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Zeca Pagodinho: álbum “Samba Pras Moças” é disponibilizado nas plataformas digitais

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Redação

Zeca Pagodinho: álbum “Samba Pras Moças” é disponibilizado nas plataformas digitais

A gravadora Universal Music disponibilizou na última sexta-feira (27), o álbum Samba Pras Moças de Zeca Pagodinho , lançado originalmente em 1995. O disco conta agora com nova mixagem de Flávio Senna , mesmo engenheiro de som do projeto original, e direção musical do premiado Max Pierre , também o mesmo diretor artístico da época.

Além do álbum, a gravadora também lançou o lyric video de Vou Botar Teu Nome na Macumba , uma das faixas do álbum.

Samba Pras Moças também marcou a estreia de Zeca Pagodinho na Universal Music , companhia pela qual o artista já lançou mais de 15 discos, entre eles álbuns antológicos como Deixa a Vida Me Levar (2002), Zeca Pagodinho Acústico MTV (2003) e Água da Minha Sede (2000).

Zeca Pagodinho: álbum

Foto: Universal Music

No repertório deste clássico do samba estão composições de grandes nomes do gênero, como Martinho da Vila, Serginho Meriti, Monarco, Mauro Duarte, Paulo César Pinheiro, Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Almir Guineto, Nei Lopes , entre outros.

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Ouça Samba Pras Moças:

Fonte: IG GENTE

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Ex-“Zorra”, atriz Renata Castro Barbosa fala com exclusividade ao iG Gente

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Renata Castro Barbosa
Divulgação/Rodrigo Lopes

Renata Castro Barbosa

Com pouco mais de três décadas de carreira, Renata Castro Barbosa vem colecionando personagens memoráveis nos palcos e na televisão. Quem não se lembra de Flávia, de “Vale Tudo”, de 1988, a qual marcou sua estreia nas novelas? Ou de Letícia, de “Tieta”, que fazia par romântico com Danton Mello? E Artemísia, interpretada por ela no seriado infantil “Caça Talentos”, de Angélica, entre 1996 e 1998, além de Gislene, a bigoduda rival de Marinete em “A Diarista?”. Sem contar, é claro, a passagem pelo elenco de “Quem Vai Ficar com Mário?”, que, por dois anos, foi exibido como especial de fim de ano na Globo.

Renata Castro Barbosa 2
Divulgação/Rodrigo Lopes

Renata Castro Barbosa 2

Pois bem, atendendo a um pedido da Coluna Marcelo Bandeira, hospedada no iG Gente, a atriz, mãe de João, da relação com Bruno Mazzeo — o menino é neto de Chico Anysio —, topou conversar sobre vida, trajetória, tempos de isolamento social por causa do novo coronavírus, trabalhos que estão sendo reexibidos no vídeo e até novos projetos. “Se tudo der certo, em 2021, não vou parar quieta”, destacou ela, pensando “nessa onda de dias melhores”. Ah, e a multitalentosa artista também relembrou o fim do humorístico “Zorra”, que era exibido nas noites de sábado e no qual permaneceu por seis anos. Siga o fluxo! 

Renata Castro Barbosa
Divulgação/Rodrigo Lopes

Renata Castro Barbosa

1. Mesmo com pandemia, você trabalhou bastante em 2020 por conta do “Zorra”. Como foi essa adaptação?

No começo, foi bem tumultuado! Como comecei gravando o “Maurício e Bia” para nossas redes sociais (eu e o Léo Castro), achei que seria mais simples, porque já tínhamos equipamentos de iluminação e uma noção de como fazer, mas, quando passamos para o “Zorra”, nos demos conta de que era muito mais complexo (risos). Porém, a coisa foi se aprimorando e deu supercerto!

2. Foi difícil se adaptar aos procedimentos de gravação quando retornou ao set nos Estúdios Globo?

Quando voltamos a gravar presencial, foi outra adaptação. Sentia muita saudade de estar fisicamente com as pessoas, mas o protocolo era bem rígido. Então, digo que vi meus amigos, mas a distância, porque continuava sem poder tocar. Valeu cada álcool passado, cada proteção e cada camarim, mesmo que ficasse sozinha nele (risos).

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3. Como foi se despedir do “Zorra”, que, a princípio, foi encerrado em definitivo no último dia 5 de dezembro?

Nós já sabíamos que o fim do programa estava previsto, mas, quando chegou o dia, foi bem mais triste do que esperávamos. Foram seis anos de convivência diária, de muitas risadas e amizade. Então, encerrar já seria doloroso, e o fato de não podermos estar juntos, abraçar, foi muito mais complexo.

4. Que balanços pessoal e profissional você faz desse período no elenco fixo do humorístico?

Nossa, para mim, foi muito importante ter passado por ele. Aprendi demais. Todo ano entrava gente nova, e, com isso, o aprendizado era sempre “vivo”. E, quando saíam pessoas, era uma tristeza! Acredito que evoluí bastante nesse tempo. Sinto saudade!

Você viu?

5. Com o término do projeto, percebemos também que os brasileiros estão carentes de bons programas na TV aberta. Para você, o público de hoje prefere humor que reflita a realidade ou seja mais inocente? E qual o limite do humor na sua opinião?

Acho que a mistura dos dois é o que dá certo! O humor político e o da vida real fizeram e sempre farão diferença na nossa história. Já o humor inocente traz um respiro para tudo! Para mim, o limite não pode ser confundido com censura.

6. Como o isolamento mexeu com você, o que aprendeu com ele e o que repensou da sua rotina?

Não sei dizer o que aprendi, não acabou. Ainda estamos vivendo esse vírus. Mas, com certeza, confirmei, com clareza, o que sempre soube: sozinhos não somos nada! Estar contratada, poder ajudar amigos e até gente que nem conheço, ver minha família saudável, ter meu filho perto de mim — só posso agradecer. Quanto à rotina, essa mudou totalmente. Impossível não mudar. Ficamos aqui quietinhos, e a Isaura, que trabalha comigo, ficou na casa dela em segurança. Passei a fazer um monte de coisas que não fazia e, segundo ela, algumas aprendi direitinho. Já outras (risos).

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7. Nesse tempo, muita gente pode ver e rever produções de sucesso, como “Tieta” e “Vale Tudo”, ambas no Globoplay, e “Caça Talentos” e “A Diarista”, no Viva. Você é crítica com o que vê?

Uma delícia! Revi algumas com o João, meu filho, e foi engraçado pensar que, em várias, tinha a idade dele! Quanto a criticar, já fui bem pior. Achava tudo ruim, via defeito no que fazia. Hoje, estou bem mais relaxada comigo. Olho e penso: “Caramba, como era novinha, como estava crua ainda”. Entretanto, tenho carinho e orgulho enorme pela minha caminhada!

8. Você acha que os brasileiros e o governo darão mais valor aos artistas depois que isso passar?

Espero que sim. Torço para que as pessoas tenham percebido que arte não é só entretenimento bobo, é salvação, educação e respiro na vida da gente. Quanto ao atual governo, acho difícil que esse reconhecimento venha, infelizmente. Desejo mesmo que o Brasil não seja mais um país sem memória, e que, no meio desse caos, tenham entendido a importância da arte em todos os seus desdobramentos! 

9. Ainda é difícil ter algo mais preciso, mas tem algum projeto para 2021?

Não dá para dizer “muitos”, porque não sabemos como serão os rumos das coisas, mas ideias e projetos estão surgindo desse tempo em casa e, se tudo der certo, em 2021, não vou parar quieta (risos).

10. Qual a dica para ter humor, mesmo diante de um problema?

Não sei se tenho uma dica. O que tenho feito é tentar olhar com a maior leveza e fé possíveis esse momento e dar valor às pequenas coisas. Rir de si mesmo, achar graça de coisas bobas, enfim, tentar não deixar o coração endurecer e se cercar de arte, sempre! 

Fonte: IG GENTE

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