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ECONOMIA

Pandemia praticamente paralisa produção de automóveis em abril

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A produção de veículos no Brasil ficou praticamente paralisada em abril deste ano devido à pandemia do novo coronavírus. Segundo balanço divulgado hoje (8) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), foram produzidos no mês passado 1,8 mil veículos no país, uma retração de 99,4% em comparação às 267,6 mil unidades fabricadas em abril de 2019.

“É o pior resultado da história da indústria desde 1957”, enfatizou o presidente da entidade, Luiz Carlos Moraes. De acordo com a associação, 55 fábricas ainda estão paradas no país neste início do mês de maio, com 95 mil funcionários sem trabalhar. No início de abril, apenas duas das 65 fábricas espalhadas pelo país estavam em operação.

No acumulado do ano, a produção caiu 39,1%, com a montagem de 587,7 mil unidades entre janeiro e abril deste ano, contra 965,4 mil no mesmo período de 2019.

Vendas

As vendas caíram 76% em abril, com o emplacamento de 55,7 mil unidades, contra 231,9 mil na comparação com o mesmo mês do ano passado. “É a maior queda da história para o mês”, destacou Moraes. No acumulado de janeiro a abril, a redução das vendas é de 26,9% em relação aos primeiros quatro meses de 2019, com a comercialização de 613,8 mil veículos neste ano.

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O setor de caminhões teve uma queda menor, com a venda de 4 mil unidades, 53,5% menos do que o registrado em abril do ano passado.

Retomada

O número de pessoas empregadas pelo setor caiu 3,7%, de 130,1 mil em abril do ano passado para 125,3 mil no mesmo mês deste ano.

Para o presidente da Anfavea, é complicado prever como será feita a retomada, neste momento em que está acontecendo o endurecimento das medidas de isolamento social em várias cidades do país. “É muito difícil a gente falar de previsão quando a gente tem cidades sendo fechadas”, ressaltou. Moraes destacou, entretanto, que as montadoras apoiam as ações para combater a disseminação do novo coronavírus. “A decisão é puxada pela questão da saúde e nós achamos que é correta, tem que cuidar das pessoas”, destacou.

Moraes disse ainda que os fabricantes estão empenhados em garantir as condições de segurança para que as empresas voltem a produzir. “Nós conseguimos criar um protocolo mínimo de retorno às fábricas, que estamos implantando nas nossas fábricas”, disse.

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Entre as medidas estão estabelecidas normas para a ventilação de ambientes, usos de equipamentos de proteção individual e aumento da quantidade de turnos de trabalho.

Edição: Aline Leal

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ECONOMIA

Confiança do consumidor recua 6,5 pontos em setembro, diz FGV

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O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), recuou 6,5 pontos na passagem de agosto para setembro deste ano. Com isso, o indicador atingiu 75,3 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o menor patamar desde abril deste ano (72,1 pontos).

Houve piora tanto na percepção dos consumidores brasileiros sobre as expectativas em relação aos próximos meses e quanto em relação à situação atual. O Índice de Situação Atual caiu 1 ponto, para 68,8 pontos. Já o Índice de Expectativas recuou 9,8 pontos, para 81,1 pontos.

“A confiança dos consumidores brasileiros caiu expressivamente em setembro, confirmando a interrupção da tendência de recuperação iniciada em abril, após a segunda onda de covid-19. A queda foi determinada pela combinação de fatores que já vinham afetando a confiança em meses anteriores, como a inflação e desemprego elevados, e de novos fatores, como o risco de crise energética e o aumento da incerteza econômica e política com impacto mais acentuado sobre as expectativas em relação aos próximos meses”, afirma a pesquisadora da FGV Viviane Seda Bittencourt.

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Edição: Valéria Aguiar

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