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BASTIDORES DA REPÚBLICA

PEC alimenta sonho de reeleição de Maia e Alcolumbre, mas a decisão poderá sair da STF

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DOBRADINHA

A manobra apresentada por meio de uma PEC pela senadora Rose de Freitas (Podemos-ES) para tentar favorecer o projeto de nova reeleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), favorece por tabela o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) consolida uma articulação feita há meses por Alcolumbre. Já a ação que corre no STF sobre a possibilidade dessa reeleição não se sabe quando será julgada. Até lá, o novelo da articulação vai se desenrolando.

PEGOU NO PÉ?

Depois de dar prazo de 24 horas para que o governo desse explicações sobre a nova nota de R$ 200, a ministra do STF, Carmem Lúcia, agora estipulou cinco dias para que o presidente Bolsonaro justifique a presença das Forças Armadas na Amazônia. O cerne da questão está nas ações em terras indígenas, áreas de proteção, além de fronteiras. A ministra alega que as Forças Armadas não tem histórico de atuação no combate ao desmatamento ilegal e dos focos de incêndio, fugindo ao rol de competências. Agora, cá entre nós, se não fosse a presença militar na região a situação estaria bem pior.

DE CARONA

O pedido da ministra do STF, Carmem Lúcia, vai dar poder de fogo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que já vem fazendo pesadas críticas à atuação do governo na Amazônia. O parlamentar, nessa semana, centrou foco em comentários a respeito das ações do  Ministério do Meio Ambiente na Amazônia. Segundo Maia, a questão só ganhou corpo no Governo após a pressão de setores da sociedade de investidores estrangeiros. Nessa, muita gente ainda vai de carona.

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PAU PRA TODA OBRA

Foto Hugo Barreto

Pode até falar mal dos militares, mas quando são convocados estão sempre a postos. Vou citar um exemplo simples e, ao mesmo tempo grandioso. Na falta de gente capacitada para fazer a desinfecção para combater o novo coronavírus na Catedral Metropolitana, aqui em Brasília, quem fez o serviço? Foram os militares do Comando Conjunto Planalto das Forças Armadas. Teve militar da Marinha, da Força Aérea e do Exército. Mais uma missão cumprida. Será que alguém vai questionar?

FORÇA DE LEI

O presidente Jair Bolsonaro foi criticado por opositores por não incluir magistrados, parlamentares e militares na reforma Administrativa. Quanto tudo parecia certo privilégio, veio à interpretação jurídica e explicou tuto, tintim, por tintim. A proposta abrange servidores dos três Poderes, mas não os seus membros. É que o Executivo não pode definir normas para magistrados e parlamentares. Uma eventual inclusão depende do Congresso ou do próprio Poder em questão. Tá explicado.

MAIS PODER

No entanto, a Reforma Administrativa dá mais poder de decisão ao presidente da República. Ele poderá extinguir cargos, gratificações, funções e órgãos, transformar cargos vagos e reorganizar autarquias e fundações. Até aquele servidor que só enrola e não produz nada, ou quase nada, poderá ser avaliado e desligado em processo administrativo disciplinar. Por enquanto são apenas intenções. Vai depender de muita articulação e da aprovação do Congresso.

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AGREGADOR

 

O ministro Humberto Martins, recém-empossado na presidência do Superior Tribunal de Justiça (STJ) presidiu a sua primeira Corte Especial e marcou ao expressar pesar pelas vítimas da Covid-19. Sobre a gestão, Martins destacou que o diálogo vai ser uma marca. “Acredito em uma gestão agregadora, em que todos os colegas ministros tenham oportunidade de opinar sobre os mais diversos assuntos”. Começou bem, né?

INCOERRÊNCIA DA ESQUERDA

Difícil entender a esquerda brasileira. A mesma oposição que votou contra o aumento da pena para gestores que desviaram dinheiro público destinado ao combate à Covid-19 agora vai ao STF questionar a nota de 200 reais alegando que facilitará a corrupção. Já o gestor corrupto tem que ter pena reduzida na visão do Podemos, Rede e PSB. Ao menos é o que me pareceu. Esquerda totalmente perdida e incoerente. Como diz o velho e sempre atual ditado: Estão mais perdidos do que cego em tiroteio.

ESQUEMA ANTIGO

O operação da Polícia Federal para apurar desvios de mais de R$ 40 milhões no DNIT desencavou um esquema de corrupção iniciado em 2012, durante o primeiro mandato da ex-presidente petista Dilma Rousseff. No centro do furacão estão três contratos realizados com o DNIT no período entre julho de 2012 e outubro de 2019. O epicentro dos mandados foi aqui em Brasília, mas se estendeu para São Paulo, Goiás e Paraná.

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Bastidores da República

Bolsonaro muda estratégia e pede ajuda para neutralizar emissão de carbono

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AMAZÔNIA É NOSSA?

Aquele discurso de que a Amazônia é unicamente nossa não é mais o mesmo. Ao mudar o discurso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que em relações ambientais dirigentes mundiais devem falar a mesma língua. Na cúpula do clima, nesta quinta-feira, o presidente brasileiro disse que o Brasil terá neutralidade climática até 2050. Bolsonaro foi firme em sua fala de três minutos e não titubeou ao pedir recursos para preservar o meio ambiente, em especial a Amazônia. Ele garantiu que o país reduzirá emissões em 40% até 2030. No entanto, críticos do presidente argumentaram que não basta apenas mudar o discurso, mas as atitudes. Foi um claro recado de que a oposição vai marcar cerrado para ver as promessas serem cumpridas. Enfim, a Amazônia é todos!

FOGO BRANDO

Corre pelos bastidores que o presidente Jair Bolsonaro já enfrenta uma nova pressão para demitir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele seria um entrave para que países europeus e o próprio EUA voltassem a doar recursos para a preservação da Amazônia. Salles é acusado pela Polícia Federal de chefiar uma organização criminosa especializada em desmatar a Amazônia para comercializar ilegalmente madeiras. Lógico que o ministro vem se complicado com ações e falas polêmicas, como a “tal boiada passando”, mas está evidente uma queda de braço entre ambientalistas e governo. Mais do que o cargo do ministro, está em jogo cerca de US$ 1 bilhão que Bolsonaro alega precisar para conter o desmatamento na Amazônia. O Brasil também alega que deveria receber US$ 133 bilhões em créditos de carbono pelas reduções nas emissões entre 2006 e 2017. Na política do custe o que custar, se colocarem o cargo de Salles à mesa, é possível que ele seja frito em fogo brando.

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FOGO AMIGO

Se não bastasse o próprio tiroteio efetuado pelos governistas que querem o fim da “ala ideológica no Planalto”, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles foi alvo de um “tuitaço” na véspera da Cúpula do Clima. Organizado organizações ambientais, o movimento pediu a sua saída do cargo. Postagens com a hashtag #ForaSalles foram feitas na rede social por nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, e políticos da oposição como o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o senador Humberto Costa (PT-PE). Como reação ao movimento, alguns apoiadores do governo passaram a divulgar mensagens a favor do ministro, com a hashtag #FicaSalles.

REAÇÃO

Quem também saiu em defesa de Ricardo Salles foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o filho do presidente da República, “o novo alvo do sistema é o ministro Ricardo Salles. Estranho seria não ser atacado. Globalistas e seus tentáculos miram naquele que defende nossas florestas”, ressaltou. “Isso tudo porque Salles fechou a torneira e cortou os milhões de reais do povo brasileiro que iam pra ONGs. O também deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) seguiu a mesma linha. “Não adianta chorar, espernear e levantar hashtag contra. Salles fica e até 2026!”, escreveu. A guerra está declarada.

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PRIVATIZAÇÃO

Em meio ao fogo cruzado entre ambientalistas e governo, na Câmara era aprovado o projeto que abre caminho para privatização dos Correios. Sobre esse assunto quase ninguém comentou. Por 280 votos favoráveis e 165 contrários, deputados chancelaram a proposta que autoriza a participação da iniciativa privada na prestação de serviços postais. Governo e oposição divergem, no entanto, sobre a privatização da estatal. Por enquanto a discussão não pára. O deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), escolhido para ser o relator da proposta, afirmou que vai expandir o diálogo com os todos os parlamentares envolvidos, de modo a construir um novo texto.

CRISE PASSAGEIRA

Com a pandemia do novo coronavírus ficou evidente que um dos setores mais impactados seria o turismo. Segundo as operadoras, o setor perdeu dois terços do faturamento em 2020. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O setor aposta na vacinação em massa e redução drástica dos casos de contaminação. Por outro lado, existe a tendência das pessoas estarem loucas para viajar com a possibilidade de relaxamento do isolamento social. Talvez, o turismo seja o segmento da economia que responderá mais rapidamente com o fim da pandemia.

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