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ECONOMIA

Cresce número de imóveis comercializados em Cuiabá, aponta relatório

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Acompanhando o mercado imobiliário na capital mato-grossense, o presidente do sindicato da habitação no estado (Secovi-MT), Marco Pessoz, encaminhou ao presidente da entidade na qual é filiado (Fecomércio-MT), José Wenceslau de Souza Júnior, os Indicadores de Mercado Imobiliário de Cuiabá, com dados do ano de 2015 a 2019.

Além da entrega para a Fecomércio-MT, Pessoz disse que o relatório também é fornecido às empresas da base sindical e para a própria Prefeitura da Cuiabá. “O documento serve como referência para possíveis investimentos em regiões da cidade. Conseguimos identificar para onde a capital está crescendo e, assim, contribuir com a infraestrutura de determinada região”.

Para o presidente da Fecomércio-MT, o trabalho realizado pela entidade sindical e pelo seu presidente fomenta a geração de emprego e renda na capital. “Expor indicadores sobre a movimentação imobiliária possibilita investidores abrir novos negócios, contribuindo ainda mais com a economia local, geração de emprego e arrecadação para todo o estado”, disse Wenceslau.

Os dados do relatório do último ano mostram crescimento de 5,07% no número de unidades comercializadas, de 8.113 em 2018 para 8.546 no ano seguinte. Observou-se também melhora no valor transacionado para o mesmo período, chegando a R$ 2,6 bilhões, alta de 1,1%. Ainda assim, o número de imóveis comercializados em 2015 ainda foi maior, com 10.411 unidades vendidas.

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A região oeste e leste da capital computaram maior número de imóveis transacionados, de 2.926 e 2.642, respectivamente. As demais regiões somam 2.978 unidades vendidas, incluindo a região rural com 277.

Com os números apresentados, Pessoz concluiu que a expectativa de crescimento da economia refletiu no aumento de imóveis vendidos em Cuiabá. “Houve crescimento de unidades vendidas e, consequentemente, o seu valor comercializado. As regiões onde se encontram grandes centros comerciais e empresas prestadoras de serviços, como shopping centers, contribuíram para a melhora do relatório do ano passado. Com a retomada do crescimento econômico, espera-se que em 2020 a indústria e a construção civil contribuam para um ano mais promissor”.

Além disso, o presidente do Secovi-MT concluiu que a queda da taxa de juros, a Selic, possibilitou ampliar a venda via financiamento, que apresentou variação positiva de 22,47% em 2019 sobre o ano anterior. “A média da porcentagem financiada dos imóveis em Cuiabá chegou a 19,93% e somou um total de quase R$ 519 milhões no ano”.

Sobre as unidades comercializadas, houve queda no número de imóveis novos comercializados, de 1.066 em 2018 para 869 em 2019, queda de 18,5%. Já o número de imóveis usados comercializados no mesmo período cresceu 8,9%, de 7.047 para 7.677 de um ano para outro.

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ECONOMIA

Anfavea: produção de veículos cai 32% em julho em relação a 2019

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A produção de veículos no país caiu 36,2% em julho na comparação com o mesmo mês de 2019, ao passar de 267 mil unidades para 170,3 mil. Comparada à produção de junho, quando foram produzidos 98,4 mil, houve aumento de 73%. No acumulado do ano a produção de novos veículos registrou queda de 48,3%, com 899,6 mil unidades ante as 1.741,3 mil do mesmo período do ano anterior.

De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luis Carlos Moraes, que divulgou os dados hoje (7), a produção das fábricas que estavam paradas devido à pandemia de covid-19 voltaram no mês de julho e praticamente todas as montadoras voltaram a produzir, mesmo que em um ritmo diferente.

“No acumulado do ano a queda na produção foi significativa comparado com mesmo período de 2009 por conta da paralisação em março e abril e o retorno gradativo das fábricas em maio, junho e julho. Porém o ritmo está mais baixo por conta dos cuidados com a saúde. Muitas voltaram em um turno só e outras voltaram em dois, mas com menos pessoas na linha de produção”, disse Moraes.

Segundo a Anfavea, as vendas em julho chegaram a 174,5 mil veículos, um aumento de 31,4% na comparação com junho. Na comparação com julho de 2019 quando as vendas atingiram as 243,6 mil unidades, houve queda de 28,4%. No acumulado do ano também houve queda (-36,6%) ao passar dos 1.551,8 mil carros vendidos para os 983,3 mil. “As vendas foram as piores desde julho de 2006, mas foram o melhor resultado desde o início da pandemia de covid-19”, ressaltou Moraes.

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As exportações de veículos montados cresceram 49,7% em julho ante junho, ao atingir as 29,1 mil unidades. Em relação a julho do ano passado, as vendas para o exterior caíram 30,8%% e no acumulado do ano a queda foi de 43,7%, já que foram comercializadas 149,7 mil ante 264,1 mil.

“Foi um mês bom, porque como as empresas ficaram paralisadas durante abril e maio parte desses embarques foram feitos em julho. Havia ainda um represamento de embarques de meses anteriores por conta da liberação de importação do governo argentino e isso foi regularizado parte em julho. O número baixo no acumulado do ano se deve ao fato de que os principais mercados também estão sofrendo pela crise causada pela pandemia”, explicou.

De acordo com a associação, o emprego no setor sofreu variação negativa de 1,2% ao reduzir em julho o número de postos de trabalho de 124.001 (em junho) para 112.517. Na comparação com julho do ano passado a redução foi de 4,8%. “Já foram 3,5 mil demissões desde o início da pandemia. Houve também casos de PDV (Programa de Demissão Voluntária) e não renovação dos contratos com prazo determinado. A redução dos empregos na indústria automobilística só não é pior porque as empresas estão usando os mecanismos da Medida 936”.

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A Lei nº 14.020/2020, aprovada a partir da Medida Provisória 936, citada por Moraes, instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda, como forma de diminuir os efeitos econômicos e sociais causados pela pandemia do novo coronavírus.  Entre outras medidas, a lei permite a suspensão temporária do contrato de trabalho por até 60 dias e a redução proporcional de salários e da jornada dos trabalhadores pelo período de até 90 dias.

Segundo Moraes, o setor sempre defendeu a quantidade e qualidade dos empregados porque as pessoas são muito bem preparadas e treinadas em todas as áreas. “São pessoas trabalhando com novas tecnologias, mas a realidade que estamos enfrentando é um novo patamar de mercado e ajustes aconteceram esse mês e podem acontecer nos próximos meses”.

Edição: Aline Leal

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