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ROSANA LEITE

Confiabilidade feminina

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Existe muita dificuldade em se dar crédito à palavra da mulher, quando o tema é o assédio sexual. Seria real? Teria mesmo acontecido? Qual o interesse dele em fazer isso? Ora, ele sempre foi um homem tão reservado e bom, é casado e tem família.

As mulheres narram, e não precisa de muita retórica para vislumbrar a realidade. Elas podem andar livremente nas ruas sem que sejam insultadas com palavras a mencionar o corpo? Onde? Basta parar em qualquer lugar de circulação de pessoas, sim, qualquer lugar, e ficar a observar. Quando as mulheres passam por homens, dificilmente as cabeças não se viram a acompanhar o caminhar delas. Muitos ‘camuflam’ o olhar com óculos escuros, ou outra forma de tentar esconder a mira do olhar.

Alguns pouco se importam em olhar maliciosamente, as acompanhando com a cabeça descaradamente. Pouco importa, não é, afinal de contas são ‘machos’ e possuem a obrigação de mostrar a virilidade. Parar nos semáforos e de dentro dos carros ficar a observar como os homens se portam quando as mulheres andam, é presenciar até mesmo acidentes de trânsito em razão dos olhares mal-intencionados deles para com elas.

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Existe muita dificuldade em se dar crédito à palavra da mulher, quando o tema é o assédio sexual

Sabemos o quanto é comum mulheres a tentar modificar a forma de se vestir para não ‘chamar a atenção’. Algumas preferem a introspecção para evitar qualquer coisa. “Prefiro ser chamada de mal-educada do que ser confundida. ” Transitar em locais com aglomerado de pessoas é, muitas vezes, ser ‘encoxada’, receber passadas de mãos pelos seus corpos, expressões sobre o corpo, e por aí afora…

Foi mencionado algo acima de que as pessoas, homens e mulheres, não tinham conhecimento? Pois é, se os fatos acontecem contra elas em qualquer lugar, e diante de qualquer pessoa, o que não é provável acontecer quando um homem está sozinho com uma mulher? É difícil mesmo acreditar na palavra delas?

Porque juridicamente a palavra da mulher vítima em delitos sexuais tem grande valia? Crimes sexuais costumam acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar. Quando no local existe a possibilidade de ficar ‘a sós’ com a vítima, o agressor não perderá a oportunidade.

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Esses delitos sempre aconteceram contra elas. Agora, porém, começaram a ser enfrentados. Não deve haver qualquer tolerância com essas questões. A história não foi, e nem tem sido justa com as mulheres. O momento é o ideal para se mostrar respeito e credibilidade para com elas.

O corpo da mulher sempre foi tratado de forma diferente do corpo dos homens. Enquanto eles possuem direito total sobre as suas carcaças, elas lutam diariamente para poder decidir sobre algo que se teimam em dizer ser propriedade alheia. Corpo público.

Como falar de democracia, se um não tem sido igual a uma? Elas ‘patinam’ para que as leis que as beneficiam sejam aplicadas literalmente em prol delas, sem qualquer questionamento. Onde está escondido o princípio da dignidade da pessoa humana, sem uns tem o direito de ser mais ‘dignos’ que outras?

Que nenhuma mulher perca a resistência, enquanto os assédios persistirem…

Rosana Leite Antunes de Barros é defensora pública estadual.

 

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Opinião

Consenso e bom senso

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A experiência de vivenciar uma vitória nas urnas é muito gratificante. Nós, políticos, que dependemos do voto de nossos compatriotas para podermos exercer mandatos públicos, sabemos o quanto é tenso o período eleitoral e como o “sim” nas urnas consiste em um feito importante. No entanto tenho clareza, como cidadão atuante na política há mais de duas décadas (nas funções de vereador, prefeito, secretário de Estado e deputado estadual) de que o real significado de ser eleito fica, de fato, evidente, não no momento da celebração da vitória – mas nas adversidades.

Já faz um ano que a palavra pandemia tomou frente em nossa rotina. Atitudes simples e corriqueiras, como ir ao supermercado, à igreja ou à escola adquiram uma complexidade que não imaginávamos viver. Uso de máscara, higienização constante das mãos e afastamento das outras pessoas passaram a ser condições – universais – fundamentais à vida e à saúde. Estatísticas do avanço da Covid-19, dados sobre disponibilidades de UTIs e informações sobre eficiência de vacinas passaram a fazer parte no nosso dia a dia. Ligou a TV, o rádio, leu o jornal ou site e lá está o tema pandemia, sempre assustador e grave.

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Precisamos tomar decisões com coerência e comunicar essas decisões com clareza. A falta de decisões harmônicas e claras traz, também, consequências danosas
No meio disso tudo, nós e nossas famílias vamos vivendo dia após dia, buscando vencer as dificuldades. E no meio disso tudo estamos nós, os políticos, gestores públicos escolhidos pelo povo, buscando soluções para os mais diversos problemas gerados pela pandemia. Essa é nossa tarefa: batalhar pela redução dos impactos econômicos e sociais desse vírus tão danoso.

Neste sentido, importante que nós, gestores públicos, permaneçamos focados. Precisamos tomar decisões com coerência e comunicar essas decisões com clareza. A falta de decisões harmônicas e claras traz, também, consequências danosas – e não é disso que a população precisa. Quando não há consenso no Executivo – situação que testemunhamos essa semana na região metropolitana de Cuiabá – outros Poderes têm que assumir a frente e fazer a gestão. Pergunto: é assim, mesmo, que vamos continuar caminhando?

O consenso é possível, produtivo e eficiente – mas depende do querer. Nosso Brasil, que não consegue, lamentavelmente, evoluir na vacinação contra a Covid (mesmo sendo exemplo de sucesso em campanhas de imunização), sofre os efeitos de ações governamentais descoordenadas e estrategicamente equivocadas. Estamos cansados dessa situação e não podemos permitir que ela se replique localmente, em nosso Estado. Para tanto, nós, políticos, gestores públicos, necessitamos atuar com bom senso e em consenso. É possível. Todos ganham – sobretudo a democracia.

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Max Russi é presidente da Assembleia Legislativa

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