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BASTIDORES DA REPÚBLICA

STF começa julgar caso do dossiê que investigou servidores ligados a movimentos antifascistas

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CHOVER NO MOLHADO

As atenções aqui em Brasília estão voltadas hoje ao Supremo Tribunal Federal, que começa julgar a ação do partido Rede Sustentabilidade que pede a suspensão da produção pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, do tal dossiê contendo informações de quase 600 servidores públicos ligados a movimentos antifascistas. A relatora da ação é a ministra Carmen Lúcia, que já disponibilizou aos demais ministros seu relatório com o resumo do caso. Pelo que parece, o relatório realmente existe e já foi engavetado. Vai chover no molhado.

LICENÇA DE MELLO

Ao completar 31 anos de atuação no STF o ministro Celso de Mello vai tirar licença da Corte para tratamento de saúde. No começo do mês, o magistrado passou por exames clínicos para verificar se precisa passar por uma nova cirurgia. Decano do tribunal, ele fez uma operação no quadril em janeiro. Em março, foi internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, com quadro de erisipela. A doença não guardava relação com a pandemia do novo coronavírus nem com a cirurgia na cabeça do fêmur a que ele tinha se submetido.

GUERRA DOS VETOS

Deputados e senadores decidiram derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro a um trecho do projeto que obriga o uso de máscara em escolas, comércio, instituições de ensino, igrejas e templos para evitar a propagação do novo coronavírus. Por se tratar de sessão conjunta do Congresso, o Senado vota os vetos anda hoje de forma remota. Se os senadores confirmarem a derrubada, o uso de máscara em comércios e escolas passará a ser obrigatório em todo o País.

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AGIU RÁPIDO

Superior Tribunal de Justiça (STJ) agiu com rigor e contribuiu com a investigação iniciada pela Polícia Federal (PF) para apurar a presença de material vinculado à pornografia infantil em computadores do STJ. A investigação foi feita a pedido do próprio STJ para apurar os responsáveis pelos arquivos encontrados. O inquérito será encaminhado ao Ministério Público Federal. Uma coisa é certa, os sistemas de “segurança digital” não funcionam como deveria.

LUZ NO FIM DO TÚNEL

O secretário de Economia do Distrito Federal, André Clemente, fez projeções para o ano de 2021. Clemente acredita que, em 2021, o DF registrará um crescimento de 3% na economia. A projeção de Clemente vem após o governador Ibaneis Rocha alertar que o DF passará, no ano que vem, pela maior crise econômica da história. Para o secretário, a pandemia do novo coronavírus é a responsável pelo mau cenário, uma vez que a crise gerou fechamento de empresas, desemprego e ampliação dos gastos públicos.

MARCHA COM DICAPRIO

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, convidou o ator Leonardo DiCaprio a conhecer “como as coisas funcionam na Amazônia”. O general disse que as queimadas da região amazônica só ocorrem em “área humanizada” e não na floresta. Ele também afirmou que apresentar resultados na área da preservação ambiental é a sua “maior angústia”. Caso aceite o convite, Mourão disse que levará Dicaprio para uma marcha de oito horas pela selva. “Ele vai aprender que a Amazônia não é uma planície e aí entenderá melhor como funcionam as coisas nesta imensa região”, afirmou Mourão.

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NUDEZ NA ARTE

Na falta do que fazer, os deputados distritais aprovaram em Brasília a proibição de nudez e referências religiosas em obras de arte. A votação em primeiro turno na Câmara Legislativa que deliberou sobre a aprovação de projeto de lei foi apertada. Entre os 24 deputados distritais, 13 participaram da sessão por videoconferência. Em plena pandemia e com tantas prioridades, esse foi o principal tema da semana em plenário.

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Bastidores da República

Bolsonaro muda estratégia e pede ajuda para neutralizar emissão de carbono

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AMAZÔNIA É NOSSA?

Aquele discurso de que a Amazônia é unicamente nossa não é mais o mesmo. Ao mudar o discurso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que em relações ambientais dirigentes mundiais devem falar a mesma língua. Na cúpula do clima, nesta quinta-feira, o presidente brasileiro disse que o Brasil terá neutralidade climática até 2050. Bolsonaro foi firme em sua fala de três minutos e não titubeou ao pedir recursos para preservar o meio ambiente, em especial a Amazônia. Ele garantiu que o país reduzirá emissões em 40% até 2030. No entanto, críticos do presidente argumentaram que não basta apenas mudar o discurso, mas as atitudes. Foi um claro recado de que a oposição vai marcar cerrado para ver as promessas serem cumpridas. Enfim, a Amazônia é todos!

FOGO BRANDO

Corre pelos bastidores que o presidente Jair Bolsonaro já enfrenta uma nova pressão para demitir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele seria um entrave para que países europeus e o próprio EUA voltassem a doar recursos para a preservação da Amazônia. Salles é acusado pela Polícia Federal de chefiar uma organização criminosa especializada em desmatar a Amazônia para comercializar ilegalmente madeiras. Lógico que o ministro vem se complicado com ações e falas polêmicas, como a “tal boiada passando”, mas está evidente uma queda de braço entre ambientalistas e governo. Mais do que o cargo do ministro, está em jogo cerca de US$ 1 bilhão que Bolsonaro alega precisar para conter o desmatamento na Amazônia. O Brasil também alega que deveria receber US$ 133 bilhões em créditos de carbono pelas reduções nas emissões entre 2006 e 2017. Na política do custe o que custar, se colocarem o cargo de Salles à mesa, é possível que ele seja frito em fogo brando.

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FOGO AMIGO

Se não bastasse o próprio tiroteio efetuado pelos governistas que querem o fim da “ala ideológica no Planalto”, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles foi alvo de um “tuitaço” na véspera da Cúpula do Clima. Organizado organizações ambientais, o movimento pediu a sua saída do cargo. Postagens com a hashtag #ForaSalles foram feitas na rede social por nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, e políticos da oposição como o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o senador Humberto Costa (PT-PE). Como reação ao movimento, alguns apoiadores do governo passaram a divulgar mensagens a favor do ministro, com a hashtag #FicaSalles.

REAÇÃO

Quem também saiu em defesa de Ricardo Salles foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o filho do presidente da República, “o novo alvo do sistema é o ministro Ricardo Salles. Estranho seria não ser atacado. Globalistas e seus tentáculos miram naquele que defende nossas florestas”, ressaltou. “Isso tudo porque Salles fechou a torneira e cortou os milhões de reais do povo brasileiro que iam pra ONGs. O também deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) seguiu a mesma linha. “Não adianta chorar, espernear e levantar hashtag contra. Salles fica e até 2026!”, escreveu. A guerra está declarada.

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PRIVATIZAÇÃO

Em meio ao fogo cruzado entre ambientalistas e governo, na Câmara era aprovado o projeto que abre caminho para privatização dos Correios. Sobre esse assunto quase ninguém comentou. Por 280 votos favoráveis e 165 contrários, deputados chancelaram a proposta que autoriza a participação da iniciativa privada na prestação de serviços postais. Governo e oposição divergem, no entanto, sobre a privatização da estatal. Por enquanto a discussão não pára. O deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), escolhido para ser o relator da proposta, afirmou que vai expandir o diálogo com os todos os parlamentares envolvidos, de modo a construir um novo texto.

CRISE PASSAGEIRA

Com a pandemia do novo coronavírus ficou evidente que um dos setores mais impactados seria o turismo. Segundo as operadoras, o setor perdeu dois terços do faturamento em 2020. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O setor aposta na vacinação em massa e redução drástica dos casos de contaminação. Por outro lado, existe a tendência das pessoas estarem loucas para viajar com a possibilidade de relaxamento do isolamento social. Talvez, o turismo seja o segmento da economia que responderá mais rapidamente com o fim da pandemia.

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