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Ligar Lava Jato à crise econômica é estapafúrdio, escreve Roberto Livianu

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o último domingo, manifestações nas ruas do país bradaram incondicional apoio à Operação Lava Jato, que em março completou cinco anos de trabalhos profícuos em prol do país, de enfrentamento consistente à corrupção sistêmica e à lógica nefasta da impunidade.

Na pauta das manifestações também se viu incluído o pleito de instauração do processo de impeachment em face do ministro do STF Gilmar Mendes, requerido em petição elaborada pelo professor Modesto Carvalhosa. Agora a bola está nos pés do presidente do Senado, eleito há poucos meses, vencendo épica queda de braço contra Renan Calheiros, em eleição regada a uma vergonhosa sucessão de crimes, fraudes e atos de indecoro parlamentar em pleno Senado Federal, até agora não punidas.

Este vírus nefasto da impunidade desmoraliza o sistema de justiça, retirando-lhe parcelas substanciais de sua credibilidade e contamina neste quesito também as instituições públicas em geral e a própria confiança interpessoal, que no Brasil, segundo o Latinobarómetro 2018, é de apenas 4% – pior índice de todos os 18 países da América Latina.

A Lava Jato, integrada por pessoas corajosas, dedicadas e exemplares, obviamente cometeu erros, o que é inexorável e próprio da condição humana. Mas, indiscutivelmente, a olho nu se percebe que o volume de acertos é infinitamente maior e os desacertos nem minimamente ofuscam os êxitos.

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As delações premiadas, baseadas no dilema do prisioneiro da teoria dos jogos, têm sido fator decisivo na obtenção destes resultados, vez que o colaborador toma conhecimento das penas estratosféricas impostas aos praticantes de crimes do colarinho branco e quer diminuir as suas, revelando delitos graves.

Ou seja, o pressuposto do sucesso da fórmula arquitetônica da delação premiada é a efetividade da punição, que gera o estímulo para que o criminoso colabore. A colaboração mais nova despontando no horizonte é a do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que promete fazer arder em chamas a república, incluindo magistrados do STF e STJ.

Entretanto, nem todos reconhecem os méritos da Lava Jato, proclamados a nível internacional por experts no assunto. Recentemente teve início bombardeio a acordos celebrados nos casos Petrobras e JBS, com a disseminação falsa de notícias no sentido de que pretenderia o MPF apropriar-se de bilhões recolhidos pelas empresas, quando, na verdade, os acordos celebrados afastam os procuradores da gestão do dinheiro, depositado para reparar danos morais difusos sofridos pela sociedade, e não, para ser devolvido a qualquer pessoa jurídica de direito público lesada.

Era absolutamente previsível que a luta contra a impunidade, com prisão de poderosos, não passaria em brancas nuvens, mas merece foco uma das mais estapafúrdias e ridículas pseudocríticas: de que a crise econômica que assola o país é de exclusiva responsabilidade da Lava Jato.

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Volta e meia, ouve-se ou lê-se esta aberração advinda de alguns políticos, que invariavelmente sustentam posições que beneficiam acusados e condenados ou das profundezas do pântano das redes sociais.

Vale lembrar sempre que o Brasil é signatário da Convenção Antipropina da OCDE de 1997, que prevê em seu artigo 5º que não se pode deixar de punir atos de corrupção empresarial sob o pretexto de dano à cadeia produtiva. Aliás, pensar diferente seria instalar no país o pusilânime modelo da prevaricação.

O enfrentamento à corrupção é o único caminho compatível com a dignidade e integridade e tirou o Brasil da posição de exportador de corrupção, colocando-o na de exemplo de enfrentamento, que elimina do jogo da concorrência empresas desonestas, que tentam tornar turvas as águas do ambiente competitivo, dando oportunidade a players leais e honestos. Combater a corrupção protege, na verdade, a saúde da concorrência e do mercado.

Dizer que a Lava Jato quebrou a economia por enfrentar com denodo a corrupção, punindo agentes públicos e empresas, celebrantes de pactos macabros contra o bem comum, equivale a atribuir a culpa pelo estupro ao vestido curto da vítima ou ao sofá em que ele ocorreu.

 

 

 

 

Credito: Poder360

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Empreendedorismo feminino ganha espaço exclusivo no Sebrae

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Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o Sebrae preparou para o mês de março uma série de atividades para destacar a força da mulher empreendedora. Com o slogan “Empreender é poder”, nesta segunda-feira (2), será lançado espaço exclusivo dentro do Portal Sebrae para o empreendedorismo feminino. Além de inspirar mulheres a empreender de forma sustentável, a nova página vai funcionar como uma porta de entrada para os serviços e soluções oferecidos pelo Sebrae a esse público. São diversos conteúdos, como artigos sobre empreendedorismo feminino, dicas e informações sobre os projetos da instituição voltados para mulheres que sonham em empreender ou já possuem uma empresa. O espaço também busca incentivar mulheres a compartilhar histórias de superação no mundo dos negócios.

De acordo com coordenadora nacional de empreendedorismo feminino do Sebrae, Renata Malheiros, a criação da página foi pensada justamente para reforçar a importância de políticas de sensibilização e de tomada de consciência para mulheres. “As mulheres enfrentam mais desafios para se tornarem donas de seus próprios negócios e há muito desconhecimento das dificuldades enfrentadas. Existe uma questão cultural que influencia muito e é preciso reforçar constantemente esse discurso que as mulheres são capazes de empreender”, destacou.

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Além de conteúdo e informação, a página vai facilitar o acesso aos cursos online oferecidos de forma gratuita pelo Sebrae, com destaque para as capacitações voltadas para o desenvolvimento de soft skills (habilidades socioemocionais), consideradas como grandes desafios a serem superados pelas empreendedoras. “As mulheres no Brasil são mais escolarizadas que os homens e são boas nas chamadas competências técnicas (planejamento, gestão etc.) mas, por causa da cultura, ainda enfrentam dificuldades na hora de fazer um networking, tomar decisões com autonomia, assumir posição de liderança e defender uma ideia”, explicou Malheiros.

Programação
Por meio da nova página, o Sebrae também vai oferecer webinários ao longo do mês de março, com a participação de especialistas e mulheres reconhecidas em suas áreas de atuação. Entre os temas escolhidos estão liderança, finanças, inovação, política, entre outros.

O mês de março também terá diversos conteúdos para inspirar as mulheres nas redes sociais do Sebrae. Na próxima quinta-feira (5), será realizada uma live, a partir das 14h30, com a presença de duas empreendedoras de sucesso no DF. As convidadas são a empresária Adama Djalo, que veio de Guiné-Bissau (África) e hoje é dona do Salão Ouro Negro em Taguatinga (DF), e a paraibana formada em Direito, ex-servidora pública Giovanna Maia, proprietária do bar Loca Como Tu Madre, em Brasília.

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