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MAX RUSSI

Autorreforma do PSB

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As eleições 2022 já despontam em um horizonte próximo. Os partidos políticos já começam a se organizar para conseguir fazer um bom projeto de governo, que é fundamental para oferecer soluções para este momento pelo qual passamos, marcado pela crise provocada pelo coronavírus, que expôs ainda mais os abismos sociais, econômicos e políticos que existem na sociedade.

O PSB vem se organizando de uma forma diferente. Estamos promovendo em âmbito nacional a Autorreforma, uma reestruturação no jeito que pensamos, fomentamos e executamos nosso projeto político-partidário.

Acreditamos que o partido deve se posicionar e oferecer respostas às principais necessidades da sociedade. Por essa razão, o primeiro eixo temático da Autorreforma do PSB se concentra nas necessidades de reforma do Estado brasileiro.

Essa discussão leva em consideração as reformas estruturantes que o país precisa enfrentar para que o desenvolvimento econômico e sustentável seja, de fato, uma realidade.

A Autorreforma também tem discutido em seu segundo eixo a economia, com foco na prosperidade, na igualdade e sustentabilidade, preocupando-se no desenvolvimento à serviço das pessoas e da vida.

PSB está focado no desenvolvimento sustentável e na economia verde

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Neste sentido, o PSB está focado no terceiro eixo de discussão no desenvolvimento sustentável e na economia verde, que são temas que o mundo inteiro tem se debruçado, e nós, principalmente, Mato Grosso, temos um papel preponderante nessa discussão, porque somos produtores de commodities que abastecem o mercado internacional, e também temos reservas ambientais de grande relevância que concentram três importantes biomas: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Dois outros eixos complementam as discussões da Autorreforma, sendo a temática IV que trata sobre Políticas Sociais e Cidades Criativas e a V, que discute Socialismo Criativo, Democracia e Partido.

A Autorreforma demonstra ser um diálogo indispensável em nível de partido e de Brasil, porque infelizmente, enquanto sociedade brasileira deixamos de lado alguns temas que são fundamentais para nosso crescimento amplo, qualificado e eficiente.

Dessa forma, vemos que grandes crises como a pandemia tem nos afetado de forma muito mais agressiva do que se estivéssemos estruturados com um sistema político sólido, uma economia autossustentável – sem tanta dependência dos incentivos do Estado – e condições de vida dignas para todos os cidadãos.

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Pensar a Autorreforma de forma macro política e macroeconômica inclui pensar os desafios que Mato Grosso também possui. Precisamos agregar de forma urgente outros setores, como a agricultura de pequeno porte, os setores de comércio, serviço e indústria, e ter um olhar atento ao mercado informal de trabalho que cresce cada dia mais por conta do empreendedorismo de necessidade, que é protagonizado pelos trabalhadores que perderam o emprego por conta da pandemia.

São muitas frentes que precisamos nos preocupar, e o PSB assumiu essa responsabilidade de pensar em nome do coletivo e para o coletivo. Queremos contribuir em 2022 com um plano de ação sólido, que estanque as feridas no presente e pavimente o caminho para um futuro próspero e com resultados progressivos, que elevem os níveis da forma que se faz política, como se estimula a economia criativa, inclusiva e abrangente, e que cada dia mais promova o acesso de todos ao desenvolvimento e a condições de vida melhores.

Max Russi é presidente estadual do PSB-MT e deputado estadual.

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Opinião

A visão médica: Covid -19

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A ideia desse artigo e dos próximos é compartilhar um pouco do dia a dia do médico que está na linha de frente de enfrentamento ao Covid-19. Descrever emoções, ações, e explicar também um pouco das tomadas de atitudes e compartilhar histórias baseadas em fatos reais, com claro, nomes fictícios e locais não identificados.

Vamos começar do princípio, eu estava em um dos plantões na terapia intensiva em meados de Abril de 2020 quando começo a ouvir falar de SARS-COv2, COVID-19, e confesso, num primeiro momento o que se passou na minha cabeça foi que era fake news, boato, exagero ou lenda. Mas comecei a ficar com medo, quando ouvi um áudio do whatsapp, com a voz de uma enfermeira brasileira que mora na Itália, desesperada, gritando que nunca tinha visto morrer tanta gente, rápido, de uma vez, com tamanha falta de ar.

Então, os cursos das sociedades médicas se voltaram para esse novo vírus, as discussões entre os melhores especialistas do Brasil vieram, junto com os casos positivos. E para o meu desespero, as discussões não levavam a nada. Ninguém sabia absolutamente nada. (Graças a Deus hoje posso usar o verbo no passado!) Tudo ali naquele cenário era diferente. Tudo! E desde então, mergulhamos num novo mundo, um mundo real, com uma doença avassaladora chamada COVID-19.

Começaram-se as revisões de literatura, todos buscando um norte, de como conduzir os pacientes, como “frear” esse vírus. E nesse turbilhão, olhamos para os lados e vamos vendo pessoas morrendo, nossos familiares adoecendo e por vezes morrendo também, nossos colegas partindo, adoecidos, internados na UTI que eles próprios trabalhavam.

Até que num dia comum, fui para o plantão, dia pesado, daqueles que você não para um minuto. Ainda pela manhã, comecei a sentir um frio grande, vesti um capote, me agasalhei e segui o plantão. A tarde, um cansaço além do habitual e uma tosse incessante

Até que num dia comum, fui para o plantão, dia pesado, daqueles que você não para um minuto. Ainda pela manhã, comecei a sentir um frio grande, vesti um capote, me agasalhei e segui o plantão. A tarde, um cansaço além do habitual e uma tosse incessante, que me dificultava falar, cheguei em casa e pensei:

– Nada como um bom banho quente, um chá de camomila, meias e cama! Doce ilusão a minha, tive uma noite muito mal dormida, no outro dia cedo já fui ao laboratório coletar mais um RT- PCR ( coletávamos quase que semanalmente o swab nasal) e , como estava com tosse, naquele momento mais esporádica, resolvi fazer uma tomografia de tórax.

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Assim fui, deitei naquela maca, horrorosa, diga-se de passagem, que sensação estranha eu senti quando aquela voz robótica falou para mim: – Puxe o ar e segure! Opa! Que dificuldade para “puxar” o ar. Que dificuldade para segurar o ar. Mas enfim, aguardei as imagens para sair com elas já dali, essa sou eu querendo ser minha própria médica.

E quando as recebo, quase não consigo parar em pé, meu coração acelera, tenho a sensação de que tudo por segundos parou. Meu Deus! Eu estou com COVID e com quase 50% de comprometimento pulmonar! Nunca imaginei que veria em mim uma imagem pulmonar daquelas, não porque pensasse que era inatingível, por que tenho certeza que não ( mas aí já é uma outra história), mas porque realmente não acreditava e, nessa hora, tudo que queria era não ter entendido o que vi naquele exame. Fui para casa, me isolei, fiquei afastada da minha família por longos 16 dias.

Dias esses que tudo o que eu sabia era que estava contaminada, com comprometimento pulmonar e que até o momento nada, absolutamente nada era possível de ser feito ou tomado com qualquer mínima garantia de “frear” esse vírus. Segui tentando me alimentar, mesmo com vontade zero, fazendo fisioterapia 3x ao dia, usando meu despertador quando dormia para me avisar para ficar na posição prona (de bruços) de 2/2h, acordando de madrugada com a sensação de estar com um saco plástico na cabeça e saturando 85%, querendo surtar, mas tentando de todas as formas manter a mente positiva, centrada, equilibrada. Ia para o banheiro, ligava o chuveiro no quente, tentava nebulizar ali gotículas de óleo de lavanda, meditar e focar no porque eu queria viver, porque eu precisava viver.

E aos poucos, era como se tudo fosse voltando ao eixo, voltando ao normal. E assim se passaram 16 dias de isolamento.

Entao, hoje eu me pergunto, depois de 1 ano e 2 meses que tive covid e de atualizações sobre o covid, respostas mais solidas aos tratamentos, níveis melhores de evidencia? Você faria tudo igual novamente? Isolamento em casa sozinha? Meditação com queda de oxigenação? Minha resposta com certeza é não! Absolutamente não, de jeito nenhum!

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Mas funcionou não funcionou? Eu estou viva, e sabendo o que já sabemos dessa doença hoje, só estou viva porque não era o meu dia, simples assim! Hoje, eu iria para um hospital, com um médico da minha confiança, que faça ciência e não empirismo, e que me orientasse também a meditar e usar meu óleo de lavanda, como terapias que integrassem a medicina tradicional.

Hoje já temos como tomar medidas cientificamente, tanto na medicina tradicional quanto na medicina alternativa. Vamos buscar o respaldo cientifico, o Covid-19 não é brincadeira, todos sabemos disso, e quando digo todos, são todos mesmo.

Hoje não existe uma só pessoa no mundo inteiro que não tenha perdido alguém próximo, ou que ao menos não saiba de alguém conhecido que faleceu. Estamos caminhando nas descobertas, assim como aconteceu comigo, deu certo para outros e não deu para muitos, estamos caminhando na ciência, estamos caminhando na integração dos métodos alternativos e tradicionais, mas, por favor, vamos nos embasar, vamos nos certificar. Com saúde não se brinca!

Eu entendo que no momento que recebemos o diagnóstico isso gera em nós um medo tão grande que tudo o que nos orientarem a fazer, faremos, mas vamos tentar respirar um pouco, buscar uma segunda opinião, um médico da sua confiança, com protocolos de tratamento bem certificados, já temos material cientifico para isso. Todos devem estar abertos a mudanças, não existe nenhum dono da verdade, e infelizmente, existem aproveitadores para tudo neste mundo.

As medidas tomadas hoje já não são as de ontem. Sigamos com fé, focados no que nos faz viver e, vivendo sempre por um amanhã melhor. E eu sigo por aqui, buscando, lendo, estudando, tentando me atualizar para sempre levar o melhor para os que buscam minha ajuda, e como gosto de dizer diariamente imitando um “amigo meu”, Dr. Derek :

– Hoje esta um lindo dia para salvar vidas!

Jordannia Campos X. Bonillo Saddi é médica e trabalha na linha de frente da Covid-19

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