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Ex-secretário de Saúde de Cabral, Sérgio Côrtes, volta a ser preso pela Lava Jato no RJ

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O ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral, Sérgio Côrtes, voltou a ser preso, na manhã desta sexta-feira (31), pela Polícia Federal na operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Ao todo, os agentes visam cumprir 20 mandados de prisão preventiva e um mandado de prisão temporária no Rio e em São Paulo. Os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita também foram presos novamente nesta manhã. Até as 11h, 20 mandados de prisão tinham sido cumpridos, 12 deles no Rio e oito em São Paulo.

Dessa vez, a operação envolve as Organizações Sociais (OSs), que são organizações sem fins lucrativos contratadas para administrar unidades de saúde do estado. A OSs alvo da operação é a Pró-Saúde, que administrava vários hospitais na gestão de Sérgio Cabral, como o Getúlio Vargas, Albert Schweitzer, Adão Pereira Nunes e Alberto Torres. Atualmente, a Pró-Saúde é responsável pela administração do Hospital Getúlio Vargas e do Instituto Estadual do Cérebro.

A ação desta sexta-feira é um desdobramento das operações Fatura Exposta e Ressonância e é a terceira fase da Lava Jato no Rio de Janeiro dentro da área da saúde. Segundo os investigadores, os contratos fraudados permitiram o desvio de cerca de R$ 74 milhões dos cofres públicos.

Luiz Antônio Soares Teixeira Júnior, ex-secretário estadual de Saúde, foi intimado a prestar depoimento e tem até 14h para se apresentar na sede da Polícia Federal.

Os atuais dirigentes da OS Pró-Saúde fizeram delação e disseram que, além da contratação da organização social ser combinada, os contratos com fornecedores eram fraudados.

A Pró-Saúde é uma organização com sede em São Paulo e os contratos com o Rio de Janeiro chegaram a representar 50% do faturamento nacional da entidade, que saltou de R$ 750 milhões em 2013 para R$ 1,5 bilhão em 2015.

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As investigações apontam que Miguel Iskin tinha influência tanto sobre o orçamento e a liberação de recursos pela Secretaria de Saúde quanto sobre as contratações pela Pró-Saúde, indicando empresas e fornecendo toda a documentação necessária, como cotações de preços e propostas fraudadas, para instruir o procedimento de contratação. Em contrapartida, Iskin cobrava a devolução de 10% sobre o valor dos contratos dos fornecedores da organização social, distribuídos entre os demais membros da organização criminosa, como Sérgio Côrtes e Gustavo Estellita.

Segundo o MP, Estellita é operador financeiro de Miguel Iskin e sócio da empresa Oscar Iskin & Cia LTDA e Sheriff Serviços e Participações.

Foto: Reprodução

Além do esquema com Miguel Iskin e Sérgio Côrtes, as investigações também revelam que três ex-gestores da Pró-Saúde firmaram contratos da entidade com uma empresa na qual era sócios, obtendo vantagens indevidas no valor de R$ 30 milhões entre os anos de 2012 e 2014.

Miguel Iskin é investigado, desde o ano passado, por suspeita de controlar um cartel de fornecedores de material e equipamentos hospitalares para o estado. De acordo com os investigadores, ele escolhia as empresas que venceriam as licitações e cobrava comissões que chegavam a 40% do valor total dos contratos.

Para garantia do ressarcimento dos danos, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens e valores dos investigados e empresas envolvidas no montante de até R$ 149.338.476,42.

A defesa dos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita considera a decisão mais uma prisão ilegal. “Dessa vez, em flagrante desrespeito a decisões anteriores do Supremo Tribunal Federal. A mais alta corte de Justiça do país já determinou que essas prisões provisórias de Miguel Iskin violam a legislação vigente no Brasil. Não satisfeito, o Juízo da 7ª Vara Federal Criminal – RJ determinou a custódia preventiva do filho de Miguel também. Isso tudo sem que sequer exista uma denúncia formal do Ministério Público. Parece não haver mais limites. Está se rasgando o Código de Processo Penal e a Constituição da República brasileira. O mais grave: em desrespeito, repita-se, a julgamentos anteriores de nossa Suprema Corte”, afirmou Alexandre Lopes, advogado de defesa de Iskin.

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G1 entrou em contato com a defesa de Sérgio Côrtes, mas ainda não obteve retorno.

Cortes já havia sido preso em abril do ano passado durante a Operação Fatura Exposta, mas foi solto em fevereiro desse ano após decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Foto: Reprodução TV Globo

Ele foi investigado pelo desvio de R$ 300 milhões na secretaria Estadual de Saúde e no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Solto por Gilmar, o ex-secretário de Saúde do governo Sérgio Cabral chegou a ser alvo de gritos de manifestantes ao sair da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica. Na ocasião, Cortes teve certa dificuldade ao tentar fechar a porta do carro.

Iskin já foi preso outras duas vezes, a última em julho do ano passado, mas foi solto no início deste mês, também por decisão do ministro Gilmar Mendes.

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Abuso sexual e violência: o que dizem funcionárias da Globo que acusam Marcius Melhem

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Pela primeira vez após a demissão do ator e diretor Marcius Melhem da Rede Globo, em agosto, após acusações de assédio sexual, as supostas vítimas do ator se manifestaram. Por meio da advogada Mayra Cotta, as funcionárias revelaram que Melhem agia de forma ‘violenta’, usava seu poder hierárquico para constrange-las e, por vezes, chegou a trancar mulheres em salas para assediá-las.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, Mayra afirmou que as vítimas denunciaram o ator ao setor de compliance da emissora, que instaurou um procedimento interno para apurar os casos.

Entretanto, elas não ficaram satisfeitas com o desfecho do processo e resolveram se organizar para expor “tudo o que elas passaram e toda a gravidade do comportamento que o Marcius Melhem teve enquanto ele foi chefe” e “para que ele não fosse simplesmente varrido para debaixo do tapete”, diz a advogada.

Ela revela que, segundo suas clientes, Melhem agia de forma agressiva reiteradamente. “Houve um comportamento recorrente, de trancar mulheres em espaços e as tentar agarrar, contra a vontade delas. De insistir e ficar mandando mensagem inclusive de teor sexual para mulheres que ele decidia se iam ser escaladas ou não para trabalhar, se ia ter cena ou não para elas [nos programas de humor]. De prejudicar as carreiras de mulheres que o rejeitaram. De ficar obcecado, perseguindo mesmo. Foi um constrangimento sistemático e insistente, muito recorrente”.

Mayra Cotta disse que o diretor se aproveitava de situações de trabalho para as tentar agarrar e beijar as vítimas à força, prensando-as contra a parede.

A advogada representa seis vítimas de assédio sexual, outras de assédio moral e seis testemunhas, além de um grupo de apoio formado por, aproximadamente 30 pessoas. As vítimas e testemunhas preferiram manter suas identidades em sigilo.

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Marcius Melhem se defende

Após a publicação da matéria, Marcius Melhem usou o Twitter para se defender. Em uma longa série de posts na rede social, o ator disse que está disposto a reconhecer e, se possível, reparar seus erros.

“Sobre a matéria da Folha: Como escrever uma nota pra comentar acusações dessa gravidade? Culpados e inocentes dizem a mesma coisa. ‘Sou inocente. Vou provar na justiça’. Por isso qualquer coisa que eu diga pode soar falsa de cara. Mas preciso falar e com o tempo mostrar minha sinceridade no que vou dizer aqui. Estou disposto a reconhecer meus erros, pedir desculpas e, se possível, reparar pessoas q eu tenha de qualquer forma magoado. Quero enfrentar isso com verdade e humanidade e me expor se for preciso. Fazer jus a todos esses anos em que pautas como as do feminismo foram abraçadas pelo humor transformador em que eu acredito. Fiz parte de um grupo de homens e mulheres que se orgulha de usar o humor como um instrumento contra o preconceito. Mas mesmo abraçando profissionalmente a causa feminista, ainda combato o machismo dentro de mim, erro, posso ter relações q magoem. Tento melhorar e aprender. E queria muito falar sobre isso. Mas diante de acusações tão graves que de forma alguma cometi, o que eu posso fazer? Negar.”

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Pela rede social, Melhem pediu que a verdade seja apurada e que saiu da Globo pela porta da frente após rigorosa investigação da emissora.

“Eu coloco à disposição toda minha comunicação que tenho arquivada, com qualquer pessoa que tenha trabalhado ou se relacionado comigo nesses anos. E peço que ouçam as pessoas que trabalharam comigo que acompanharam muitas situações de perto e que podem falar bastante sobre isso tudo. Peço por favor que apurem a verdade e não apoiem mentiras. Há alguns meses, tive que sair do país para um importante tratamento médico de minha filha e não acreditei quando essa viagem passou a ser divulgada como uma fuga. Qualquer pessoa que me conheça, que tenha convivido minimamente comigo sabe que é impossível eu praticar alguma violência, especialmente contra as mulheres. Jamais seria capaz de emparedar alguém à força. Até hoje eu fiquei calado porque as acusações não apareceram aqui fora. No compliance da rede Globo tudo foi apurado e investigado rigorosamente. Saí pela porta da frente da emissora que trabalhei por 17 anos. Sei que num caso desses, ainda mais no momento que vivemos, de tanto ódio, serei culpado até provar o contrário. Então quero que tudo seja colocado às claras, expor a minha inocência e os meus erros. Quero poder pedir desculpas e cobrar responsabilidades. Vou em busca da verdade.”

Também neste sábado, Marcelo Adnet, parceiro de Melhem em humorísticos da Rede Globo, manifestou solidariedade às vítimas.

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