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RENATO GOMES NERY

O silogismo

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Silogismo é uma linha de raciocínio lógico, cujo precursor é Aristóteles, que parte de premissas (informações/proposições) para se chegar a uma conclusão. Este modelo é normalmente seguido pelas pessoas para tomarem as suas decisões.

As decisões que tomamos, as vezes, partem de premissas falsas que somente vão ser constatadas muito tempo depois, quando o desastre já será inevitável. Premissas equivocadas/falsas levam a opções equivocadas.

Há poucos anos a canto da sereia de um político “paz e amor”, nos levou a acreditar nele (proposições) e entroniza-lo no cargo máximo da nação. Este seria, na época, o maior político que o Brasil já teve.

Entretanto, constatou-se depois que se tratava de um “fogo fátuo” e ele foi parar no xilindró.

Na mesma linha, anos depois, a elegeu-se, por expressiva maioria, um pretenso mito detentor de uma varinha de condão que iria resolver todos os nossos problemas, como se o País não existisse antes dele.

Os seus seguidores o acham dotado de predicados excepcionais, contrariados por seu comportamento excêntrico, suas decisões controvertidas e pela incredulidade da comunidade internacional.

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O certo é que continuamos a chafurdar na lama da miséria e do subdesenvolvimento, pois não acertamos a mão para encontrar as premissas verdadeiras do silogismo. Estamos sempre sendo induzidos ao equívoco. O que acontece conosco para estarmos sendo sempre iludidos pelos encantadores de serpentes?

Talvez a nossa propensão macunaímica em acreditar em promessas simplistas e na lábia de caudilhos e salvadores da pátria.

Um País da dimensão e complexidade do Brasil não é para amadores, mas para excelentes administradores e estadistas. A pergunta é de saber onde está gente?

Por exemplo, Os Churchills, os Lincolns, as Margarets Tatchers e as Ângelas Merkels! Eu não saberia responder, mas tenho a impressão de que se fosse perguntado, eu talvez arriscasse a dizer: eles ainda não nasceram! Portanto, é preciso ter fé, paciência e esperar o tempo – que é o senhor de tudo – faça a sua parte e, nesse ínterim, façamos como no samba: a gente vai levando!

P.S – Noticia-se que o Governo quer prorrogar o auxílio emergencial da pandemia sacrificando outras despesas essenciais e compromissos já firmados, tornando-se o transitório em permanente.

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Demonstra-se que não há segurança jurídica e tudo pode mudar ao sabor das conveniências. Gera-se a insegurança e afugenta-se deliberadamente o capital privado que poderia gerar o desenvolvimento, renda e empregos. Explora-se o povo, sob falaciosos argumentos de protege-lo, com a deliberada intenção de se manter no poder. Enfim, dar-se o peixe em vez de ensinar a pescar. O cinismo continua o mesmo!

Renato Gomes Nery é advogado.

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Opinião

Agenda positiva na universidade pública

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Desde a última eleição presidencial e nos primeiros meses do novo mandato as universidades públicas vêm sendo alvo de muitos ataques. Se concentravam numa demolição, com falas como desaparelhar a educação, desesquerdizar,  despetizar, desideologizar, endireitar, balbúrdia e outras do gênero. O foco era numa negação destas instituições e sua privatização como a grande saída. O Ministério da Educação chegou a apresentar a proposta de um programa denominado Future-se. Mas teve pouco avanço e, até onde pude acompanhar, foi descontinuado com a troca de ministro. Espero que o atual titular do MEC possa apresentar um rumo para a educação brasileira.

Mas, enquanto isto, muita coisa boa continua acontecendo. As universidades vêm se mantendo e inovando nesse contexto de cortes orçamentários contínuos e dos enfrentamentos políticos citados. Tiveram que se adaptar a este contexto de aulas à distância gerado pela pandemia, eleições on line para a reitoria e a implantação de teletrabalho para boa parte dos seus servidores.

No caso da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tivemos a divulgação de números positivos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Medicina de Cuiabá e Rondonópolis atingiram nota máxima (5), juntamente com  Arquitetura e Urbanismo na capital. O resultado vem de uma prova realizada pelos estudantes e que acaba sendo uma expressão da qualidade de todo o curso, já que os egressos são seu produto final.

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O curso de Medicina de Cuiabá é um excelente exemplo de como enfrentar as dificuldades e buscar um novo modelo. Saíram da nota 2 na última avaliação do Enade em 2016 para 5 agora. Eles vêm inovando bastante em aspectos pedagógicos, com formatos mais voltados para a resolução de problemas e integração das disciplinas, facilitados por tutorias. Houve também investimento em novos equipamentos acadêmicos capazes de melhorar o aprendizado, com a incorporação definitiva da tecnologia na relação ensino-aprendizagem.

Um outro ponto positivo foi o empreendedorismo, marcado pela relação com o setor privado. Um dos maiores projetos hoje desenvolvidos pela UFMT está lá. Trata-se da Revalidação de Diplomas de Medicina obtidos no exterior. Teve um salto gigantesco nos últimos 5 anos e tornou-se referência nacional. Além disto, os saldos positivos gerados por ele auxiliaram no financiamento na infraestrutura e nas inovações citadas.

A comunidade acadêmica está de parabéns por este sucesso, na pessoa da Diretora da Faculdade, Doutora Bianca Borsatto. Que o exemplo que estão dando de como buscar uma agenda positiva para a universidade pública no Brasil possa ser seguido e servir de estímulo nesse momento Brasil afora.

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Vinicius de Carvalho é gestor governamental, analista político e professor universitário.

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