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EDUARDO SAUTER

Autoestima em transformação

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A Covid 19 coloca a medicina e a humanidade em desafio. Ambas passam por reflexões e descobertas, a medicina busca avanços e nós fomos impostos a mudanças comportamentais. Sim, a pandemia fez com que as pessoas olhassem mais pra si, buscando mudanças e priorizando a realização de sonhos.

É interessante esta leitura em meu consultório, a sede de viver mais satisfeito consigo mesmo ficou maior. Pacientes que estavam com procedimentos marcados e precisaram ser suspensos por conta do coronavírus ficaram mais ansiosos diante da espera pelo retorno nas cirurgias eletivas.

Quando ocorreu a liberação, outro processo teve inicio, um rígido e protetor protocolo, o exame clínico da covid passa a ser obrigatório, e, em caso positivo o procedimento é automaticamente suspenso, até a cura do paciente, os hospitais estão exigentes como têm que ser, e assim garante a biossegurança.

Porem, ainda neste contexto, outra maratona teve start, fomos surpreendidos pelo aumento da procura por procedimentos estéticos mais invasivos, as razões são facilmente identificadas, diante do fato de que o isolamento preventivo associado  ao afastamento das atividades profissionais permitia um tranquilo pós-operatório, sem pressa ou necessidade de voltar ao trabalho. Mas, algo me chamou atenção, o desejo de mudar, de se transformar, de se aceitar mais se tornou uma chama acesa.

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A silhueta ficou menos atraente aos olhos de quem queria se sentir mais especial, mais desejável. Em suma, o confinamento obrigou a todos a terem um olhar mais meticuloso e julgador. Era como se o tempo estivesse estacionado, dando permissão para que de fato, era preciso mudar de fora para dentro, pois o contrário já tinha ocorrido com os isolamentos. Fica fácil compreender o motivo que levou ao aumento de cirurgias estéticas em vários países, entre eles Brasil e Estados Unidos, explodindo como uma  tendência global.

Segundo a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons), 55% dos cirurgiões plásticos em todo o país relataram que a toxina botulínica foi o tratamento mais procurado durante a permanência em casa, seguido por 40% de implantes mamários. Claro, que a preferência estética é variável, no meu consultório explodiu a busca por lipoaspiração associada ainda a outro procedimento, como implantes de próteses.

Mas, independente do procedimento desejado é importante entender que o processo de transformação é relativo ao bem estar, e neste momento, diante dos entraves que a humanidade como um todo enfrenta é assertivo atender desejos, realizar sonhos, permitir-se talvez seja a palavra de ordem em tempos de transformação. Ficar bem para sí mesmo é divino.

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Dr. Eduardo Sauter, Cirurgião  Plástico  – CRM 4649, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

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Opinião

O Pantanal dos Guardiães

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Desde o começo dos incêndios no Pantanal no ano passado, venho escrevendo, visitando, conversando e levantando dados a respeito da região e da sua História. Fora o conhecimento pessoal iniciado lá em 1976, ano de grande enchente na região toda.

Recordo o sobrevôo num avião monomotor de asa alta, junto com o médico veterinário da Secretaria de Agricultura, Luis Carlos Victorino, e mais dois técnicos, avaliando o saldo da enchente. Recordo-me de ver pessoas empoleiradas nas árvores ou nos tetos das casas ilhados pela água alta. Ou de ver o gado com água no peito.

E as vacas com as tetas devoradas por piranhas. Acompanhei parte do resgate por barcos da Marinha, sediados em Ladário, vizinha a Corumbá. Os socorridos eram levados pra Fazenda São João, da polêmica construtora Camargo Correa. Vi outras fortes enchentes, como a de 1995. Uma enormidade de água porque choveu muito.

Em 2020, ápice de anos sem chuvas normais, a secura no Pantanal abriu campo pros incêndios. Mas, por detrás, tem uma série de contradições anteriores.

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Em 2020, ápice de anos sem chuvas normais, a secura no Pantanal abriu campo pros incêndios
A proibição de conservação das pastagens, através de uma lei estadual que seria regulamentada por decreto posteriormente. Depois as teses acadêmicas contratadas no começo da década de 2000 pelo SESC Pantanal, um órgão público que criou no Pantanal uma área superior a 140 mil hectares de antigas fazendas compradas pra se fazer uma reserva ambiental particular.

O SESC quis legitimar a transformação de uma parte do Pantanal em área de absoluta conservação ambiental. Porém, houve muitas contradições negativas. Mas depois da crise dos incêndios surgiram vários fatos novos, assinalados abaixo:

1 – Na semana que passou o governo de Mato Grosso assinou um decreto que permite os manejos das pastagens e tudo o mais historicamente da cultura pantaneira, Enfim regulamentou aquela lei;

2 – no auge da crise, os fazendeiros decidiram agrupar forças políticas e criaram um grupo chamado Guardiães do Pantanal, como a sua voz política, econômica e representativa. Logo, não se repetiriam mais tantas contradições, porque enfrentariam o contraponto organizado da cultura social e econômica do Pantanal

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3 – a crise toda serviu como lição pra organização regional, pra necessidade de novos programas de modernidade tecnológica e pra reposição ambiental da grande área mais preservada de Mato Grosso, ao contrário do que foi amplamente divulgado pela influência da oposição acadêmica;

4 – por último, o governo de Mato Grosso contratou departamento ambiental da UFMT pra fazer pesquisas no Pantanal. Certamente o espírito ideológico não mudou. Mas haverá a oposição dos Guardiães do Pantanal, caso as pesquisas saiam da rota científica e mirem em rota política.

A conclusão é de que o mal está virando uma oportunidade pro Pantanal se reposicionar dentro do espaço que construiu ao longo de mais de 300 anos de História.

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso.

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