Polícia Civil participa de projeto de padronização de atendimento a vítimas de violência sexual infantil

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A Polícia Judiciária Civil participou do evento “Projeto Luz – Mato Grosso Protege suas Crianças e Adolescentes”, idealizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MP-MT) e realizado, no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá.

O evento, promovido pelo Ministério Público Estadual, Poder Judiciário, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Comando Geral da Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Associação Mato-grossense dos Municípios e Prefeitura Municipal de Nova Mutum, reuniu mais de 200 pessoas, representantes de instituições que integram a rede de atendimento à criança e adolescente do Estado.

A iniciativa tem a proposta de padronizar em todo o Estado o atendimento às vítimas menores de idade, em casos de violência sexual, de modo a garantir uma investigação célere e efetiva, buscando evitar a revitimização e reiteração delitiva, dando efetividade a Lei 13.431/2017, que estabelece o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência.

Na abertura do evento, fizeram uso da palavra a delegada-geral adjunta da Polícia Civil, Sílvia Maria Pauluzi, além do Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Marcos Vieira da Cunha; o secretário adjunto de Estado de Segurança Pública, Coronel Jonildo Assis o vice-prefeito de Nova Mutum, Leandro Félix.

O tema abordado pela Polícia Civil nas palestras do projeto está relacionado ao perfil do abusador sexual, diferenciação entre os termos pedófilo, abusador e molestador, além de abordar alguns fatores de riscos presentes em casos de abuso sexual aliados a sinais e sintomas apresentados pela criança.

Segundo a investigadora de Nova Mutum, Cristiane Lima, que abordou o tema, a palestra traz maiores informações sobre casos de abuso sexual, que em grande parte dos casos acontece dentro das relações familiares.

“Esse tipo de abuso está relacionado a ‘síndromes de segredo’ e ‘síndrome de adição’, que contribuem para que a violência sexual ocorrida dentro do âmbito doméstico se torne um circulo vicioso, acarretando traumas profundos nas vítimas”, explicou.

Com informações Ministério Público de Mato Grosso