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FRANCISNEY LIBERATO

Fenomenal

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Se olharmos para o nosso histórico de vida, iremos perceber quantos encontros e desencontros já tivemos. Alguns deles foram marcantes a ponto de mudarem a nossa história, já outros, apesar da lembrança, no fundo, desejaríamos esquecer.

Um encontro bíblico muito conhecido e que revolucionou a vida de uma mulher foi o encontro entre Jesus e uma mulher.

A mulher que fora pega em adultério, havia sido levada a Jesus e jogada ao chão por alguns líderes e fariseus que, enfurecidos, com pedras em suas mãos, ansiavam o momento certo para apedrejá-la até a morte.

Será que você é igual aos mestres da lei e fariseus, que imbuídos da ausência de empatia e total desprezo à condição humana, aprecia apontar os erros para as pessoas? Será que existe harmonia entre o seu ímpeto em apontar os deslizes alheios e a autorreflexão que você deveria fazer sobre as suas falhas?

O Mestre que viveu imaculado de pecado, dotado de todo direito de sentenciar a vida daquela pecadora, em atitude benevolente, começa a escrever na areia do mesmo chão que dividia o corpo da jovem aos pedaços: físico, mental, emocional e espiritual; os pecados cometidos por aqueles homens irados e soberbos de razões.

A pergunta central, capaz de ensinar até hoje as gerações, está relatada no Livro de João, capítulo 8, que diz: “Quem de vocês estiver sem pecado, que seja o primeiro a atirar uma pedra nesta mulher!”.

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E os homens, ao perceberem que o imaculado Jesus Cristo proferiu essas palavras, e vendo os seus pecados revelados ali, eles então tiveram um encontro consigo mesmos, ao perceberem quão miseráveis eram suas condições, enquanto pecadores e, naquele instante também, como julgadores.

Todos os homens, envergonhados, foram embora. Viver em pecado é a certeza de viver uma vida sem plenitude.

Jesus olha dentro dos olhos daquela mulher e diz que não havia mais ninguém para condená-la. Que a partir daquele momento ela poderia criar uma nova história, um novo rumo, um novo começo.

A música “Fenomenal” do Ministério Amiel descreve essa cena: “Pedras nas mãos; olhares de acusação; um corpo estendido no chão; dedos mostram erros; de um pecado atroz; poderia ser qualquer um de nós; O pecado é assim; destrói a ligação; mas Cristo sempre vem religar; ele pega em suas mãos e diz: vai e não peques mais”.

Quantos encontros nós já tivemos nesta vida? Quantas situações embaraçadas nos envolveram? Quantas vezes estamos com “pedras em nossas mãos” para destruir a vida de outra pessoa, com comentários maldosos? O quão pecador somos, e nos escondemos atrás de nossas máscaras para apresentar uma reputação perfeita, porém, a imagem real é podre e cheira mal.

Aqui estamos vendo o encontro de uma mulher com o Mestre, apesar disso, poderia ser o encontro de qualquer um de nós. Somos indivíduos que até tentamos fazer o que é bom, contudo, infelizmente, acabamos por fazer aquilo que é errado. Perdemos a ligação e a conexão com o nosso Criador.

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Mas o amor de Deus nos dá diversas oportunidades para seguir no caminho sensato. A bela canção ainda descreve: “O amor de Deus é assim; restaura; nos dá um novo coração; ele pega em suas mãos e diz: vai não peques mais”.

Como é bom saber que no encontro com Deus dificilmente seremos a mesma pessoa. Podemos ter uma vida transformada e restaurada, assim como foi a dessa mulher, por mais pecadores que sejamos.

O encontro com o Mestre é fenomenal, pois Ele muda o nosso ser, Ele reescreve a nossa vida, Ele transforma o nosso coração, Ele muda os nossos pensamentos e Ele muda o nosso jeito de ser e de viver.

A mensagem central dessa reflexão é reafirmada pela música do Ministério Amiel: “Quando o Salvador te encontra, nada mais fica igual; quando o Salvador te encontra; não dá para entender o que ele faz por você; é fenomenal”. Tenho certeza que o nosso encontro com o Criador será inesquecível e prodigioso. Você deseja, hoje, ter essa transformação fenomenal?

Francisney Liberato Batista Siqueira é auditor público externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso.

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Opinião

Desfazer o normal há de ser uma norma

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Marx lembra que as “condições sociais petrificadas têm de ser compelidas à dança, fazendo-lhes ouvir o canto da sua própria melodia”.

A normalidade é parâmetro comum no contexto social que vivemos. A gente adora uma estrada pavimentada.

O mundo cultua a idolatria do “corpo perfeito”. A cada criança que viva está incutida a ideia de que ela deva nascer, crescer e se desenvolver “bela, inteligente e perfeita”.

Mas assim não é… Graças a Deus o mundo é mistério!

Seja como for, há um padrão ao qual será necessário responder positivamente, sob pena da proibição do “pertencimento ao mundo”. Ah! Esta soledad que llevamos todos…Islas perdidas.

Nós sabemos, amiga leitora, que as diferenças são pouco toleradas pela humanidade. E o “corpo deficiente”, aquele que encarna a assimetria, o desequilíbrio, as disfunções para a “normalidade”; a sua anormalidade, ameaça, assusta o “corpo perfeito”.

Que já fique consignado, a exigibilidade de perfeição e a demarcação de um padrão, elimina as diferentes singularidades, afasta o incomum, o inusitado, o não vulgar…

Sabe-se bem o que acontece se não for possível responder ao padrão, quando não somos iguais aos demais: “assim como outras formas de opressão pelo corpo, como o sexismo ou o racismo, os estudos sobre deficiência descortinaram uma das ideologias mais opressoras de nossa vida social: a que humilha e segrega o corpo deficiente”.

Mesmo a linguagem referente ao tema está carregada de violência e de eufemismos discriminatórios. Discute-se até hoje a “maneira correta” do termo deficiente.

Clarinha Mar, a qual diz que não consegue fazer movimentos finos, como amarrar o sapato, traz pra gente o significado mais sutil do termo. Diz assim:

Deficiência. É palavra de origem latina, defikere. Que significa falha. Por algum motivo as pessoas que nasciam com algumas características diferentes, próprias, e que não atendiam ao “comum”, eram chamadas de deficientes. Ao longo do tempo, foram discutidos esses vários termos, pra chamar a pessoa que possuía alguma característica peculiar, essas características foram classificadas, ao longo do tempo, por falhas. Acho que por isso a tal da deficiência.(…) Só que eu acredito que as palavras, elas mudam. De acordo com o tempo. Elas não permanecem com o mesmo significado. Elas nascem, e ao longo dos tantos anos elas vão se metamorfoseando. Elas criam outros sentidos, outras formas, outros significados. E a palavra deficiente é uma palavra muito especial pra mim porque ela me caracteriza, eu nunca tive essa palavra como uma palavra ruim, sempre tive como uma palavra boa. Uma palavra que me define, em parte. E como uma característica define parte de uma pessoa a deficiência define parte de mim, desde que nascei desde que eu adquiri a consciência das palavras, dos nomes, a palavra deficiência sempre esteve comigo, eu era deficiente, eu era uma pessoa com deficiência. (…) Eu sempre preferi que me chamassem de deficiente, por que não é uma afronta, é só uma característica, não é nem uma condição pra mim, eu não sou condicionada a ter alguma coisa, eu simplesmente tenho (…) E nem por isso eu sou uma pessoa mais ou menos evoluída, eu só sou uma pessoa(…) A deficiência não é um mal, é simplesmente uma característica, qualquer um pode nascer com deficiência ou ficar com alguma deficiência. Todo bem ou todo mal vem do que você faz com o que você tem, o que você tem é o que você tem, não importa; agora, o que você faz com o que você tem é o que vai definir se o que você tem é bom ou se o que você tem é ruim. Eu amo ser deficiente, eu tenho muito orgulho disso. E você? Tem orgulho de quem é?

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Todos nós vamos experimentar ou já experimentamos o “corpo deficiente”. Esse desconhecido descrito como anormal, por lapso, por preconceito, por discriminação.

A incapacidade em prever, ver e incorporar a diversidade é “normal” também no nosso contexto social. Não há como negar a ideologia que oprime a pessoa com deficiência. A normalidade construída contribui para o ‘problema’ da pessoa com deficiência.

O conto de fadas, a irrealidade que há na visão que enxerga o ser e a vida como perfeita… A maior riqueza do homem é a sua incompletude. Nesse ponto somos abastados. Ora, as pessoas são de carne, osso e sentimentos. E é isso! São pessoas.

Pensar que a pessoa com deficiência é considerada deficitária, falha, incompleta em seu todo ser, por não responder a um padrão idealizado de ser humano, isso sim é estranho, excêntrico, adventício… alheio.

Será necessária muita fisioterapia por um passo para o reconhecer; muitas sessões de fono por uma palavra de amorosidade e respeito, muita acessibilidade para os perdidos chegarem ao outro com movimentos finos, como os de Clarinha Mar.

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Emanuel Filartiga é promotor de Justiça em Mato Grosso.

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