Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

JOÃO EDISOM DE SOUZA

Manga com leite

Publicados

em

Ainda nos porões da história brasileira se conta que manga com leite faz mal. É um engodo que foi criado propositalmente para evitar que os escravos comessem as mangas (que eram poucas), uma vez que o leite era farto e fazia parte da alimentação matutina na senzala.

Ou seja, mera cortina de fumaça para manipular o pensamento das massas e, assim, as mangas sobrassem todas para quem detinha o poder.

Olhando para o Brasil do século XXI temos a frase “está faltando líderes”. Isto não é totalmente verdadeiro, há muitos líderes bons sim e em vários setores. Acontece que eles não estão atuando na política nacional. Isso porque na política brasileira ainda impera que manga com leite faz mal, o que afugenta os novos líderes de entrarem nela.

A razão da ausência destas lideranças na política é simples: não deixam espaço para estadistas e os novos líderes não suportam as mentiras ditas necessárias contadas pelos populistas que se apossaram das cadeiras públicas nos últimos anos. Os populistas vivem e sobrevivem somente de lacração e cancelamento.

Liderar vai além do exercício de mandatos ou da gestão patrimonial. Política envolve pessoas e interesses. O líder gestor cuida essencialmente de pessoas e as pessoas cuidam da economia, que por sua vez geram riquezas através da empregabilidade, bens e produtos. Vejam, não há espaço para “manga com leite”. Os novos gestores precisam de razões concretas para se motivarem e entrar na politica.

Leia Também:  Insumos derrubam margem do produtor de leite em 50%

A razão concreta é um conceito simples, hoje adotado pelo consultor Simon Sinek, que é um escritor britânico-americano, famoso por popularizar o conceito do “porquê” em sua palestra no TED, autor dos livros “Comece pelo porquê” (2018), “Encontre seu porquê” (2018) e “Líderes se servem por último” (2016). Hoje ele é um guru dos novos líderes no mercado mundial.

A política da manga com leite mantém os velhos mandatários
É do escritor Simon Sinek a frase “existem apenas duas maneiras de influenciar o comportamento humano: você pode manipular ou inspirar. Se você quer ser um grande líder, lembre-se de tratar os outros com respeito em todos os momentos. Primeiro porque você nunca sabe quando pode precisar de ajuda. Segundo porque é um sinal de que você respeita as pessoas”.

No entendimento das novas lideranças não há espaço para ausência de diálogo ou falta de educação na comunicação para com o próximo, mesmo que seja seu opositor. Todos são consumidores em potencial das convicções a serem implantadas.

Leia Também:  Maria Helena Gargaglione Póvoas é eleita presidente do TJ-MT

Pessoas não se convencem pelo que você faz, mas como você faz. Na era da informação e das facilidades de interações através das redes sociais e diversas outras mídias, é necessário abrandar as crises e criar ambientes harmônicos e propícios para as transformações.

Infelizmente nossos gestores ainda fazem parte da arcaica e combalida política do “falastério vazio” para enganar eleitor. Exemplos não faltam: briga BRT versus VLT entre prefeitura e Estado, ou mesmo as constantes mentiras contadas pelo presidente da República no cercadinho do Palácio do Planalto, mostram o caráter retrógrado e ultrapassado destes gestores.

Nossos gestores políticos ainda olham o cidadão como massa de manobra a serem manipulados com discursos desconexos das verdadeiras possibilidades e acontecimentos. Herança imperial do domínio escravagista manipulador para esconder as verdades. Por isso atacam tanto a imprensa e pulverizam a sociedade com Fake News, que na verdade são as mangas e leites da atualidade.

Temos sim novos e bons lideres, se não estão no setor público é porque a política não deixa espaço para eles. A política da manga com leite mantém os velhos mandatários.

João Edisom de Souza é analista político.

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Opinião

Reiteradas violações das prerrogativas do advogado

Publicados

em

No nosso país, a Constituição Federal constituiu a República Federativa do Brasil como Estado Democrático de Direito, com fundamento na dignidade da pessoa humana, no qual se impõe a igualdade de todos e o respeito às leis.

O exercício do poder por todas as autoridades públicas que compõem a administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios está submetido aos limites impostos pelas regras constitucionais, em estrita obediência aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência.

A Ordem dos Advogados do Brasil sempre defendeu a importância da liberdade de atuação de diversas carreiras de estado.

Não obstante, o advogado vem sendo constantemente menosprezado e aviltado em sua missão de assegurar a adminis¬tração da Justiça e a manutenção da democracia.

Como uma chaga que se espalha rapidamente e sem pedir licença, o desrespeito ao advogado corrói preceitos éticos e coloca em risco os direitos universais do cidadão.

Advogado vem sendo constantemente menosprezado e aviltado em sua missão

A nova Lei de Abuso de Autoridade foi conquistada em uma importante campanha promovida por diversos atores da sociedade civil, notadamente a Ordem dos Advogados do Brasil, que teve importante papel ao incluir crimes específicos que são cometidos contra a advocacia e o sagrado direito de defesa.

No entanto, a mencionada legislação, que conta com pouco mais de um ano, parece não ter contido arroubos de agentes públicos mal-intencionados contra as pessoas e órgãos. Mais especificamente, percebe-se o aumento de violações, diretas e indiretas, aos direitos e prerrogativas da advocacia.

Leia Também:  Giovanna Ewbank conta que está doando leite materno: "Pode salvar vidas"

A par disso, sempre atuando firmemente na defesa das prerrogativas da advocacia, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT) realiza nesta sexta-feira, dia 30 de julho, mais um ato de desagravo público em favor desta vez da colega Deise Cristina Sanabria Carvalho Alves, mais uma vítima dos algozes que teimam em desrespeitar a classe e toda uma sociedade.

O ato terá início às 8h30, em frente à sede da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (DERF), no Verdão, em desfavor dos policiais DERF que abordaram de forma violenta, algemaram e deram voz de prisão à ilustre advogada em pleno exercício profissional e ainda lavraram ocorrência contra ela por suposta desobediência, o que sem dúvida é lamentável que tais fatos ainda persistam!

Estamos acostumados, historicamente, com dificuldades, percalços e incompreensão em relação às nossas funções. Na área criminal, especialmente, o advogado é confundido com seu próprio cliente. Esquece-se, ou des¬conhece-se, que os advogados não são defensores do crime, mas porta-vozes dos direitos constitucionais e pro¬cessuais do cliente.

O compromisso do advogado é com sua consciência, com a missão sagrada de postular em nome de terceiros e cumprir os seus preceitos éticos. Esse compromisso está ligado aos anseios de justiça e nos impulsiona a pugnar pelos direitos que nos são dados a defender.

A Lei Maior do país em seu art. 133 estabelece ser o advogado indispensável à administração da Justiça, e garante a sua inviolabilidade por seus atos e manifestações no exercício da profissão.

Leia Também:  Dente de leite também exige cuidados: tudo sobre a saúde bucal dos pequenos

Portanto, as prerrogativas profissionais dos advogados são direitos indisponíveis e irrecusáveis, exclusivos, funcionais e indispensáveis ao pleno exercício da advocacia, e estão previstas na Lei nº 8.906/1994, Estatuto da Advocacia e da OAB, em seus artigos. 6º e 7º. Infelizmente, abusos, desrespeitos e graves violações às prerrogativas dos advogados são constantes.

Nesse sentido, é necessário que seja dada efetividade à Lei de Abuso de Autoridade. Cabe aos aplicadores da lei, em especial a advocacia e o Poder Judiciário com a ingerência do Ministério Público, apontarem as graves consequências de um Estado formalmente democrático e de Direito, mas que vem, a cada dia, potencializando um senso equivocado de justiça nos agentes públicos, que se sentem como justiceiros, fora do alcance da lei, o que favorece que sujeitos mal-intencionados ajam como achacadores das conquistas civilizatórias.

A OAB possui seus instrumentos destinados a dar efetividade às suas prerrogativas e à lei de abuso de autoridade, que são o desagravo e as representações funcional/penal. Trata-se de uma resposta que deve sempre ser firme e rápida.

Portanto, todos esses instrumentos, assim como a força que a celeridade pode acrescentar, constituem objetivos a serem perseguidos de modo a criar no contexto jurídico em geral a certeza de que a violação a essas prerrogativas não ficará impune, culminando com a valorização do exercício da advocacia em sua essência.

A defesa não pode parar!

José Ricardo Costa Marques Corbelino é advogado.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA