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COLUNA JPM

Reserva remunerada poderá ser novo caminho para generais

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No limite

A alta cúpula das Forças Armadas está mesmo disposta a apagar a imagem que sugere uma ligação direta da caserna com o governo de Jair Bolsonaro. Há indícios de fortes pressões para que o general Eduardo Pazuello peça exoneração do Ministério da Saúde ou, como opção, vá para a reserva e continue ministro. Na pasta, outros 22 militares de alta patente já trabalham com a previsão de saída do ministério, no máximo, até setembro. Antes mesmo da eclosão da nova crise entre o ministro do STF, Gilmar Mendes, e Pazuello, o general já havia dito que o seu prazo à frente do ministério estava se esgotando.

Ministro, só que não!

Mesmo sob pressão das Forças Armadas, da Imprensa e de setores da oposição, o presidente Jair Bolsonaro não pretende tirar o general Eduardo Pazuello do comando do Ministério da Saúde no curto prazo. Nas suas redes sociais, Bolsonaro vem elogiou Pazuello, dizendo que ele “é um predestinado, nos momentos difíceis sempre está no lugar certo para melhor servir a sua pátria”. No entanto, Pazuello está há dois meses como ministro interino, vem sendo bombardeado por conta das políticas adotadas no enfrentamento ao novo coronavírus e na quase certeza de que não será efetivado como ministro da Saúde. Situação constrangedora, não?

Desconforto

Não há como negar que há certo desconforto nas Forças Armadas com a presença de militares da ativa no governo. É visível que o envolvimento dos integrantes do Exército, Marinha e Aeronáutica está no limite. A pressão aumentou após o ministro Gilmar Mendes, do STF, criticar a presença de militares na cúpula da pasta da saúde e já repercutiu com a ida do general Eduardo Ramos para a reserva remunerada do Exército. A mudança foi oficializada nesta quinta-feira (16) e Ramos continua ministro da Secretaria de Governo. Agora, poderá participar mais ativamente das articulações políticas do governo.

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Desgarrado

A próxima investida do presidente Jair Bolsonaro contra seus desafetos Joice Hasselmann (PSL-SP) e Junior Bozzella (PSL-SP) poderá ser um trabalho de bastidores para que os dois parlamentares deixem a legenda. É que com a demora na criação do Aliança, Bolsonaro se reaproxima do PSL mas já deixou claro que a presença dos ex-aliados na sigla o incomoda. Bolsonaro ainda não descartou o Aliança, mas que já estudam a possibilidade de ir para outro partido. Carlos e Flávio Bolsonaro, por exemplo, migraram para o Republicanos.

Recuo

Causou certa estranheza o presidente Jair Bolsonaro não mais recomendar o uso da Cloroquina no tratamento da Covid-19 ou mesmo gravar vídeos tomando comprimido do medicamento. Será mesmo que ele mudou de ideia quanto ao uso da Cloroquina? Que nada. É que o subprocurador do Ministério Público, Lucas Rocha Furtado, pediu que o Tribunal de Contas da União (TCU) obrigue o presidente a deixar de propagandear o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no trato da covid-19. Bolsonaro quer não é bobo, não quer criar mais polêmicas em torno de si. Mas ele continua tomando Cloroquina, isso todos sabem.

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Serenidade

Os ministros Ricardo Lexandowsk e o Luis Fux,durante abertura do terceiro dia de julgamento sobre a validade da prisão em segunda instância no Supremo Tribunal Federal (STF)

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, mostrou serenidade numa declaração feita ontem. Ele disse que “o Judiciário só age quando provocado” e criticou a constante judicialização da política, que na visão dele, é algo “indesejável”. O magistrado afirmou que é papel do Supremo agir quando chamado para atuar em problemas constitucionais de leis promulgadas pelo Executivo ou aprovadas pelo Legislativo. Portanto, segundo Fux, anular atos do Executivo ou do Legislativo sob bases constitucionais não pode ser fato gerador de crise absolutamente nenhuma.

De olho

Após ser cobrado por autoridades por não ter atendido ligações importantes, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) levantou a suspeita de que o celular foi hackeado. Na tarde de ontem, em plena sessão, Alcolumbre declarou que seu celular foi invadido por mensagens estranhas, como “iPhone morto” na tela. Por causa do celular “avariado”, o presidente do Senado decidiu entregar o aparelho para a Polícia Legislativa fazer uma investigação e identificar se houve hackeamento.

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Bastidores da República

Bolsonaro muda estratégia e pede ajuda para neutralizar emissão de carbono

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AMAZÔNIA É NOSSA?

Aquele discurso de que a Amazônia é unicamente nossa não é mais o mesmo. Ao mudar o discurso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que em relações ambientais dirigentes mundiais devem falar a mesma língua. Na cúpula do clima, nesta quinta-feira, o presidente brasileiro disse que o Brasil terá neutralidade climática até 2050. Bolsonaro foi firme em sua fala de três minutos e não titubeou ao pedir recursos para preservar o meio ambiente, em especial a Amazônia. Ele garantiu que o país reduzirá emissões em 40% até 2030. No entanto, críticos do presidente argumentaram que não basta apenas mudar o discurso, mas as atitudes. Foi um claro recado de que a oposição vai marcar cerrado para ver as promessas serem cumpridas. Enfim, a Amazônia é todos!

FOGO BRANDO

Corre pelos bastidores que o presidente Jair Bolsonaro já enfrenta uma nova pressão para demitir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele seria um entrave para que países europeus e o próprio EUA voltassem a doar recursos para a preservação da Amazônia. Salles é acusado pela Polícia Federal de chefiar uma organização criminosa especializada em desmatar a Amazônia para comercializar ilegalmente madeiras. Lógico que o ministro vem se complicado com ações e falas polêmicas, como a “tal boiada passando”, mas está evidente uma queda de braço entre ambientalistas e governo. Mais do que o cargo do ministro, está em jogo cerca de US$ 1 bilhão que Bolsonaro alega precisar para conter o desmatamento na Amazônia. O Brasil também alega que deveria receber US$ 133 bilhões em créditos de carbono pelas reduções nas emissões entre 2006 e 2017. Na política do custe o que custar, se colocarem o cargo de Salles à mesa, é possível que ele seja frito em fogo brando.

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FOGO AMIGO

Se não bastasse o próprio tiroteio efetuado pelos governistas que querem o fim da “ala ideológica no Planalto”, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles foi alvo de um “tuitaço” na véspera da Cúpula do Clima. Organizado organizações ambientais, o movimento pediu a sua saída do cargo. Postagens com a hashtag #ForaSalles foram feitas na rede social por nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, e políticos da oposição como o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o senador Humberto Costa (PT-PE). Como reação ao movimento, alguns apoiadores do governo passaram a divulgar mensagens a favor do ministro, com a hashtag #FicaSalles.

REAÇÃO

Quem também saiu em defesa de Ricardo Salles foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o filho do presidente da República, “o novo alvo do sistema é o ministro Ricardo Salles. Estranho seria não ser atacado. Globalistas e seus tentáculos miram naquele que defende nossas florestas”, ressaltou. “Isso tudo porque Salles fechou a torneira e cortou os milhões de reais do povo brasileiro que iam pra ONGs. O também deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) seguiu a mesma linha. “Não adianta chorar, espernear e levantar hashtag contra. Salles fica e até 2026!”, escreveu. A guerra está declarada.

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PRIVATIZAÇÃO

Em meio ao fogo cruzado entre ambientalistas e governo, na Câmara era aprovado o projeto que abre caminho para privatização dos Correios. Sobre esse assunto quase ninguém comentou. Por 280 votos favoráveis e 165 contrários, deputados chancelaram a proposta que autoriza a participação da iniciativa privada na prestação de serviços postais. Governo e oposição divergem, no entanto, sobre a privatização da estatal. Por enquanto a discussão não pára. O deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), escolhido para ser o relator da proposta, afirmou que vai expandir o diálogo com os todos os parlamentares envolvidos, de modo a construir um novo texto.

CRISE PASSAGEIRA

Com a pandemia do novo coronavírus ficou evidente que um dos setores mais impactados seria o turismo. Segundo as operadoras, o setor perdeu dois terços do faturamento em 2020. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O setor aposta na vacinação em massa e redução drástica dos casos de contaminação. Por outro lado, existe a tendência das pessoas estarem loucas para viajar com a possibilidade de relaxamento do isolamento social. Talvez, o turismo seja o segmento da economia que responderá mais rapidamente com o fim da pandemia.

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