Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

BASTIDORES DA REPÚBLICA

Jair Bolsonaro dá indícios de que já colocou ministro Paulo Guedes em processo de fritura

Publicados

em

AZEDOU

Os ânimos andam exaltados no Palácio do Planalto. Outro dia o ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçou deixar o governo por conta das interferências de quem ele nominou como “conselheiros do presidente”. Agora, parece-me que o próprio presidente Jair Bolsonaro quer a cabeça do ministro. Guedes entrou em processo de fritura e tem até amanhã para apresentar uma nova proposta do Renda Brasil. Bolsonaro não gostou da proposta de Guedes de acabar com programas sociais para criar o Renda Brasil, substituto do Bolsa Família.

CORDA NO PESCOÇO

Adriano Machado

É lógico que o presidente Jair Bolsonaro não quer arcar com o ônus político de tirar benefícios já concedidos à população mais carente para bancar o Renda Brasil. Resta saber, agora, de onde virão os recursos. Uma das propostas de Paulo Guedes é dar fim às deduções do Imposto de Renda Pessoa Física. Guedes também vem sugerindo a extinção de programas sociais que considera ineficientes, como o seguro-defeso pago no período de reprodução dos peixes e o Farmácia Popular.

PRESSÃO MÁXIMA

Se depender das pressões vindas do Palácio da Alvorada, o ministro da Economia Paulo Guedes terá mesmo que pegar o boné e dar no pé, como ele mesmo insinuou há alguns dias. Os três filhos do presidente Jair Bolsonaro, Flávio, Carlos e Eduardo, continuam insistindo que Guedes não pode ser empecilho para os planos do pai de garantir mais quatro anos de mandato. Se a nova proposta do Renda Brasil que será concluída por Guedes nesta sexta-feira (28) não agradar, o clã Bolsonaro vai arrochar a válvula da pressão, certamente.

Leia Também:  Brasileiros acreditam em inflação de 4,8% nos próximos 12 meses

EFEITO CASCATA

Marcelo Camargo Abr

O impasse entre Bolsonaro e Guedes já refletiu no mercado financeiro. Ontem foi mais um dia de forte oscilação e pesou também a apreensão em relação ao aumento do déficit fiscal do governo. A expectativa é quando ao custo do dólar, que perdeu o controle nos últimos dois dias. Com tanta pressão, o balcão de apostas já faz lances sobre os possíveis nomes de futuros ministros da Economia. Continua no topo o do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.

CABEÇA NO OMBRO

Por enquanto, o único que passou a mão na cabeça do ministro Paulo Guedes e o defendeu publicamente foi o vice-presidente Hamilton Mourão. Ontem Mourão defendeu a permanência do “Posto Ipiranga” e disse que o titular da equipe econômica tem a “resiliência necessária”. O general também afirmou que o mercado é como gado, um “rebanho eletrônico”. A declaração foi dada a um grupo de jornalistas na saída do Planalto.

NOTÍCIA BOA

Um estudo divulgado pelo IBGE encheu os olhos do presidente Jair Bolsonaro. O estudo aponta que o auxílio emergencial de R$ 600 dado pelo governo para ajudar as famílias mais carentes durante a pandemia da covid-19 tirou 13,1 milhões de pessoas da pobreza até julho de 2020. Um detalhe que torna ainda mais insuspeito o dado é que a pesquisa foi coordenada pelo ex-ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos do governo Dilma Rousseff, o economista Marcelo Néri, alguém que não teria qualquer inclinação de inflar os feitos do atual governo.

Leia Também:  Seciteci participa do primeiro Techstars Startup Weekend Centro-Oeste

PLACAR EMPATADO

Carlos Moura

O afastamento do decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, que se recupera de uma nova cirurgia, tem contribuído para que julgamentos importantes da Segunda Turma – com impacto direto sobre o ex-ministro Sérgio Moro e os rumos da Operação Lava Jato – terminem empatados. Levantamento feito em sessões do colegiado neste ano aponta que, em ao menos sete julgamentos realizados sem a presença do decano, o placar foi de 2 a 2, aplicando assim o princípio jurídico de que, em casos de empate, os réus devem ser beneficiados.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Bastidores da República

Decisão do STF que resgata Lula à política causa mal-estar entre juristas e ao Planalto

Publicados

em

OPINIÃO DIVERGENTE

Sérgio Lima

O resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode reforçar o clima de insegurança jurídica no país. Ao menos é o que pensam alguns juristas. O Supremo confirmou, por 8 votos a 3, entendimento anterior do ministro Edson Fachin que anulou as condenações de Lula por incompetência de juízo. A decisão deixa o ex-presidente apto a disputar as eleições em 2022. Em março, em decisão monocrática, Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e duas ações relacionadas ao Instituto Lula. O advogado Rogério Gandra Martins, especialista em direito tributário e constitucional, questiona o fato de a competência territorial não ter sido contestada nas instâncias inferiores ou até no julgamento sobre a prisão em segunda instância no próprio STF. Segundo Gandra, “naquele momento, não se falou em competência ou suspeição. Por que só agora isso foi considerado?”

DE VOLTA AO PÁREO

A decisão do STF colocou o ex-presidente Lula de volta à corrida presidencial em 2022. O presidente Jair Bolsonaro usou a tradicional live de quinta-feira para comentar a anulação das condenações do ex-presidente Lula. “Vejam qual futuro reserva pra vocês no Brasil, com o que está acontecendo e com essa decisão de hoje (ontem) do STF, tornando ele elegível”. Bolsonaro comparou a situação como um filme de bang-bang. “O cara assaltava algo na Califórnia e cruzava a fronteira com o México. Assim estava tudo resolvido e não podia mais ser preso. Alguns torciam para o bandido, outros torciam para a patrulha, mas, aqui no Brasil, parece que a mesma coisa acontece hoje em dia”.

Leia Também:  Bolsonaro se defende de criticas contra incêndios e enaltece o agro brasileiro

CENÁRIO NOVO

Com Lula na corrida presidencial, o cenário eleitoral em 2022 é novo e com uma provável  disputa Bolsonaro x Lula. Para Ministros do Governo, “o lula foi reeleito depois do mensalão, porque a economia estava bem”, “A Dilma caiu porque a economia passou a fazer água mesmo e ela caiu. A pedalada não foi o que derrubou a Dilma, o que derrubou a Dilma é que ela perdeu sustentação política”, completou. E como chega Bolsonaro em 2022? Para a cúpula do Governo, tudo vai depender também da Economia, se melhorar o Presidente chega forte, “se a vacina der conta, funcionar e a economia recuperar”. Mas os principais interlocutores políticos de Bolsonaro sabem que em meio a pandemia, o cenário atual não é favorável ao Presidente. Ou seja: tudo ainda é uma incógnita.

TOM ALARMISTA

O presidente Jair Bolsonaro repetiu críticas ao lockdown adotado por governadores e prefeitos na tentativa de conter o aumento dos casos de covid-19 no país. Em indireta, chamando a população para as ruas, ele afirmou que sabe “onde está o câncer do Brasil” e que só “ganha a guerra” quem tem informação. “Estamos com uma tempestade quase perfeita pela frente. Talvez seja isso que alguns governadores queiram. Pela economia, atingir o governo. A briga desses não é derrotar o vírus; é tentar derrubar o presidente. E eu quero saber o que vai esperar, o que esse futuro governante pode esperar do Brasil, caso ele ganhe as eleições no futuro com esse tipo de política de terra arrasada que estão fazendo no Brasil. Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil”, concluiu.

Leia Também:  DECISÃO POLÍTICA: Bolsonaro exonera secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, após pronunciamento semelhante a de ministro de Hitler. Confira outras informações na coluna JPM desta sexta-feira(17)

NAS MÃOS DO INIMIGO

Ao ser confirmado como relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) passou a ser problema ainda maior para o Palácio do Planalto. Renan é considerado um dos parlamentares mais críticos ao governo. No cargo, Renan terá grande poder de influência nos desdobramentos das investigações. É ele quem produzirá o texto final com a conclusão da CPI. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) será o presidente da comissão. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é autor do requerimento de investigação, será o vice-presidente. Os nomes serão oficializados na próxima semana.

FOGO AMIGO

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse que o governo federal errou ao interromper o pagamento do auxílio emergencial no fim do ano passado. O programa de ajuda a autônomos, desempregados e à população mais vulnerável, com atividades econômicas afetadas pela pandemia da covid-19, foi pago no ano passado até dezembro. “A gente tinha que ter uma comunicação mais eficiente, de modo que a população entendesse a gravidade dessa doença. Ao mesmo tempo, a curva da economia e a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Nós tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, que não ia terminar em dezembro do ano passado, para que a gente conseguisse manter essas duas curvas na situação mais favorável possível”, disse Mourão. A declaração provocou mal-estar no Planalto.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA