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RENATO NERY

Qual a hora de parar…?

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A conturbada eleição presidencial dos EUA revelou que estava sendo disputada basicamente por dois anciões. Um de 74 anos e o outro que venceu as referidas eleições de 77 anos que quando assumir o mandato estará com 78 anos e quando terminá-lo estará com 82 dois anos. Sendo o mais velho Presidente a assumir um mandato naquele País.

Na idade dos dois postulantes, acima referidos, a maioria das pessoas já largou de há muito tempo o cabo do guatambu. Eles são exceções?  Isto me faz indagar, o seguinte: qual a hora de parar? Confesso que não saberia dizer. Estou com 68 anos e trabalho no mesmo ofício, há mais de 04 décadas, e confesso que cansei da dura lida advocatícia. Propus a parar há seis anos quando fui acometido de um câncer no intestino grosso. De lá para cá não aceitei nenhum patrocínio de causas. Debato-me com um passivo imenso de causas litigiosas que depois de um lustro insistem em me desafiar.

Confesso que estou entediado com a nova rotina depois que me propus a parar. Sempre trabalhei muito desde menino, mas não sei o que fazer com o ócio! Cabeça vazia oficina do capeta! Lembro sempre deste ditado muito utilizado pelo meu pai.  Será que não posso mais ser útil para sociedade? Acredito que posso fazer muito mais do que incomodar os meus leitores com o disco furado dos meus artigos semanais. O escritor Will Durant disse que na juventude nós temos a força e na velhice a luz, mas que esta sem aquela não tem nenhuma serventia. Será?

Amealhei e acumulei uma larga experiência de vida, seja por que sempre fui muito curioso, o que me levou aos livros, seja por que vivi e trabalhei intensamente. Não sou um jurista, mas um advogado experimentado que cansou do ofício que consiste no estresse de procurar resolver os problemas dos outros.

Fico, portanto, na minha rotina dos que não têm o que fazer, pensando se não devo sair desta crônica acomodação e me propor a fazer alguma, pois a vida é uma obra inacabada e a minha não acabou ainda. Acho que preciso de uma atitude que me faça ter um objetivo para continuar a ser útil a comunidade, pois a hora de descansar somente acontecerá no último suspiro. Constato que estou vivo e devo me inspirar na teimosia das pessoas acima referidas – que devem ter como mantra: o jogo somente acaba quando termina.

Renato Gomes Nery. E-mail – [email protected] Site – www.renatogomesnery.com.br

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Opinião

As tão esperadas vacinas

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Elas acabaram de chegar. Serão consumidas em conta-gotas. Aplicação lenta, uma por uma. São as vacinas da esperança. O mundo começa a sonhar por melhores dias, e passar a ter uma vida normal. As vacinas podem ser o sonho de todos e para todos, se tornando realidade.

Que essas vacinas sejam de fato o resultado de muitas orações. Que os clamores sofridos principalmente das famílias que perderam seus entes queridos, amenizem tanta dor.

As tão esperadas vacinas chegam com a responsabilidade de salvar todo o planeta. Oh senhor pai, todo poderoso, criador do céu e da terra, que assim seja e que assim se faça. Antes porém precisamos pensar com um pouco mais de serenidade.

As vacinas são o alivio de muitas apreensões. Principalmente das que não provocam dores: ansiedade, medo, incertezas e depressão. Longe de pensar que estou querendo jogar farinha no ventilador. Entretanto, fazer valer as recomendações contra o Covid-19, mesmo depois de ter tomado a vacina, é salutar e inteligente.

Que as vacinas sejam a solução não apenas da cura da pandemia, mas também, de forma de pensar dos poderoso
É sempre bom lembrar que “Com essa insana pandemia, todo cuidado pé pouco”. Não dá pra confiar de cara. Ainda estamos sem lenço e sem documentos que garantam a sua eficiência e sua eficácia. Não obstante, só o fato de pensar que elas podem ser a arma capaz de frear, e, quem sabe, acabar com a pandemia, já alivia a alma. Vamos acreditar, desacreditando que elas serão o “milagre dos peixes”.

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Além das recomendações das mudanças de atitudes da sociedade contra o Covid-19, a sociedade também vai ter que se acostumar, ou se adaptar para outras formas de vida. A expressão “Delivery”, veio pra ficar, assim como o trabalho “off home”, também. Aos poucos os costumes começam a modificar o comportamento da sociedade. Muitas coisas irão melhorar: o trânsito de automóveis nas ruas, as despesas com ônibus circulares do trabalho pra casa e vice-versa.

Outros comportamentos já estão em prática, bem como outros virão. O mundo é outro. Nós não somos os mesmos.

O mundo percebeu que felicidade é o resultado de uma vida saudável, aconchegante. A realidade sobre a vida das pessoas hão de se tornar o melhor bem estar do prazer pessoal.

As cabeças uns dos outros estarão voltadas para uma fé em Deus que até então não passava de uma simples Fé. Mãos dadas, confraternização, solidariedade, compaixão, serão os antídotos de uma nova era que se inicia. Se, por razões inexplicáveis, a guerra entre os países tem o poder de uni-las, essa ideologia macabra se desfaz.

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O Século XXI mostrou a sua cara. Quantos ouvidos ouviram a expressão “puxa vida em leno século XX! Estamos vendo isso ou aquilo?” Era como se parte da sociedade mundial estivessem tratando o seu semelhante como um desligado da visa, ou ignorando a sua filosofia de vida, pelo fato de que o seu conhecimento era pífio. Quanta arrogância dos privilegiados.

Que as vacinas sejam a solução não apenas da cura da pandemia, mas também, de forma de pensar dos poderosos. Quem nasceu para governar, não tem o direito de ter somente um coração, somente uma vontade, mas sim, a obrigação de ter pra ter, mas sim, de ter, pra ter, pra dar.

Gilson Nunes é jornalista.

 

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