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BASTIDORES DA REPÚBLICA

História do murro na boca de jornalista alimenta polêmica e Bolsonaro joga lenha na fogueira

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PORRADA NO “BEIÇO”

Veja

Depois que o presidente Jair Bolsonaro ameaçou dar porrada na boca de um jornalista de O Globo, é bem possível que diminua a corrida por cargos nas eleições. É que o presidente não está pra brincadeira. Aliás, há pouco mais de uma semana para o início das convenções partidárias, o presidente terá que ser duro para escapar dos “pedintes”.  Por outro lado, as eleições municipais são consideradas testes para o pleito geral que ocorrerá em 2022, com as votações para presidente, governador, deputados e senadores. Sob o risco de levar uma “porrada no beiço”, muitos candidatos a cargos no Planalto vão optar por correr atrás de pretensos vereadores e prefeitos.

QUANTO MAIS MEXE…

Já está provado que não adianta fazer pressão em cima do presidente Bolsonaro sobre declarações polêmicas dadas por ele. Se cutucá-lo com vara curta, leva. Também não adianta balançar a moita porque ele não corre. Muito menos, ele se assusta com rastro de onça. Ao menos, é o que sempre ouço nos bastidores do Planalto. Depois de dizer que daria uma porrada na boca de um jornalista, aqui em Brasília, na manhã desta segunda Bolsonaro voltou a criar polêmica ao dizer que “jornalista bundão tem menor chance de sobreviver a covid do que ele”. Melhor deixar o homem trabalhar!

DEIXA QUIETO

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, não saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro, mas também não o condenou no episódio em que disse sentir vontade dar uma porrada em um jornalista de O Globo. “Eu não comento essas coisas. Eu não estava junto, não sei. Deixa para lá isso aí”, repetiu Mourão, no Palácio do Planalto. Tá certo, né?

LIBERDADE DE IMPRENSA

Quem também entrou na polêmica do tal murro no beiço foi o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem comentar o caso ou citar nomes, Mendes saiu em defesa da liberdade de imprensa. “A liberdade de imprensa é uma das bases da democracia. É inadmissível censurar jornalistas pelo mero descontentamento com o conteúdo veiculado”, disse em sua conta no Twitter. Ele também citou a famosa frase de George Orwell. “Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade”, escreveu o magistrado da Corte Suprema.

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WITHOUT IMPEACHMENT

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), descartou mais uma vez analisar os mais de 40 pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro apresentados à Casa e fez nesta segunda-feira a avaliação de que esse não é o momento de aumentar a crise política, em meio à epidemia do novo coronavírus e com os problemas econômicos que o país enfrenta. Maia também comentou a questão do desejo de Jair Bolsonaro em esmurrar o jornalista de O Globo, mas também foi ao estilo “deixa quieto”.

EXPECTATIVAS

O eixo social do Pró-Brasil, que tem sido à base do crescimento da popularidade do presidente Jair Bolsonaro continua incerto. É que o presidente Bolsonaro confirmou que defende a manutenção do auxilio emergencial, no entanto, não bateu o martelo sobre o valor da prorrogação. Tampouco, sobre o custo e as fontes de financiamento do Renda Brasil. O que o presidente quer saber, antes disso, é de onde virá o dinheiro.

EU NÃO DISSE?

Valter Campanato

O presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo na manhã deste domingo defendendo novamente a reabertura dos estabelecimentos. Ele voltou a dizer que o governo não tem como manter o auxílio emergencial de R$ 600. “Em março deste ano eu disse que teríamos dois problemas graves pela frente, o vírus e o desemprego, e que ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”, afirmou o presidente. “Cinco meses depois do meu pronunciamento, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, afirma que saúde e economia são inseparáveis. Eu não disse isso?”, completou.

NO LOMBO DOS PREFEITOS

Pretensos candidatos a prefeito nas eleições desse ano começaram a acordar para as discussões em torno das reformas tributária e administrativa. Em alguns pontos as novas legislações vão pesar nos ombros dos gestores que serão eleitos. Há grupos de parlamentares contra e também à favor das mudanças.  Os contras dizem que são ineficientes para resolução do problemas de caixa das prefeituras. No mais, o prazo de transição das propostas vai de 15 a 50 anos. Ou seja, prefeitos conviveriam ao longo de todo esse tempo com os dois sistemas, o atual e o que for aprovado pelos parlamentares. Já o grupo á favor diz que é um bem necessário.

BALÃO DE ENSAIO

O convite ao ex-ministro da Justiça Sérgio Moro para integrar a corrida eleitoral em 2022 pelo PSL, ex-partido do presidente Jair Bolsonaro, parece não ter causado grande comoção no meio social ou político. Até a enxurrada de mermes que se aguardava sobre a questão também não aconteceu. Moro continua fazendo as suas palestras, mas não se enganem porque ele continua crescendo como opositor ao governo de Jair Bolsonaro.  Moro é paranaense de Maringá, mas está feito mineiro: comendo pelas beiradas. Bolsonaro, que não é bobo, já prepara o contra-ataque.

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PACOTAÇO DO BOLSONARO

A notícia mais esperada para esta terça-feira (25) é o anúncio de uma série de medidas sociais e econômicas, em um evento no Palácio do Planalto. De olho nas eleições de 2022, o objetivo é estimular a economia no pós-coronavírus, criar um programa social com a marca desta gestão e tentar dar um tom de harmonia entre os ministros que travaram uma guerra por recursos nas últimas semanas. Porém, não deve trazer nada de muito novo, pois várias medidas já estavam em gestação antes mesmo da pandemia da covid-19 e só serão adaptadas ao contexto atual sob o guarda-chuva do Plano Pró-Brasil. De qualquer forma, será um grande evento aqui em Brasília.

CHOQUE DE REALIDADE

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta segunda-feira (24), em entrevista à Rádio Guaíba, que trabalhar para a sua reeleição no comando da Câmara “mais atrapalha do que ajuda” o andamento das reformas que ele considera fundamentais ao País. Maia acredita ser possível aprovar as reformas dos impostos (tributária) e do Estado (administrativa) até o final de 2020. Já as privatizações ficariam para o ano que vem. Será indício de que o deputado desistiu de continuar no comando da Câmara ou quer apenas desligar os holofotes por um momento? Sei não!

MARTÍRIO DO PADRE

Divulgação

Pelo que parece, o padre Robson, acusado pelo Ministério Público de Goiás de ter movimentado cerca de R$ 2 bilhões em 10 anos de forma suspeita, vai mesmo queimar no fogo do inferno. Nesse caso, o Inferno é a Justiça. A apuração aponta compra de uma fazenda por R$ 6 milhões e de uma casa de praia, avaliada em R$ 2 milhões. Além disso, há suspeitas de lavagem de dinheiro em associações com políticos e empresários. “Crendospai!”

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Bastidores da República

Investigação contra ministro Dias Tofolli vira batata quente nas mãos do STF

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BATATA QUENTE

O Supremo Tribunal Federal está com uma batata quente nas mãos. É que a Polícia Federal pediu abertura de inquérito para investigar a suposta participação do ministro Dias Toffoli, do STF, na venda de sentenças judiciais. A investigação precisa de autorização da própria Corte para ser iniciada. A solicitação foi enviada ao gabinete do ministro Edson Fachin, que encaminhou o caso para manifestação da Procuradoria Geral da República (PGR).

BATATA QUENTE (2)

Toffoli foi citado pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sergio Cabral em depoimento válido por um acordo de delação premiada. Ele alegou que o ministro recebeu R$ 4 milhões em propina para favorecer dois prefeitos do Rio em processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O magistrado atuou na Corte eleitoral entre 2012 e 2016. Por meio de nota, o ministro negou qualquer irregularidade, e disse que desconhece qualquer investigação contra ele.

OPERAÇÃO CORSÁRIOS

Quem também está na mira da Polícia Federal é a senadora Rose de Freitas (MDB-ES). A PF investiga o possível envolvimento dela numa organização criminosa que atuava na Companhia de Docas do Espírito Santo. Esquema envolvia direcionamento de licitação e desvio de recursos públicos de contratos. Para obter essas vantagens indevidas, o grupo usava um escritório de advocacia que simulava a prestação de serviços advocatícios para dar aparência de legalidade à movimentação de valores. Conforme apuração, a lavagem de dinheiro também acontecia por meio da compra de imóveis de luxo e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.

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LEITE CONDENSADO

O presidente Jair Bolsonaro ironizou nesta quarta-feira (12) a Comissão de Inquérito Parlamentar (CPI) da covid-19. Ao relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), Bolsonaro sugeriu que seja criada também uma “CPI do leite condensado”. O chefe do Executivo reclamou sobre declaração de Calheiros, que afirmou que a investigação sobre desvios de verbas de estados poderá ser feita “se houver necessidade”, mas que não é objetivo inicial da comissão. “Vocês viram o Renan Calheiros essa semana? A CPI não existe para investigar desvio de recurso. Vou dar uma sugestão para o Renan: depois faça a CPI do leite condensado”, apontou rindo.

PEDIU PRA SAIR

O chefe da Secretaria de Tecnologia da Informação (STI) do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Giuseppe Dutra Janino deixou o cargo após 25 anos de serviços prestados à Justiça Eleitoral. Conhecido como o pai da urna eletrônica, por ter participado do grupo que projetou o equipamento, deixou o cargo a pedido. Foi nomeado em seu lugar Júlio Valente. A saída de Janino coincide com pedidos por parte do presidente Jair Bolsonaro para aprovação do voto impresso. “Com toda certeza nós aprovaremos no Parlamento e teremos, sim, uma maneira de auditar o voto por ocasião das eleições de 2022. Ganhe quem ganhar, mas na certeza, não na suspeição da fraude”, afirmou Bolsonaro.

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E O ENEM?

Uma portaria do INEP, publicada no dia 11 de Maio, no Diário Oficial da União, é mais uma evidência de que não teremos mais uma edição do ENEM ainda em 2021. A Portaria trata das Metas Globais do INEP para o ano de 2021. Nas metas listadas não está a aplicação do ENEM. Outros exames, como o ENADE, o ENCCEJA e o CELPE-BRAS, também sob a responsabilidade do INEP, constam entre as metas, com a previsão da realização de um de cada destes exames em 2021. Sobre o ENEM consta, como meta, 100% do Planejamento e da Preparação Técnica do exame. Uma pena, né?

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