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DEUSDÉDIT DE ALMEIDA

Preparando o natal

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A liturgia do advento, especialmente as celebrações eucarísticas dominicais, traça um caminho espiritual de preparação para o Natal do Senhor.

Converter-se e acolher Jesus é seguir uma estrada cujo fim realiza o mais profundo desejo do coração humano: amar a Deus, que nos amou primeiro. O advento é tempo de piedosa espera.

Corresponde ao período das quatro semanas de preparação espiritual, marcada pela singeleza litúrgica e motivada pelo vibrante refrão: “Vem, Senhor, vem nos salvar, com teu povo vem caminhar”. No tempo do advento celebramos as três vindas de Jesus Cristo: aquele que virá (parusia), aquele que veio (encarnação) e aquele que vem (nas celebrações ou orações cotidianas)”.

A tradicional coroa do advento, nas celebrações, manifesta o belo simbolismo da vitória da luz sobre as trevas. Esta preparação para o natal tem dupla característica: tempo de preparação para as solenidades do Natal, nas quais se recorda a primeira vinda do Filho de Deus na humanidade; e simultaneamente, tempo em que, com esta recordação, os espíritos se dirigem para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos.

Celebrando cada ano este mistério, a Igreja nos exorta a renovar continuamente a lembrança de tão grande amor de Deus para conosco.

Eis aqui algumas atitudes que nos ajudarão a preparar uma celebração digna e frutuosa do Natal. A primeira atitude é de Oração. A oração abre-nos, por Cristo, em Cristo e com o Espírito Santo, à contemplação do rosto do Pai, colocando-nos em comunhão e sintonia com a Trindade, fonte de santidade, de alegria e da verdadeira paz.

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A novena do Natal em família é uma expressão belíssima de oração familiar. Neste ano, por conta da pandemia, sugerimos a novena do natal no espaço da própria Igreja, sempre atentos aos protocolos de bio-segurança: distanciamento, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel para os participantes. A Segunda atitude é a da reconciliação.

É a reconciliação com Deus-Trindade e reconciliação com as pessoas: familiares, parentes, amigos e colegas de trabalho. É bom celebrar o Natal livre dos ressentimentos, das mágoas, do rancor contra os nossos semelhantes. A terceira atitude é a caridade. O tempo do advento é propício para o exercício da solidariedade e amor fraterno às pessoas mais necessitadas e sofredoras. Sobretudo, neste tempo de pandemia que há muitas famílias angustiadas.

Atos de solidariedade dignificam e enobrecem a alma humana! Os gestos solícitos de bondade e de generosidade, encantam a vida, tornando-a bela e grandiosa! Em fim, neste tempo que antecede o Natal, vamos escancarar as portas do coração e da vida para acolher o Rei dos Reis que vai chegar!

Jesus é o “Príncipe da paz” (Mq 5,4) que veio instaurar o reino de fraternidade e paz no mundo! A preparação do Natal deve nos reanimar na construção da cultura da paz na sociedade brasileira. Estamos vivendo na sociedade brasileira um momento de muita polarização ideológica, alavancada por extremismos que aprofundam as discórdias e o estrangulamento da nossa democracia.

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Semana passada acompanhamos com indignação, tristeza e perplexidade, uma cena de brutalidade e ódio com características racistas, contra um ser humano. Quando chegará o dia de nos reconhecermos que somos todos irmãos, filhos de um mesmo Pai?

Disse o grande líder, que combateu arduamente a segregação racial, Nelson Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa por causa da cor da sua pele, da sua origem ou da sua religião. Assim, como a pessoa aprende a odiar, deve, também, aprender a amar. Pois o amor chega mais naturalmente ao coração do que seu oposto.”

Portanto, lutemos pela reconciliação e paz social. Não se trata tanto de tolerar, mas de celebrar a riqueza da diversidade racial do nosso País! Porquanto, não há nenhum coração humano que não se sente bem e feliz, quando ao seu redor reina a paz. E que a ânsia do consumo não ofusque o brilho desta preparação Natalina!

Deusdédit M. de Almeida é padre da Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus.

 

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Opinião

O futuro em Mato Grosso

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O pós-pandemia na maioria dos estados brasileiros é muito incerto. Estados como o Amazonas, entre tantos, incluindo o poderoso São Paulo, estão mergulhados em mar de indefinições e de contradições.

Fora a pandemia, a terrível politização da saúde, gerou uma das fases mais medíocres da vida brasileira. Não tem anjos e nem santos. Tem gente demais querendo se dar bem de um ou de outro modo em cima da pandemia, mesmo que isso signifique prejudicar muita gente da população.

O que quero dizer é que essa pandemia passará logo e vai deixar um vazio de alternativas pro futuro. Aqui entra o título deste artigo. Mato Grosso está rigorosamente bem na lida com a pandemia, da maneira possível. Mas muito melhor do que a maioria dos demais estados.

Interessa olhar o amanhã. O país curvou-se ao poder econômico do agronegócio. Ele não é mais um setor isolado dentro da economia nacional. Puxa a indústria de modo geral num monte de setores como o de máquinas, caminhões, construção civil, por exemplo. Puxa o comércio e puxa o setor de serviços, já que é um grande consumidor de tecnologias, por exemplo, e de muitos serviços especializados ou indiretos da indústria e do comércio. O pós-pandemia na maioria dos estados brasileiros é muito incerto.

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Mato Grosso lidera na produção do agronegócio brasileiro e tem todas as condições de continuar liderando indefinidamente porque tem todas as ferramentas definidas e já em pleno uso.

Com um perfil da economia sincronizada com o agronegócio, o mercado externo será comprador de commodities por muito tempo. Hoje o pior inimigo da nação é o Estado. Mato Grosso tem a vantagem de que as contas públicas estão em ordem, a despesa bem menor do que a receita de impostos. E tem um grande plano de obras pela frente, avaliado pelo governador Mauro Mendes no valor R$ 9, 7 bilhões.

Recordo-me de 1983. O governador Júlio Campos obteve financiamentos externos e iniciou um enorme plano de obras rodoviárias e hidrelétricas que atraiu pro Estado 18 das 20 grandes empreiteiras do país, à época. O tempo agora se parece com esse projeto de obras nos próximos dois anos. O desdobramento será a construção de um novo ciclo de desenvolvimento semelhante ao da década de 1980.

A conclusão deste artigo é positiva. Há cenários otimistas no horizonte de Mato Grosso. A atração de investimentos na esteira do agronegócio, mais as tecnologias que acompanham e a máquina pública caminhando bem, o futuro é animador. Pode não parecer muito. Mas olhar pro Brasil de hoje e pra esse cenário nosso daqui, dá pra respirar fundo e ter fé.

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Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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