Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

ROSANA LEITE

Símbolos e mulheres

Publicados

em

Sim, eles, os símbolos, muitas vezes, falam por si só. A semiótica tem feito a grande diferença em todos os lugares, onde objetos podem falar mais que mil palavras.

No universo das mulheres, Kamala Harris têm sido tratada como símbolo de representatividade.

Primeira mulher a ocupar o cargo de vice-presidente dos Estados Unidos, negra, filha de imigrantes com mãe indiana e o pai jamaicano, Kamala despontou ser uma pessoa simples e que assim sempre se portou.

Agora será a ocupante da segunda cadeira mais importante na administração pública dos EUA, tendo demonstrado que a sua essência é o esperado para o momento.

Essa será uma vice-presidente que representa o contexto de mudança social, porquanto, o seu nome foi primordial para que Joe Biden e ela alcançassem a vitória. No seu primeiro pronunciamento já eleita, Kamala utilizou não só de simbologia, mas também da semântica, fazendo de suas palavras eco para as mulheres do mundo.

No universo das mulheres, Kamala Harris têm sido tratada como símbolo de representatividade
De terno branco, a cor que é símbolo da luta pelos direitos da mulher desde 1913, quando o ‘National Womens Party’ assim declarou, juntamente com as cores dourada e roxa, vez que essas são as cores da bandeira sufragista, ela subiu ao palco usando a tribuna.

Leia Também:  Pivetta procura ‘chifre em cabeça de Senado’. Pra quê?

Espontânea, falando diretamente para as câmeras, Kamala passou por um enorme desafio durante a campanha em outubro do corrente ano, quando aceitou participar de um debate com o candidato a vice republicano.

Expôs, sem qualquer problema, que o atual governo foi um fracasso para conter o coronavírus durante o período pandêmico, manifestando, ainda, ser a favor do aborto e do controle do porte de armas. Todavia, por ser mulher, foram várias as vezes em que sua fala interrompida pelo candidato oposto, tendo que disparar: “Se você não se importar em me deixar terminar, poderemos ter um diálogo. ”

Percebemos o quanto as palavras, objetos e história estão a contar sobre mulheres. E, de outro turno, que a simbologia pode ser negativa e positiva. Em leituras de alguns artigos que tratam dos direitos humanos das mulheres, tempos atrás, percebi um comentário de um homem da seguinte forma: “Essa mulher deve estar com pouca louça para lavar”. É… Para esse ‘coitado’, pelo qual apenas a piedade está a socorrer, as pias são delas…

Leia Também:  Enfim, a grande reforma!

Abandonar o medo não é tarefa das mais fáceis. Lutar contra o mundo construído pelas fortes pilastras do androcentrismo, que alimenta a misoginia e o sexismo, é o mesmo que saber que em algum momento se deparará com seres pouco humanos.

Há necessidade de se mencionar as críticas quanto aos representantes dos Estados Unidos, que, independente de gênero ou raça, estabelecem, mesmo aqueles e aquelas que possuem visão mais progressista, uma ideologia liberal. O sistema capitalista, ao mesmo tempo que ascende algumas mulheres ao poder, o faz às custas de outras. Uma perspectiva decolonial, é o almejado. Contudo, a representatividade trazida por Kamala nos faz refletir quanto à importância de termos o gênero feminino no poder. Somos capazes e necessárias para a construção de um mundo mais justo.

Kamala Harris, após tantos embates, em dia de declarar vitória desfechou: “Eu me ergo sobre seus ombros (sufragistas). Eu posso ser a primeira nessa posição, mas certamente não serei a última. ”

Oxalá!

Rosana Leite Antunes de Barros é defensora pública estadual.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

CAMPANHA POLÍTICA E COMUNICAÇÃO

Publicados

em

Nelson Mandela afirmou que “se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria linguagem, você atinge seu coração”. Em politica essa afirmação fica mais evidente.

A comunicação com o eleitor tem um papel fundamental no desenvolvimento das campanhas políticas no mundo todo. Por estas terras estamos saindo de um processo eleitoral de dois turnos onde a comunicação merece destaque, tanto pelos acertos quanto pelos erros cometidos, uma vez que comunicação não é aquilo que eu falo, mas sim aquilo que o interlocutor compreende e propaga.

Se tomarmos como base os candidatos de primeiro turno para prefeito em Cuiabá verificamos aspectos de confronto entre a comunicação analógica e do corpo a corpo versus a comunicação digital.

O espaço é de transição, tanto que os candidatos Emanuel Pinheiro, com mais eficiência dentre os analógicos, e o candidato Abílio Junior, entre os digitais, receberam votos suficientes para serem conduzidos ao segundo turno.

No embate final do segundo turno ficou evidente que existia mais eleitores analógicos para serem conquistados do que eleitores digitais, Tanto que Emanuel foi de 82.367 votos  para 135.871, um acréscimo de 53.367 votos. Enquanto que Abílio, por ser digital, foi de 90.631 votos para 129.777, um acréscimo de 39.146 votos.

Leia Também:  Ministra e primeira-dama participam de webinar sobre ações para apoiar as mulheres rurais

Outro fator que tem que ser levado em consideração é que as ferramentas por si só não se bastam e muitas vezes o conteúdo que te leva a um segundo turno atinge o teto em si mesmo e ai não é mais suficiente para conduzir até uma vitória.

O marketing político é comunicação instantânea e célere o bastante para não permitir erros. Na campanha de Cuiabá isso ficou muito evidente. Como o cunho da campanha foi a moralidade versus a eficiência, o paletó ditou o ritmo da campanha.

O mesmo adereço que levou o candidato Abílio ao segundo turno ficou obsoleto pelo excesso de repetição no segundo turno ao ponto de parecer ser cruel, uma vez que o castigo se torna superior o crime. Logo há uma neutralidade na comunicação do candidato pela obsessão repetitiva. Ao passo que Emanuel demorou até os minutos finais para trazer o adereço para sua campanha e, ao fazer, conseguiu a arrancada final desejada.

Outros fatores foram importantes também, mas este merece destaque pela sua relevância e entrará para a história toda vez que alguém com uma mácula resolver entrar em uma disputa eleitoral.

Leia Também:  7 fatos sobre as mulheres leoninas que só elas vão entender

A finalidade da comunicação é fazer-se entender, por isso preciso saber para quem quero falar e o que é preciso falar. Ninguém fala com todo mundo ao mesmo tempo. Por isso toda publicidade e comunicação de campanha sofre críticas, uma vez que na sociedade a comunicação é feita por bolhas para as bolhas onde estão os grupos de interesse. Por isso no primeiro turno teve voto quem melhor se comunicou, mas não evoluiu, ao passo que o segundo colocado encontrou o caminho das pedras e chegou em primeiro lugar no turno que dava a vitória definitiva.

 

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA