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VIAGEM

Hospedagens passam a ser prioridade para os brasileiros ao planejar viagens, aponta ViajaNet

Tendência anywhere office impulsiona deslocamentos para destinos próximos e nacionais para quem busca variar o ambiente do trabalho remotoendência anywhere office impulsiona deslocamentos para destinos próximos e nacionais para quem busca variar o ambiente do trabalho remoto

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Um ano depois da declaração da pandemia do coronavírus pela OMS (Organização Mundial da Saúde), o setor de turismo ensaia uma retomada, de forma gradual, buscando se adaptar às mudanças nos perfis dos viajantes. Segundo um recente levantamento do ViajaNet, agência virtual de turismo, os brasileiros alteraram os comportamentos e, no momento, preferem destinos nacionais, com tempo de deslocamento mais curto, mais contato com a natureza e procuram por acomodações bem equipadas para variar o ambiente durante o trabalho remoto.

Não é novidade que a pandemia também afetou a rotina de milhares de pessoas, principalmente daquelas que mantinham o hábito de viajar, e transformou casas em escritórios. Para se ter uma ideia, de acordo com um mapeamento realizado pelo ViajaNet, com base em uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 7,3 milhões de pessoas estavam trabalhando remotamente em novembro de 2020.

A expansão do home office abriu espaço para a modalidade anywhere office (escritório em qualquer lugar) que possibilita que as pessoas trabalhem, com qualidade, em qualquer lugar, seja em casa, hotel, pousada ou imóvel de temporada. Sem previsão de retorno para o escritório e de quando a vida voltará ao normal, ViajaNet aponta que houve uma mudança de foco do turista, que une a vontade de descansar e respirar novos ares com o trabalho. Além da escolha do destino, passam a considerar mais a hospedagem, visando aproveitar mais a acomodação escolhida para a viagem, seja sozinho ou com a família.

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Pensando nisso, o turismo de isolamento deve continuar em alta. Com o brasileiro dando mais importância à hotelaria, também se tornou tendência a staycation, em que as pessoas exploram, muitas vezes, somente dentro do local e ficam hospedados na própria cidade ou nas proximidades. Com isso, a rede de hospedagens adotou novos modelos de atendimento, seguindo as medidas sanitárias e serviços, como o room office, que consiste em adequar os quartos para funcionarem como ambiente de trabalho, tornando confortável e equipado para o dia a dia dos hóspedes.

Uma grande parte mais cautelosa da população que pretende viajar prioriza lugares que seguem os protocolos de segurança. Por isso, a acomodação ganhou destaque na hora de se planejar para viajar. Os viajantes procuram por lugares arejados, sem aglomerações, que ofereçam contato com a natureza e boa estrutura, como internet rápida, adaptação de espaços internos e externos, com mobília apropriada para acomodar as pessoas que precisam trabalhar.

Ainda segundo o ViajaNet, que analisou as buscas pelo Google Trends ao longo dos últimos 12 meses, os usuários que mais pesquisaram pelo termo “room office” foram dos estados do Rio de Janeiro, Paraná e São Paulo, respectivamente.

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Nova defesa de mãe do menino Henry insiste em outro depoimento

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A nova defesa de Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, vem insistindo nos últimos dias para que ela seja ouvida novamente pelos investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro. Cabe ao delegado Henrique Damasceno, que está à frente do caso, optar pela coleta de um  segundo depoimento. Ainda não foi divulgada nenhuma decisão.

“Dentro do objetivo de atuar com a verdade, a defesa da sra. Monique Medeiros insiste na necessidade da sua nova audição pelo senhor delegado de polícia que preside o inquérito e faz um público apelo, para a referida autoridade policial, neste sentido. Se várias pessoas foram ouvidas novamente, não tem sentido deixar de ouvir Monique. Logo ela que tanto tem a esclarecer. Não crê a defesa que exista algum motivo oculto para ‘calar Monique’ ou não se buscar a verdade por completo”, diz nota divulgada ontem (17) pela defesa da mãe de Henry.

O menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no dia 8 de março em um apartamento onde morava com a mãe e o padrasto: o vereador do Rio de Janeiro, Dr. Jairinho. O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) indicou que a criança sofreu 23 ferimentos pelo corpo e a causa da morte foi “hemorragia interna e laceração hepática”. Ela apresentava lesões hemorrágicas na cabeça, lesões no nariz, hematomas no punho e abdômen, contusões no rim e nos pulmões, além de hemorragia interna e rompimento do fígado.

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Monique e Dr. Jairinho estão presos desde o dia 8 de abril. Eles são investigados por homicídio duplamente qualificado. No mesmo dia da prisão, Dr. Jairinho, que está em seu quinto mandato como vereador, foi expulso do Solidariedade, partido em que estava filiado.

No seu primeiro depoimento Monique disse acreditar que Henry havia se acidentado ao cair da cama. Após o interrogatório, o delegado afirmou que a versão apresentada buscava proteger Dr. Jairinho. No curso das investigações, foram recuperadas mensagens em que a babá de Henry relata à Monique um episódio em que o menino foi vítima de agressão de Dr. Jairinho. A mãe da criança, segundo o delegado, não denunciou o ocorrido na época e omitiu a informação no depoimento.

“Não procurou a polícia, não afastou a vítima do agressor, do convívio de uma criança de 4 anos, filho dela. É bom que se diga que ela tem obrigação legal”, pontuou Henrique Damasceno após o interrogatório.

No início das investigações, a defesa do casal era realizada pela mesma pessoa: o advogado André França Barreto. A mãe do menino Henry, no entanto, decidiu recorrer a outros profissionais no início da semana passada e passou a ser representada por Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad. Na última quarta-feira (14), eles apresentaram formalmente o pedido para que Monique fosse novamente interrogada e sustentam que ela tem outras informações para relatar.

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Na nota divulgada ontem, os três também buscam chamar atenção para o perfil de Dr. Jairinho. Eles se referem aos depoimentos colhidos de outras mulheres que se relacionaram com o vereador no passado. “A defesa observou, do estudo dos novos elementos do inquérito, que há repetição de um comportamento padrão de violência contra mulheres e crianças. Neste lamentável caso, a diferença foi a morte da criança”, diz o texto.

Após Monique contratar novos advogados, André França Barreto decidiu abandonar a defesa de Dr. Jairinho. O rompimento, segundo nota divulgada, foi consensual e buscou evitar um conflito de interesse já que não seria mais possível representar o casal. Até então, a defesa de Dr. Jairinho vinha reiterando sua inocência. Novos advogados ainda não foram constituídos.

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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