchain e mais recentemente no metaverso.

O novo recorde desta terça-feira quebrou  aquele estabelecido na semana passada pelo Metaverse Group, uma subsidiária da Tokens.com, que comprou um pedaço de terreno digital por 618.000 MANA, a moeda da Decentraland, equivalente a cerca de US$ 2,43 milhões na época. Essa propriedade fica no chamado distrito da moda no metaverso.

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No caso da Republic Realm, a empresa já é líder no mercado imobiliário virtual, possuindo cerca de 2.500 terrenos digitais em 19 mundos diferentes. Certo, mas para que servem essas propriedades digitais? Em alguns casos, a companhia espera que ela se valorize com o tempo, esperando oportunidades de revenda, em outros ela usa os ativos para projetar casas, shoppings e outras estruturas dentro do metaverso.

“Sem dúvida, a terra do metaverso é o próximo grande sucesso no espaço NFT. Produzindo números recordes de vendas e constantemente aumentando de preço, os mundos virtuais são a nova mercadoria principal no espaço cripto”, disse o DappRadar em seu blog.

O relatório da plataforma confirma o que já sabemos. O aumento nas atividades relacionadas ao metaverso começou com a decisão do Facebook, no final de outubro, de se rebatizar como “Meta” , em um aceno ao seu compromisso de construir seu próprio mundo digital para seus usuários.

“Os eventos do metaverso estão se tornando um padrão da indústria cripto”. Na prática, isso permite que marcas, artistas e criadores exibam seus trabalhos e produtos para milhões de pessoas em todo o mundo através dos chamados “eventos virtuais” que vêm ocorrendo em diversos metaversos. Ao ter um terreno e um imóvel em um deles, é possível, por exemplo, capitalizar o uso desse espaço de incontáveis maneiras.

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