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CAMILA DELGADO

Alimentação e o câncer de mama

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O câncer e uma das doenças mais temidas por todos e vários fatores contribuem para o desenvolvimento de tumores, entre eles a genética e alimentação. Ele é o que mais acomete mulheres no Brasil (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o mais comum entre as mulheres é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição.

Não podemos deixar de reforçar que, sim, a alimentação tem papel fundamental na prevenção do câncer, seja qualquer for a origem.

Quando se trata de câncer de mama, temos que considerar os fatores que estimulam a causa dessa doença nas mulheres. O estresse, baixa qualidade de sono, uso exagerado de bebida alcoólica, cigarro e, principalmente, o consumo de alimentos ultraprocessados são alguns elementos que favorecem a enfermidade.

Traduzindo de forma geral, a nutrição não garante cura e prevenção exata do câncer, porém pode diminuir as incidências dessa doença.

Propondo soluções. O ponto de partida para indicar os alimentos é primeiro entender que é uma doença que atingi as glândulas mamárias, regiões de grande circulação e presença de tecido adiposo.

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Por isso, as vitaminas que melhoram a saúde e qualidade do tecido adiposo são indicadas. Entre as com melhor desempenho estão vitamina  D, E, e K, gorduras monoinsaturadas, azeite, abacate, castanhas, chia, linhaça, peixes, vegetais verdes escuros, frutas, sementes de girassol, abóbora e gergelim. Não podemos esquecer que alimentos orgânicos proporcionam, também, mais qualidade na disponibilidade de nutrientes.

As gorduras, sendo um tecido, recebem alterações constantes e estão mais disponíveis para processos inflamatórios que ocasionam o desenvolvimento de tumores.

Muitas enfermidades como obesidade, diabetes, doenças cardíacas tornam a pessoa predisposta para o câncer. Associar yoga, terapias alternativas como aromaterapia e acupuntura melhoram também o stress, assim como nossa boa e acessível atividade física.

Diminuir o consumo de carnes vermelhas e ultraprocessadas como salame bacon, calabresa e salsicha também é indicado, sempre.

Para finalizar, uma alimentação tem papel fundamental na prevenção e tratamento  do câncer, como indica o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Assim como a atividade física, que promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, reduz o tempo de trânsito gastrointestinal, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado. Com isso, contribui para prevenir o câncer de intestino (cólon), endométrio (corpo do útero) e mama (pós-menopausa).

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Existem recomendações que sugerem a realização de pelo menos 30 minutos de atividade física por dia, mas já há evidências de que mesmo quando realizada por menos tempo ela traz benefícios para a prevenção de câncer e para a saúde como um todo. Assim, se movimente naquelas modalidades de atividade física que você gosta. A duração (tempo) torna-se mais um elemento, não o principal.

É importante limitar hábitos sedentários, como assistir televisão, usar por muito tempo celular, tablet e computador ou jogar videogame.

A nutrição é a ciência que previne doenças. Cuidar com muita atenção da alimentação pode diminuir as chances de ser acometido pela doença.

Camila Delgado é nutricionista com especialidade em nutrição esportiva e compartilha muitos conteúdos sobre alimentação, exercícios e estilo de vida nas redes sociais. Contato: @camiladelgadonutri

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Opinião

Agenda positiva na universidade pública

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Desde a última eleição presidencial e nos primeiros meses do novo mandato as universidades públicas vêm sendo alvo de muitos ataques. Se concentravam numa demolição, com falas como desaparelhar a educação, desesquerdizar,  despetizar, desideologizar, endireitar, balbúrdia e outras do gênero. O foco era numa negação destas instituições e sua privatização como a grande saída. O Ministério da Educação chegou a apresentar a proposta de um programa denominado Future-se. Mas teve pouco avanço e, até onde pude acompanhar, foi descontinuado com a troca de ministro. Espero que o atual titular do MEC possa apresentar um rumo para a educação brasileira.

Mas, enquanto isto, muita coisa boa continua acontecendo. As universidades vêm se mantendo e inovando nesse contexto de cortes orçamentários contínuos e dos enfrentamentos políticos citados. Tiveram que se adaptar a este contexto de aulas à distância gerado pela pandemia, eleições on line para a reitoria e a implantação de teletrabalho para boa parte dos seus servidores.

No caso da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tivemos a divulgação de números positivos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). Medicina de Cuiabá e Rondonópolis atingiram nota máxima (5), juntamente com  Arquitetura e Urbanismo na capital. O resultado vem de uma prova realizada pelos estudantes e que acaba sendo uma expressão da qualidade de todo o curso, já que os egressos são seu produto final.

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O curso de Medicina de Cuiabá é um excelente exemplo de como enfrentar as dificuldades e buscar um novo modelo. Saíram da nota 2 na última avaliação do Enade em 2016 para 5 agora. Eles vêm inovando bastante em aspectos pedagógicos, com formatos mais voltados para a resolução de problemas e integração das disciplinas, facilitados por tutorias. Houve também investimento em novos equipamentos acadêmicos capazes de melhorar o aprendizado, com a incorporação definitiva da tecnologia na relação ensino-aprendizagem.

Um outro ponto positivo foi o empreendedorismo, marcado pela relação com o setor privado. Um dos maiores projetos hoje desenvolvidos pela UFMT está lá. Trata-se da Revalidação de Diplomas de Medicina obtidos no exterior. Teve um salto gigantesco nos últimos 5 anos e tornou-se referência nacional. Além disto, os saldos positivos gerados por ele auxiliaram no financiamento na infraestrutura e nas inovações citadas.

A comunidade acadêmica está de parabéns por este sucesso, na pessoa da Diretora da Faculdade, Doutora Bianca Borsatto. Que o exemplo que estão dando de como buscar uma agenda positiva para a universidade pública no Brasil possa ser seguido e servir de estímulo nesse momento Brasil afora.

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Vinicius de Carvalho é gestor governamental, analista político e professor universitário.

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