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Onças-pintadas impulsionam turismo no Pantanal em MT; 90% dos turistas são estrangeiros

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Enquanto nos safáris da África o leão tem o título de rei da selva, no Pantanal mato-grossense o trono é ocupado por outro animal: a onça-pintada. Admirada e, ao mesmo tempo, temida, ela pode chegar a pesar 135 kg e vive a poucos quilômetros das grandes cidades.

O animal tem ganhado destaque no ecoturismo e se tornado o preferido dos estrangeiros que visitam Mato Grosso.

O turismo de observação de onças-pintadas tem aumentado nos últimos 15 anos no estado. Os visitantes observam o animal de longe durante passeios de barco em rios do Pantanal.

Especialistas dizem que o animal, considerado o maior felino das Américas, tem se acostumado e tolerado a presença do ser humano.

A onça-pintada está no topo da cadeia alimentar e precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver. Histórias sobre onças-pintadas habitam no imaginário de pescadores ribeirinhos e moradores da região do Pantanal em Mato Grosso.

Onças-pintadas podem ser observadas no Pantanal de Mato Grosso — Foto: Mike Bueno

Onças-pintadas podem ser observadas no Pantanal de Mato Grosso — Foto: Mike Bueno

O animal é conhecido pela grande força muscular e uma potência na mordida, considerada a maior dentre os felinos no mundo.

Dois locais em Mato Grosso são os principais para a prática de observar esse carismático animal. Um deles fica na Estação Ecológica de Taiamã, localizada no município de Cáceres, a 220 km de Cuiabá.

A estação tem uma grande variedade de ambientes aquáticos – como lagoas permanentes, temporárias e lagoas de corixos, fortemente influenciada pelo Rio Paraguai.

O segundo local é o Parque Estadual ‘Encontro das Águas’, localizado no encontro dos rios Cuiabá e Piquiri, na região de Porto Jofre, entre Poconé e Barão de Melgaço, municípios a 104 e 121 km de Cuiabá. A reserva tem 108 mil hectares e se pode ver a exuberância do Pantanal bem de perto.

“O público é estrangeiro e é um turismo caro. As diárias ultrapassam a R$ 500. Os passeios não são baratos por conta da logística e custo operacional. O público é 90% estrangeiro, principalmente norte-americano e europeu”, disse Fernando Tortato, biólogo e pesquisador do Instituto Panthera, que trabalha com onças no Pantanal.

O melhor período para observar a onça é entre julho e final de setembro, período da seca. Nesses meses as onças ficam mais próximas das margens dos rios em busca de água e caça, então, é mais fácil de se deparar com o animal.

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A porta de acesso à região pantaneira em Mato Grosso é pela Transpantaneira (MT-060), que corta o Pantanal mato-grossense ligando Poconé ao Distrito de Porto Jofre. A via possui cerca de 150 km de extensão e passa por várias pousadas ao longo da estrada.

O acesso é condicionado à época da cheia. O trânsito pelas estradas fica limitado no período da chuva.

“A exploração do turismo de onças-pintadas aumentou nos últimos 15 anos. Tanto que a população de onças começou a se acostumar com a presença de barcos e pessoas. Ela deixou de fugir ou evitar a presença humana e simplesmente ignora a presença dos barcos no rio. As pessoas começaram a contemplar a presença das onças no rio”, comentou Tortato.

De acordo com o biólogo, até mesmo os filhotes de onças-pintadas já não enxergam mais o ser humano como uma ameaça.

“Isso possibilita a atividade de turismo, que vem crescendo mundialmente ano após ano. Vem gente do mundo inteiro e equipes de televisões internacionais. É uma das regiões mais importantes para desenvolvimento e turismo de onças no mundo”, declarou Tortato.

Onça-pintada está no topo da cadeia alimentar e precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver — Foto: Cristian Dimitrius

Onça-pintada está no topo da cadeia alimentar e precisa de grandes áreas preservadas para sobreviver — Foto: Cristian Dimitrius

Para o biólogo, Mato Grosso tem um papel extremamente importante na preservação da onça-pintada, já que abriga parte da Amazônia, parques e reservas indígenas, como o Parque Indígena do Xingu.

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Não existe ao certo uma estimativa de quantas onças-pintadas vivem em Mato Grosso. O que se sabe é que a população de onças está fragmentada e se concentra na região do Pantanal, ao sul do estado, além de uma porção na região norte já na divisa com o Pará e Amazonas.

“A onça-pintada é uma espécie bandeira. Por ser carismática, ela consegue atrair um público muito grande. Todos os documentários produzidos aqui propiciam uma divulgação muito positiva e ajuda no desenvolvimento do ecoturismo”, finalizou.

Turismo e conservação

Ailton Lara, que é empresário, fotógrafo e guia de turismo na região de Porto Jofre, diz que animais como a onça-pintada são o grande chamariz para a conservação das espécies e fomenta o turismo.

“Tenho o melhor trabalho do mundo: convivo com as onças-pintadas e trabalho com uma espécie que está no topo da cadeia na região do Pantanal mato-grossense. O turismo e a conservação andam juntos. O turismo ajuda muito na conservação, desde que seja administrado”, criticou.

Onça-pintada pode chegar a pesar 135 kg e vive a poucos quilômetros das grandes cidades mato-grossenses — Foto: ONG Panthera

Onça-pintada pode chegar a pesar 135 kg e vive a poucos quilômetros das grandes cidades mato-grossenses — Foto: ONG Panthera

Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) define diretrizes para a observação de felinos no Brasil. É permitida a aproximação de até 10 metros da onça-pintada.

“No entanto, damos um espaço de 25 metros. Detectamos que chegando a 10 metros, ela não demonstra comportamento típico e fica preocupada. Ela deixa de fazer o que normalmente faz. Ficando um pouco mais distante, é melhor”, lembrou.

Experiente em passeios de barcos e observação de onças-pintadas no Pantanal, Lara diz que os animais provocaram a mudança econômica na região.

Fonte: Por Denise Soares, G1 MT

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Auditores aprimoram técnicas de entrevistas, interrogatórios e detecção de mentiras

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Auditores da Controladoria Geral do Estado de Mato Grosso (CGE-MT) participaram, neste mês, de treinamento online em técnicas de entrevistas, interrogatórios e detecção de mentiras. O curso foi ministrado por Thompson Cardoso, professor de Inteligência Policial da Academia Superior de Polícia Civil do Rio Grande do Sul.

O objetivo da capacitação foi aprimorar as habilidades e táticas dos profissionais da CGE-MT para conduzir entrevistas quando da execução de auditorias e avaliações de controle interno, bem como para conduzir interrogatórios quando da realização de procedimentos punitivos em desfavor de agentes públicos e empresas contratadas, a fim de obter o maior número de informações úteis para o objetivo pretendido.

“A ideia do curso foi capacitar os auditores no sentido de colher mais informações tanto em entrevistas para trabalhos de auditoria quanto em interrogatórios para produzir mais provas para a finalidade de procedimentos administrativos voltados a apurar a conduta de servidores e pessoas jurídicas”, destacou o organizador do treinamento, auditor Renan Zattar, da Secretaria Adjunta de Corregedoria Geral da CGE-MT.

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Nesse contexto, o palestrante abordou aspectos verbais e não verbais necessários para maximizar a produção de informações em entrevistas e interrogatórios. “E, concomitantemente, a inferir efetivamente quanto à veracidade destas informações produzidas para, com o domínio dos fatos, prover a admissão ou confissão, sendo, pois, ferramenta indispensável para a função de auditores estaduais”, destacou o professor Thompson Cardoso.

O curso foi dividido em quatro módulos, com abordagens teóricas e exercícios práticos. No primeiro módulo, o palestrante tratou da análise do discurso, em que abordou os mitos e as verdades na leitura de sinais corporais, apresentou técnicas utilizadas pela Polícia Federal Norte-Americana (FBI) e a Polícia Judiciária de Londres em entrevistas e apresentou tecnologias na detecção das mentiras (polígrafo, analisadores de voz etc).

O segundo módulo foi voltado ao planejamento dos questionamentos e à análise dos aspectos não verbais em uma entrevista. No terceiro módulo, o palestrante explanou sobre técnicas de análise profunda de veracidade de informações do discurso de entrevistados.

Já o último módulo foi voltado às técnicas de interrogatório, em que foram abordadas questões como: planejamento, fases, táticas e postura do auditor em interrogatórios.

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Sobre o palestrante

Professor de Inteligência Policial da Academia Superior de Polícia Civil do Rio Grande do Sul e professor convidado da Escola Superior de Polícia de Goiás, Thompson Cardoso possui 12 anos de experiência como palestrante e professor de técnicas de entrevistas, interrogatórios e detecção de mentiras em empresas, universidades e instituições governamentais.

Na bagagem, acumula cursos realizados com a Polícia Federal Norte-Americana (FBI), o Grupo de Armas e Táticas Especiais de Los Angeles, o Dr. Ray Bull (consultor da Polícia Judiciária de Londres e maior autoridade da Europa em entrevistas e detecção de mentiras) e o Dr. Rui Mergulhão Mendes (maior autoridade de Portugal na área de linguagem não verbal no gerenciamento de situações de crise).

Fonte: GOV MT

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