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VACINAÇÃO

Mais de 60% das crianças ainda não foram vacinadas contra a pólio

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Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação, no dia 5 de outubro até hoje (26), apenas 35% das crianças (4 milhões) foram vacinadas contra a poliomielite. A campanha irá até o próximo dia 30 e 7,3 milhões de crianças ainda precisam ser levadas pelos pais ou responsáveis até os postos de saúde para vacinar. O público-alvo estimado é de 11,2 milhões das crianças de 1 a menores de 5 anos.

O estado que mais vacinou as crianças até agora foi o Amapá (62,59%), seguido do estado da Paraíba (50,11%). Rondônia foi o estado que menos vacinou, tendo atendido apenas 11,76% do público-alvo. A recomendação aos estados que não atingirem a meta é continuar com a vacinação de rotina, oferecida durante todo o ano nos mais de 40 mil postos de saúde distribuídos pelo país.

A campanha nacional ocorre junto com a campanha de multivacinação, que visa atualizar a situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos. Nesta última são ofertadas todas as vacinas do calendário nacional de vacinação.

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A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Instituto atende crianças de baixa renda com tumor cerebral

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Laura Gomes tem 8 anos,  completam dois anos desde que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor cerebral. O pai, o professor de matemática Rafael Gomes, 36 anos, disse que até chegar à cirurgia foram dias angustiantes à procura de um tratamento para a filha, que, em princípio, tinha sido diagnosticada com uma virose. A família mora em Macapá, e lá, segundo o professor, não havia mais nada a ser feito diante da falta de equipamentos e da condição financeira da família.

“As pessoas já tinham desenganado a minha filha. Os médicos já tinham me falado que se fizesse a retirada do tumor, ela tinha 10% de chances de sobreviver e ia ficar como um vegetal”, disse.

Rafael pesquisou na internet algo que apontasse um caminho de um novo diagnóstico para Laura. Foi assim que o professor chegou a notícia de uma criança de 12 anos que havia sido operada no hospital do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC). Ele conseguiu um contato com a criança, hoje com 26 anos.

“Ela me falou que o tratamento era caro, mas que eu tinha que dar um jeito de ir e me mandou o link do hospital”, contou.

Na época do contato, o hospital ia começar o projeto INC Neuro Kids 2018, para atender gratuitamente crianças e adolescentes de até 15 anos, já diagnosticados com algum tipo de tumor cerebral. Inicialmente o atendimento seria destinado a pacientes do Paraná. Com a indicação de que em Barretos, São Paulo, havia tratamento do câncer cerebral, a família seguiu viagem com o apoio de amigos e do Programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), do governo estadual, quando se verifica que não pode ser feito o tratamento no estado. “Lá em Barretos foi a mesma coisa. Falaram que a cirurgia era muito complexa”.

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Rafael não desistiu, escreveu uma carta para o INC e acabou tendo como resposta que a sua filha ia ser recebida na unidade para uma avaliação. “Minha filha fez a cirurgia, hoje vive bem, não teve sequelas”, disse emocionado. “Eu não tinha fé e hoje tenho. Eu olhava para a minha filha e já via o luto na minha cabeça. Digo para os pais que enfrentam a mesma dificuldade para não demonstrarem fraqueza, a criança percebe. Tem que lutar e não desistir. Procurar um programa. Eu não conhecia ninguém no hospital e nem no sul. Hoje temos amigos”, completou, acrescentando que os amigos se juntaram para pagar a passagem da outra filha, Laise, de 15 anos, para que ela estivesse no hospital no dia da cirurgia da irmã.

Depois da cirurgia, a família retorna a Curitiba para avaliação médica sempre no mês de julho. Este ano, mesmo com a pandemia, a consulta não foi cancelada. “Foi tudo certo”.

A diretora-executiva e administrativa do INC, Regina Montibeller, disse que desde a criação do INC Neuro Kids 2018 são feitas duas cirurgias gratuitas por mês, mas a intenção é ampliar o atendimento, que hoje é feito em pacientes de vários estados e até de fora do país, sempre por meio de comunicação boca a boca. “O foco era aqui no Paraná e isso foi se estendendo”, disse à Agência Brasil.

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“Esse hospital é uma referência no mundo. Fizemos um simpósio online em que participaram 19 países, tudo focado na neurocirurgia”, disse.

A equipe de neurocirurgiões do Hospital INC já realizava cirurgias gratuitas em pacientes de baixa renda, mas com a criação do Neuro Kids o atendimento foi estendido às crianças, que contam com equipamentos modernos para procedimentos neurocirúrgicos, corpo clínico especializado, exames, internamento, acompanhamento pré e pós-operatório. Os critérios para a seleção das crianças são a gravidade do caso, a urgência e a renda familiar. Os custos são bancados pelo INC, pela equipe médica do hospital e por pessoa física ou empresas parceiras do projeto.

A diretora adiantou que o INC está preparando, ainda sem data para começar a funcionar, um projeto para atendimento a idosos nos mesmos moldes do Kid 2018. Segundo Regina, quando o hospital foi criado, a média de idade era de 50 anos e agora já está acima de 70 anos. “Toda semana a gente tem paciente aqui de até mais de 90. As pessoas estão vivendo mais. É um outro tipo de atenção. O idoso às vezes quer uma orelha. Quer ser ouvido”, disse.

INC

O Instituto de Neurologia de Curitiba (INC) é uma instituição particular de referência no atendimento de pacientes neurocirúrgicos, neurológicos e cardiológicos de alta complexidade. Além das outras áreas como oncologia, otorrino, dermatologia, cirurgia digestiva e ortopedia. O centro neurocirúrgico é pioneiro na América Latina e com tecnologias como GammaKnife, pode realizar cirurgia cerebral sem corte.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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