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PROCEDIMENTO

Cirurgia bariátrica é procedimento pouco acessível, diz associação

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No ano passado, foram feitas no Brasil 68.530 cirurgias bariátricas, 7% a mais do que no ano anterior, que registrou 63.969 procedimentos desse tipo. Os dados foram divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que destacou a importância de ampliar o acesso a tais operações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e à cirurgia metabólica pelos planos de saúde.

Na saúde pública, houve 12.568 cirurgias bariátricas em 2019 – um crescimento de 10,2%, se comparado a 2018. Na saúde suplementar, por meio de planos de saúde, foram realizadas 52.699 cirurgias bariátricas, com aumento de 6,4% em relação a 2018. Já entre as cirurgias particulares, pagas integralmente pelos pacientes, foram feitos 3.263 procedimentos no país.

Até agora, os dados de 2020 foram divulgados apenas pela saúde pública. Entre janeiro e junho deste ano, foram realizadas 2.859 cirurgias. Em 2019, no mesmo período, já tinham sido feitas 5.382 operações desse tipo pelo SUS. Segundo a SBCBM, a queda se deve à suspensão das cirurgias eletivas com o início da pandemia de covid-19.

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O total de cirurgias feitas em 2019 atendeu a 0,5% da população de portadores de obesidade grave, que atinge cerca de 13,6 milhões de pessoas no país, informou a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. “O único tratamento comprovadamente eficaz a longo prazo para a obesidade e doenças associadas a ela como, por exemplo, o diabetes e a hipertensão, é praticamente inacessível para pessoas que dependem do sistema público e dos planos de saúde”, avaliou o presidente da Sociedade, Marcos Leão Vilas Boas.

Segundo a entidade, os estados do Amazonas, de Roraima, do Amapá, de Rondônia e do Piauí não contam com serviços de cirurgia bariátrica habilitados no SUS. Atualmente, o SUS oferece 85 serviços de assistência de alta complexidade à atenção ao indivíduo com obesidade em 22 das 27 unidades federativas.

Cirurgia metabólica

A entidade defende a inclusão da cirurgia metabólica – indicada para portadores de diabetes que não conseguem o controle da doença com medicamentos – no rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O procedimento, que já foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), atualmente está em consulta pública na ANS para obter a cobertura pelos planos de saúde.

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A Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica informou que, nos últimos anos, conduziu estudos de custo e efetividade e também estudos clínicos randomizados que comprovam a remissão do diabetes em pacientes que passam pela cirurgia metabólica. A entidade propõe que, a cirurgia, hoje oferecida aos pacientes com obesidade, seja coberta também para pacientes com diabetes tipo 2.

“Nós temos a cirurgia para o diabetes plenamente regulamentada por uma série de resoluções, mas essa tecnologia não está plenamente acessível no SUS e aos usuários dos planos de saúde. A cirurgia demonstra, tanto no Brasil quanto fora, que é extremamente custo-eficaz. O impacto orçamentário é adequado e capaz de ser absorvido pelo sistema de saúde. O setor seria impacto por apenas dez centavos por mês e por usuário”, afirmou Vilas Boas.

Edição: Nádia Franco

Fonte: EBC Saúde

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Saúde

Instituto atende crianças de baixa renda com tumor cerebral

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Laura Gomes tem 8 anos,  completam dois anos desde que passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor cerebral. O pai, o professor de matemática Rafael Gomes, 36 anos, disse que até chegar à cirurgia foram dias angustiantes à procura de um tratamento para a filha, que, em princípio, tinha sido diagnosticada com uma virose. A família mora em Macapá, e lá, segundo o professor, não havia mais nada a ser feito diante da falta de equipamentos e da condição financeira da família.

“As pessoas já tinham desenganado a minha filha. Os médicos já tinham me falado que se fizesse a retirada do tumor, ela tinha 10% de chances de sobreviver e ia ficar como um vegetal”, disse.

Rafael pesquisou na internet algo que apontasse um caminho de um novo diagnóstico para Laura. Foi assim que o professor chegou a notícia de uma criança de 12 anos que havia sido operada no hospital do Instituto de Neurologia de Curitiba (INC). Ele conseguiu um contato com a criança, hoje com 26 anos.

“Ela me falou que o tratamento era caro, mas que eu tinha que dar um jeito de ir e me mandou o link do hospital”, contou.

Na época do contato, o hospital ia começar o projeto INC Neuro Kids 2018, para atender gratuitamente crianças e adolescentes de até 15 anos, já diagnosticados com algum tipo de tumor cerebral. Inicialmente o atendimento seria destinado a pacientes do Paraná. Com a indicação de que em Barretos, São Paulo, havia tratamento do câncer cerebral, a família seguiu viagem com o apoio de amigos e do Programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD), do governo estadual, quando se verifica que não pode ser feito o tratamento no estado. “Lá em Barretos foi a mesma coisa. Falaram que a cirurgia era muito complexa”.

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Rafael não desistiu, escreveu uma carta para o INC e acabou tendo como resposta que a sua filha ia ser recebida na unidade para uma avaliação. “Minha filha fez a cirurgia, hoje vive bem, não teve sequelas”, disse emocionado. “Eu não tinha fé e hoje tenho. Eu olhava para a minha filha e já via o luto na minha cabeça. Digo para os pais que enfrentam a mesma dificuldade para não demonstrarem fraqueza, a criança percebe. Tem que lutar e não desistir. Procurar um programa. Eu não conhecia ninguém no hospital e nem no sul. Hoje temos amigos”, completou, acrescentando que os amigos se juntaram para pagar a passagem da outra filha, Laise, de 15 anos, para que ela estivesse no hospital no dia da cirurgia da irmã.

Depois da cirurgia, a família retorna a Curitiba para avaliação médica sempre no mês de julho. Este ano, mesmo com a pandemia, a consulta não foi cancelada. “Foi tudo certo”.

A diretora-executiva e administrativa do INC, Regina Montibeller, disse que desde a criação do INC Neuro Kids 2018 são feitas duas cirurgias gratuitas por mês, mas a intenção é ampliar o atendimento, que hoje é feito em pacientes de vários estados e até de fora do país, sempre por meio de comunicação boca a boca. “O foco era aqui no Paraná e isso foi se estendendo”, disse à Agência Brasil.

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“Esse hospital é uma referência no mundo. Fizemos um simpósio online em que participaram 19 países, tudo focado na neurocirurgia”, disse.

A equipe de neurocirurgiões do Hospital INC já realizava cirurgias gratuitas em pacientes de baixa renda, mas com a criação do Neuro Kids o atendimento foi estendido às crianças, que contam com equipamentos modernos para procedimentos neurocirúrgicos, corpo clínico especializado, exames, internamento, acompanhamento pré e pós-operatório. Os critérios para a seleção das crianças são a gravidade do caso, a urgência e a renda familiar. Os custos são bancados pelo INC, pela equipe médica do hospital e por pessoa física ou empresas parceiras do projeto.

A diretora adiantou que o INC está preparando, ainda sem data para começar a funcionar, um projeto para atendimento a idosos nos mesmos moldes do Kid 2018. Segundo Regina, quando o hospital foi criado, a média de idade era de 50 anos e agora já está acima de 70 anos. “Toda semana a gente tem paciente aqui de até mais de 90. As pessoas estão vivendo mais. É um outro tipo de atenção. O idoso às vezes quer uma orelha. Quer ser ouvido”, disse.

INC

O Instituto de Neurologia de Curitiba (INC) é uma instituição particular de referência no atendimento de pacientes neurocirúrgicos, neurológicos e cardiológicos de alta complexidade. Além das outras áreas como oncologia, otorrino, dermatologia, cirurgia digestiva e ortopedia. O centro neurocirúrgico é pioneiro na América Latina e com tecnologias como GammaKnife, pode realizar cirurgia cerebral sem corte.

Edição: Fernando Fraga

Fonte: EBC Saúde

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