Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

BASTIDORES DA REPÚBLICA

Joice Hasselmann “mela” volta de Jair Bolsonaro ao PSL e compra briga com ala bolsonarista

Publicados

em

JOGOU LENHA

A volta do presidente Jair Bolsonaro ao PSL parece ficar mais difícil. Candidata do PSL à prefeitura de São Paulo, a deputada federal Joice Hasselmann não cedeu à pressão da ala bolsonarista do partido e escolheu como seu candidato a vice o empresário Ivan Leão Sayeg, herdeiro da Casa Leão Joalheria. A definição ocorreu no momento em que o deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PSL-SP), que é aliado de Bolsonaro, passou a pleitear o cargo. A escolha do herdeiro da família real era apontada entre bolsonaristas como um gesto de reaproximação do PSL com o Palácio do Planalto. Agora a coisa vai azedar.

DISPUTA DE TITÃS

Luiz Philippe de Orléans e Bragança é descendente da Família Real que governou o Brasil no Período Imperial, portanto, um “príncipe”. Ivan Leão Sayeg não tem “sangue azul”, mas tem os seus méritos históricos. A família Leão Sayeg chegou ao Brasil em 1912 vinda de Alepo, na Síria. O patriarca, Leão Sayeg, construiu a joalheria que hoje é comandada por Lydia Sayeg, irmã de Ivan. Lydia e o irmão são amigos do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. A militância deles em defesa da Lava Jato também pesou na decisão de Joice na escolha de seu vice. Tá explicado!

POLÊMICA DO LOBO

A nova cédula de R$ 200 foi lançada hoje valendo menos da metade da de R$ 50 quando esta foi lançada em 1994. No entanto, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, não entrou na polêmica. Limitou-se a dizer que a nota é resposta do BC a mudanças geradas pela pandemia. Serão impressas neste ano 450 milhões de unidades da nova cédula, o que representará um montante de R$ 90 bilhões com a estampa do lobo-guará.

Leia Também:  Embraer cria nova empresa para desenvolver carro voador

JOVEM GUARDA

A tão falada Reforma Administrativa segue nesta quinta para o Congresso e valerá só para novos servidores. A “velha guarda” foi poupada. Entre as alterações propostas pela Economia, estariam a flexibilização da estabilidade no emprego, a redução de salários de acesso da carreira e a revisão de benefícios, além da diminuição na quantidade de funções. Como o presidente Jair Bolsonaro antecipou a medida se aplicará apenas aos futuros servidores concursados.

EMBATE À VISTA

Se a Reforma Administrativa proposta pelo governo se concentrar apenas no corte de gastos, vai ser difícil o texto original passar no Congresso. Segundo o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, deputado federal Professor Israel Batista (PV-DF), “qualquer reforma que parta do princípio único do ajuste fiscal já começa errada”. Ele admite a necessidade de aperfeiçoar o funcionalismo público, “mas é preciso chamar os servidores e as entidades representantes para o debate”, avisa. O batalhão de choque do Planalto no Congresso já foi acionado para enfrentar o debate.

ROUBOU A CENA

Apesar de a Reforma Tributária estar na linha de frente das discussões políticas, o caso da deputada Flordelis (PSD) vai roubar a cena nos próximos dias. Será o primeiro a ser avaliado pelo Conselho de Ética da Câmara no retorno aos trabalhos presenciais. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, diz que todos os prazos de defesa serão respeitados, mas a ideia é que o processo na Corregedoria seja acelerado. Dizem pelos bastidores do Congresso que a cassação é dada como certa. A prisão de Flordelis será consequência.

Leia Também:  OPINIÃO DO DIA: Nossa homenagem à primeira mãe dos mato-grossenses!

RECUO DO PIVETTA

Chega de Mato Grosso a confirmação de que o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) desistiu de concorrer ao Senado na eleição suplementar que acontece também em 15 de novembro. Como eu já havia previsto no artigo “Pivetta procura chifre em cabeça de Senado. Pra quê?”, publicado em 17 de agosto, Pivetta alegou problemas particulares e também evitou um racha entre os apoiadores do governador Mauro Mendes (DEM). Mendes tem preferência por Carlos Fávaro (PSD), isso é fato.

WITZEL PERDEU, COMO PREVISTO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria, na tarde desta quarta-feira (2), pelo afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Ana verdade, o resultado já era esperado. Foram 10 votos a 1 para manter a medida cautelar decretada no âmbito da Operação Trin in Idem, em que Witzel é apontado como suposto mandatário de uma organização criminosa que teria loteado diferentes secretarias do governo do Rio. Agora é ficar de olho no STF, que certamente será provocado.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Bastidores da República

Decisão do STF que resgata Lula à política causa mal-estar entre juristas e ao Planalto

Publicados

em

OPINIÃO DIVERGENTE

Sérgio Lima

O resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode reforçar o clima de insegurança jurídica no país. Ao menos é o que pensam alguns juristas. O Supremo confirmou, por 8 votos a 3, entendimento anterior do ministro Edson Fachin que anulou as condenações de Lula por incompetência de juízo. A decisão deixa o ex-presidente apto a disputar as eleições em 2022. Em março, em decisão monocrática, Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e duas ações relacionadas ao Instituto Lula. O advogado Rogério Gandra Martins, especialista em direito tributário e constitucional, questiona o fato de a competência territorial não ter sido contestada nas instâncias inferiores ou até no julgamento sobre a prisão em segunda instância no próprio STF. Segundo Gandra, “naquele momento, não se falou em competência ou suspeição. Por que só agora isso foi considerado?”

DE VOLTA AO PÁREO

A decisão do STF colocou o ex-presidente Lula de volta à corrida presidencial em 2022. O presidente Jair Bolsonaro usou a tradicional live de quinta-feira para comentar a anulação das condenações do ex-presidente Lula. “Vejam qual futuro reserva pra vocês no Brasil, com o que está acontecendo e com essa decisão de hoje (ontem) do STF, tornando ele elegível”. Bolsonaro comparou a situação como um filme de bang-bang. “O cara assaltava algo na Califórnia e cruzava a fronteira com o México. Assim estava tudo resolvido e não podia mais ser preso. Alguns torciam para o bandido, outros torciam para a patrulha, mas, aqui no Brasil, parece que a mesma coisa acontece hoje em dia”.

Leia Também:  OPINIÃO DO DIA: Jayme Veríssimo de Campos. Um político a frente do seu tempo

CENÁRIO NOVO

Com Lula na corrida presidencial, o cenário eleitoral em 2022 é novo e com uma provável  disputa Bolsonaro x Lula. Para Ministros do Governo, “o lula foi reeleito depois do mensalão, porque a economia estava bem”, “A Dilma caiu porque a economia passou a fazer água mesmo e ela caiu. A pedalada não foi o que derrubou a Dilma, o que derrubou a Dilma é que ela perdeu sustentação política”, completou. E como chega Bolsonaro em 2022? Para a cúpula do Governo, tudo vai depender também da Economia, se melhorar o Presidente chega forte, “se a vacina der conta, funcionar e a economia recuperar”. Mas os principais interlocutores políticos de Bolsonaro sabem que em meio a pandemia, o cenário atual não é favorável ao Presidente. Ou seja: tudo ainda é uma incógnita.

TOM ALARMISTA

O presidente Jair Bolsonaro repetiu críticas ao lockdown adotado por governadores e prefeitos na tentativa de conter o aumento dos casos de covid-19 no país. Em indireta, chamando a população para as ruas, ele afirmou que sabe “onde está o câncer do Brasil” e que só “ganha a guerra” quem tem informação. “Estamos com uma tempestade quase perfeita pela frente. Talvez seja isso que alguns governadores queiram. Pela economia, atingir o governo. A briga desses não é derrotar o vírus; é tentar derrubar o presidente. E eu quero saber o que vai esperar, o que esse futuro governante pode esperar do Brasil, caso ele ganhe as eleições no futuro com esse tipo de política de terra arrasada que estão fazendo no Brasil. Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil”, concluiu.

Leia Também:  TCU confirma informações de falsificação na troca do BRT pelo VLT em 2011

NAS MÃOS DO INIMIGO

Ao ser confirmado como relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) passou a ser problema ainda maior para o Palácio do Planalto. Renan é considerado um dos parlamentares mais críticos ao governo. No cargo, Renan terá grande poder de influência nos desdobramentos das investigações. É ele quem produzirá o texto final com a conclusão da CPI. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) será o presidente da comissão. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é autor do requerimento de investigação, será o vice-presidente. Os nomes serão oficializados na próxima semana.

FOGO AMIGO

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse que o governo federal errou ao interromper o pagamento do auxílio emergencial no fim do ano passado. O programa de ajuda a autônomos, desempregados e à população mais vulnerável, com atividades econômicas afetadas pela pandemia da covid-19, foi pago no ano passado até dezembro. “A gente tinha que ter uma comunicação mais eficiente, de modo que a população entendesse a gravidade dessa doença. Ao mesmo tempo, a curva da economia e a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Nós tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, que não ia terminar em dezembro do ano passado, para que a gente conseguisse manter essas duas curvas na situação mais favorável possível”, disse Mourão. A declaração provocou mal-estar no Planalto.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA