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ELIZEU SILVA

Levante a mão quem não tem medo da morte?

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Acredito que não exista ninguém na face da terra que não tenha algum receio da bendita morte. Claro, esse medo pode se manifestar nas pessoas de pequena a grande intensidade. Sabemos que cada pessoa tem a forma única, mesmo assim, imagino que para a grande maioria, o medo da morte se aflora grande, chegando até a se transformar em pleno horror.

Entretanto, tem aqueles que conseguem controlar esse sentimento de medo disfarçando pelos prazeres da vida. Mas só disfarçando, pois, de maneira ou outra, o danado do medo está lá, bem no fundo dos nossos corações.

Em tempos de pandemia do novo coronavírus o temor atrelado a eminente possibilidade de qualquer um de nós somarmos aos milhares de mortos pela doença no Brasil tem se transformados mudanças fóbicas em excesso. A ideia de deixarmos de existir e afastarmos de parentes e amigos em questão de dias ou horas, derrotados por um vírus quase que invisível, tem nos tornado uma intensa fonte de estresse, em especial para as pessoas mórbidas.

Não existe ninguém na face da terra que não tenha algum receio da bendita morte

Para os vaidosos e amantes de si mesmo isso nem se fala. Só de cogitar a ideia da deterioração do corpo no túmulo causa arrepio e repugnância. Mas, queiramos ou não, um dia a morte vai chegar.

Por isso o medo da morte nos rodeia, é natural a todos nós, até porque, não fomos feitos para morrer no primeiro plano de Deus (Jardim do Éden). Porém, através do pecado do primeiro homem (Adão) essa fase chamada primeira morte foi introduzida em nosso meio e terá que ser enfrentada por mim, por você: por todos. Não tem boca! A morte é uma realidade universal a todo ser humano.

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A Bíblia menciona uma série de acontecimentos que irão acontecer após a morte e anteceder o Juízo Final que decidirá viver ou morrer eternamente. Relata sobre a primeira morte física; da separação do espírito e corpo; para onde partes dos espíritos irão (paraíso e prisão espiritual); fala daqueles que aqui viveram vida digna e também dos que não viveram e assim por diante.

Exemplo claro que a vida terrena interferirá diretamente na vida ou morte eterna é dado pelo apóstolo Paulo quando discorre que aquele que nasce duas vezes aqui na terra (nascimento em si, aceita a Cristo; e renúncia ao pecado), morrerá apenas uma vez: só a morte física. Apesar disso, aquele que nasce apenas uma vez aqui na terra, a possibilidade é enorme de ter duas mortes futuras: física e eterna. Se essa escolha de vida ou morte no futuro deve ser feita agora enquanto vivemos, melhor não arriscar então.

Jesus Cristo deixou inúmeros exemplos de escolhas e estão acessíveis a todos para que cheguemos a qualquer uma das conquistas. Se as escolhas forem certas: Amém. Se erradas: Nada feito!

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Já imaginou naquele dia em que teremos que ficar frente a frente com o Todo-Poderoso e Ele trazer à juízo toda a obra humana, inclusive tudo que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau – Eclesiastes 12:14. Sim! Teremos que ficar frente a frente com o Criador e prestamos contas das nossas ações aqui em vida. E, se abrir o Livro da Vida e o nossos nomes não estiver registrados lá? Como será o nosso espanto?

Imagino que esse acerto será amedrontador e pior poderá vir na sequência – a condenação para a segunda morte -, mas agora eterna. Se isso acontecer: sem chances de revogação. Lembrando que hoje Ele é o nosso advogado, mas nesse dia passará à Juiz, e como Ele é justo o acerto não será vantajoso para centenas de milhares.

Para não corremos esse risco da condenação eterna, que tal começarmos agora a fazer a vontade de Deus e seguirmos os ensinamentos dados pelo seu filho Jesus Cristo no Evangelho, sendo bons, caridosos, amar o próximo, entre outros. Caso contrário, se continuarmos na prática da iniquidade estaremos deixando a vida pela morte eterna e arderemos dia e noite no lago de fogo e enxofre, e seremos atormentados juntamente com Satanás, o Falso Profeta, o Anticristo, e os ímpios para todo o sempre.

Depois de tudo isso levante uma das mãos ai aquele que não tem medo da morte? Bom: eu vou levantar as duas!

Elizeu Silva é jornalista em Mato Grosso

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Opinião

Uma Ordem a serviço da advocacia e da sociedade

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O futuro mudou. Da noite para o dia, muito daquilo que entendíamos como normal deixou de existir. E, mais uma vez, a OAB-MT assumiu seu papel de vanguarda na sociedade, sem deixar em nenhum segundo de exercer sua função primordial, a defesa intransigente do exercício da advocacia e da Constituição Federal. E é no caput do artigo 5º da nossa carta magna, que trata dos direitos individuais, que encontramos nosso norte, o do direito à vida.

Os advogados e advogadas puderam sentir que não estavam sozinhos nesta batalha. A OAB-MT se empenhou ao máximo para atender todas as necessidades que os novos tempos, que o novo normal, trouxeram para nossas vidas. Asseguramos o reconhecimento público da essencialidade do nosso serviço, fizemos uma interlocução direta com os tribunais, de forma a assegurar a prestação jurisdicional, cobramos a efetividade do cumprimento dos mandados judiciais e a abertura gradual dos fóruns de Mato Grosso.

Os advogados e advogadas puderam sentir que não estavam sozinhos nesta batalha

Além disso, fizemos uma campanha de vacinação para os profissionais contra o H1N1, distribuímos kits com álcool em gel e máscaras de proteção, artigos essenciais nos dias de hoje, reforçamos nossos canais de atendimento online, lançamos cursos gratuitos, ofertamos auxílio psicológico e os auxílios CAA+Assistência e CAA+União.

Nosso trabalho não se cingiu apenas à advocacia. Como em todos os principais capítulos da história do nosso país, a OAB-MT se fez presente, como fio condutor, como interlocutor da população com a administração pública, cobrando resultados, apontando caminhos, participando ativamente da busca pelo cumprimento dos direitos individuais e sociais de cada cidadão, como a saúde, o trabalho e a proteção.

Em agosto, comemoramos o mês da advocacia. Mesmo diante deste cenário, não poderíamos deixar de homenagear os homens e mulheres que todos os dias, por meio do seu trabalho, asseguram a continuidade do nosso estado democrático de direito. A advocacia é indispensável para nosso funcionamento enquanto país e nenhuma pandemia mudará isso. Seguiremos juntos nesta batalha.

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E essa parceria vai assegurar que os advogados e advogadas sigam sua missão. Que continuem a atuar com a mesma galhardia na defesa de cada cidadão. Que sigam nas trincheiras, lutando pelas garantias constitucionais de cada pessoa, na linha de frente da batalha por uma sociedade mais justa e fraterna.

Não podemos nos esquecer em nenhum momento das milhares de vidas perdidas para esta doença tão nefasta. Que cada pessoa que perdeu um amigo, um ente querido saiba que a OAB em nome de toda a advocacia se solidariza por estas mortes, em especial aos advogados e advogadas que infelizmente se foram, vítimas deste vírus que em breve iremos derrotar.

Quando tudo isso passar, tenho a convicção de que o espaço que a história destinará à Ordem dos Advogados do Brasil e à advocacia como um todo de quem não fugiu de suas responsabilidades, que não se furtou em defender cada uma das prerrogativas da advocacia e que, seguindo a Constituição, lutou incansavelmente na defesa da vida de cada cidadão.

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Parabéns, guerreiros e guerreiras. Seguiremos juntos nesta jornada!

Leonardo Campos, presidente da OAB-MT

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