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GONÇALO ANTUNES

Súditos…

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Há uma relação dialética entre ignorância, consciência, incerteza e busca da verdade. Estamos a plagiar, com algumas distorções, à Marilena Chauí. Se o ignorante não sabe que nada sabe sobre determinado assunto, continua nessa mesma situação pessoal e intelectual, podendo daí transformar seu triste infortúnio num arroubo de mais ignorância, desta feita em cima dos outros.

Com esse tipo o melhor é não discutir, não se gasta energia com eles.

Por outro lado, se o ignorante sobre determinado assunto, após suas reflexões, chega à conclusão que nada sabe sobre ele, a sua situação pessoal e intelectual transmuda-se pela consciência.

Disso resulta um estado de incerteza e inquietação, levando-o a avançar em seus estudos e meditações. Agora, temos o ignorante, consciente de sua estatura intelectual sobre um singular assunto, na busca da verdade. Está caminhando, e, caminhando, conhecendo.

Há uma relação dialética entre ignorância, consciência, incerteza e busca da verdade

Refletindo sobre ética, Kant sintetizou muito bem, ao externar o ideal de não fazer nada que não se possa revelar aos outros. Se algo não possa ser revelado, não o faça. Simples, assim.

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Pois bem…, meditando sobre a violência em nosso Estado, que é tão generoso, por sinal, fazendo jus a seu tamanho, tolerando um “no Mato Grosso” quase que diariamente em interfaces sociais, me deparei com os estudos de José Flávio Braga Nascimento sobre criminologia.

A ignorância, portanto, nos faz caminhar quando a reconhecemos, e, a ética, a socializar aquilo que não nos envergonha, antes, nos alerta.

As teorias psicodinâmicas e as psicossociais nos ajudam a entender um pouco dos fenômenos criminológicos. A primeira (desenvolvida por nomes como Freud, Adler e Jung) se baseia em três princípios: o homem é por natureza um ser antissocial, a causa do crime é em última instância – social, e durante a infância que se forma a personalidade.

Aqui se leva em consideração a má formação do ego pelo desequilíbrio da atuação do id e superego no indivíduo, com preponderância do primeiro.

Chamou-me bastante atenção a segunda teoria, também chamada de crítico-radical. Nesta, o sentimento profundo por parte do indivíduo antissocial, por não ser gratificado pela sociedade, funciona como gatilho a desencadear o ato final e criminoso.

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Veja, a pessoa já detém a classificação de antissocial. O que vem depois é o acionamento da condição pela qual o delinquente não tem qualquer controle.

É um sentimento de frustração, a consciência de que não pode realizar seus sonhos. Se não pode, busca a verdade, o sentido da vida; e, ao não encontrar, até por faltar-lhe estrutura dialética no pensamento, realiza as contradições, inclusive inconsciente, que carrega em mácula de sua vestal, vertente sombria de sua personalidade.

A tudo me faz lembrar Voltaire – “Vossa vontade não é livre, mas vossas ações o são. Sois livres de fazer quando tiverdes o poder de fazer”-. É uma questão de poder.

E quem vai apear do poder o que ostenta uma arma contra a vítima? Nesse instante, ele, o criminoso, é o poder, e ninguém ousará infirmá-lo. Isso o torna membro de um grupo, que o arma e lhe dá confiança, enquanto a sociedade assiste a tudo, trancada em sua insignificância como súdito que um dia já foi rei.

É por aí…

Gonçalo Antunes de Barros Neto tem formação em Filosofia e Direito

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Opinião

A força interior

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Não fique parado na esquina da vida, esperando que o ontem seja o orientador da escolha de novos caminhos.

O passado é apenas um grande arquivo que está cheio de lições de felicidades e tristezas, de sucessos e de derrotas, por isso não fique dirigindo o seu futuro olhando pelo retrovisor, porque o passado nunca mais voltará.

O seu futuro representa um estágio incerto, mas a sua conquista depende do seu primeiro passo e da sua vontade de seguir sempre enfrente, dando passos seguros e levantando a cabeça porque o tesouro que procura, não está no chão, e sim lá no alto, onde a fé fez a morada. Entenda que é através das conquistas das coisas mais simples, que conseguimos entender a magia da vida.

O grande mentor do seu futuro é a sua própria força de vontade, é nela que está instalado o forte sentimento de vencedor, tenha certeza que todas as futuras realizações estão situadas no plano invisível, e querer conquistar ou realizar um objetivo, é acima de tudo saber entender o estágio do passado e aceitar o presente com a situação mais realística possível, porque ninguém vive no futuro sem antes planejar o presente.

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Não fique parado na esquina da vida, esperando que o ontem seja o orientador

Perceba que em todos os momentos, aquilo que chamamos de destino, está a nos oferecer uma vaga de aprendiz na escola da vida, e em todos os momentos recebemos orientações poderosas, mas por serem silenciosas, não conseguimos ouvi-las.

Às vezes não pressentimos os fatos que podem ocorrer contra ou a nosso favor, porque somos transformados em escravos das nossas rotinas desnecessárias, porque muitos dormem com os olhos dos outros e acorda sem visão do mundo real.

Não devemos deixar que as influências externas tomem conta das nossas decisões, é por isso que existem pessoas perdidas pelo meio do caminho ou deitadas nos divãs tentando organizar os pensamentos permutados por falta de amor próprio e as vezes até impróprios.

Wilson Carlos Soares Fuáh é especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.

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