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BASTIDORES DA REPÚBLICA

Guerra de egos termina com exoneração no ICMBio e mostra fragilidade no Meio Ambiente

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CANETADA

A exoneração do coronel PM Homero de Giorge Cerqueira da presidência do ICMBio esquentou a sexta-feira gelada aqui em Brasília. A justificativa para o desligamento do militar teria sido desavenças com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Os dois teriam se desentendido sobre a estratégia de combate a incêndios no Pantanal. No entanto, Homero afirmou nas redes sociais que o real motivo teria sido uma live postada por ele comemorando os 13 anos do instituto. Enfim, está exonerado e quem determinou foi o ministro da casa Civil, General Braga Netto.

CISCO NO OLHO

O coronel Homero foi indicado para ICMBio pelo próprio Ricardo Salles em abril de 2019. Até o início deste tarde o ministro ainda não havia indicado o substituto. Coronel da Polícia Militar de São Paulo, Cerqueira é o segundo presidente do instituto a deixar o cargo em pouco mais de um ano e meio de governo Bolsonaro. Ele assumiu no lugar do ambientalista Adalberto Eberhard, que pediu demissão depois de uma visita ao Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS) em que Salles ameaçou abrir processos administrativos contra servidores que não teriam comparecido ao evento em que ele estava. Essa demanda está mais para briga de egos. Talvez, Salles quisesse ter aparecido na tão falada live.

ZIPER NA BOCA

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O presidente Jair Bolsonaro baixou o tom das críticas e até afagou o Congresso após a derrubada do congelamento de salários de servidores públicos. Bolsonaro mudou o tom do discurso durante visita a Mossoró, na manhã de hoje, no Rio de Grande do Norte. Ele se disse grato aos deputados que, na sessão de ontem, reverteram decisão do Senado e selaram a manutenção de um veto presidencial que suspende reajustes na folha até o fim de 2021. “Com o time que temos, sócios no bom sentido no Parlamento, atingiremos nossos objetivos”, disse Bolsonaro.

FOGO AMIGO

Outra notícia que caiu feito bomba aqui em Brasília foi a de que o vice-presidente nacional do PSL,  deputado Junior Bozzella, é contra a reaproximação com Bolsonaro e até fala em Sérgio Moro candidato para 2022.  Segundo Bozzella, hoje é mais fácil filiar Sérgio Moro do que fazer Bolsonaro defender as bandeiras do PSL. Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República pelo PSL em 2018, mas se desfiliou em novembro de 2019 depois de se desentender com a cúpula da sigla. A provocação foi feita. Vamos aguardar a resposta de Bolsonaro.

ORDEM DO DIA

Com pressão por Orçamento, o ministro da Economia Paulo Guedes tenta segurar gastos e quer unificar PECs. Ele busca aliados para minimizar os impactos no Orçamento de 2021 e ao mesmo tempo desenhar propostas mais factíveis de retomada pós-pandemia. Esse caminho é pavimentado com o Congresso e um substitutivo para unificar a PEC Emergencial e a proposta do Pacto Federativo não deve sair da ordem do dia pelas próximas semanas.

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SOLUÇÃO PERENE

O senador Marcio Bittar (MDB-AC), que é o relator da PEC do Pacto, deve ser o responsável pela proposta unificada. Na segunda-feira (17), Paulo Guedes chegou a desmarcar toda a sua agenda para passar a tarde conversando com Bittar. Na verdade, a unificação da PEC Emergencial com o Pacto Federativo já corre solta desde o fim do ano passado. A intenção é mostrar que o governo quer uma solução perene para a questão dos gastos públicos. O prazo para a proposta orçamentária ser enviada ao Congresso é 31 de agosto.

PAI ETERNO

Quem estava acostumado a ver nome de político e empresário envolvido em esquema de corrupção agora vai estranhar um pouco. Dessa vez o Ministério Público investiga o padre responsável pela administração do Santuário do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO). Denominada operação Vendilhões, apura crimes de apropriação indébita, lavagem de dinheiro, falsificação de documentos, sonegação fiscal e associação criminosa. Robson de Oliveira estaria usando dinheiro do santuário para fazer negócios sem vínculo religioso, como compra de imóveis, fazendas e gado. Esse nem Deus perdoa.

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Bastidores da República

Decisão do STF que resgata Lula à política causa mal-estar entre juristas e ao Planalto

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OPINIÃO DIVERGENTE

Sérgio Lima

O resultado do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode reforçar o clima de insegurança jurídica no país. Ao menos é o que pensam alguns juristas. O Supremo confirmou, por 8 votos a 3, entendimento anterior do ministro Edson Fachin que anulou as condenações de Lula por incompetência de juízo. A decisão deixa o ex-presidente apto a disputar as eleições em 2022. Em março, em decisão monocrática, Fachin considerou que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos do tríplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e duas ações relacionadas ao Instituto Lula. O advogado Rogério Gandra Martins, especialista em direito tributário e constitucional, questiona o fato de a competência territorial não ter sido contestada nas instâncias inferiores ou até no julgamento sobre a prisão em segunda instância no próprio STF. Segundo Gandra, “naquele momento, não se falou em competência ou suspeição. Por que só agora isso foi considerado?”

DE VOLTA AO PÁREO

A decisão do STF colocou o ex-presidente Lula de volta à corrida presidencial em 2022. O presidente Jair Bolsonaro usou a tradicional live de quinta-feira para comentar a anulação das condenações do ex-presidente Lula. “Vejam qual futuro reserva pra vocês no Brasil, com o que está acontecendo e com essa decisão de hoje (ontem) do STF, tornando ele elegível”. Bolsonaro comparou a situação como um filme de bang-bang. “O cara assaltava algo na Califórnia e cruzava a fronteira com o México. Assim estava tudo resolvido e não podia mais ser preso. Alguns torciam para o bandido, outros torciam para a patrulha, mas, aqui no Brasil, parece que a mesma coisa acontece hoje em dia”.

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CENÁRIO NOVO

Com Lula na corrida presidencial, o cenário eleitoral em 2022 é novo e com uma provável  disputa Bolsonaro x Lula. Para Ministros do Governo, “o lula foi reeleito depois do mensalão, porque a economia estava bem”, “A Dilma caiu porque a economia passou a fazer água mesmo e ela caiu. A pedalada não foi o que derrubou a Dilma, o que derrubou a Dilma é que ela perdeu sustentação política”, completou. E como chega Bolsonaro em 2022? Para a cúpula do Governo, tudo vai depender também da Economia, se melhorar o Presidente chega forte, “se a vacina der conta, funcionar e a economia recuperar”. Mas os principais interlocutores políticos de Bolsonaro sabem que em meio a pandemia, o cenário atual não é favorável ao Presidente. Ou seja: tudo ainda é uma incógnita.

TOM ALARMISTA

O presidente Jair Bolsonaro repetiu críticas ao lockdown adotado por governadores e prefeitos na tentativa de conter o aumento dos casos de covid-19 no país. Em indireta, chamando a população para as ruas, ele afirmou que sabe “onde está o câncer do Brasil” e que só “ganha a guerra” quem tem informação. “Estamos com uma tempestade quase perfeita pela frente. Talvez seja isso que alguns governadores queiram. Pela economia, atingir o governo. A briga desses não é derrotar o vírus; é tentar derrubar o presidente. E eu quero saber o que vai esperar, o que esse futuro governante pode esperar do Brasil, caso ele ganhe as eleições no futuro com esse tipo de política de terra arrasada que estão fazendo no Brasil. Lamento muito pelo futuro do nosso Brasil”, concluiu.

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NAS MÃOS DO INIMIGO

Ao ser confirmado como relator da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) passou a ser problema ainda maior para o Palácio do Planalto. Renan é considerado um dos parlamentares mais críticos ao governo. No cargo, Renan terá grande poder de influência nos desdobramentos das investigações. É ele quem produzirá o texto final com a conclusão da CPI. Já o senador Omar Aziz (PSD-AM) será o presidente da comissão. Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que é autor do requerimento de investigação, será o vice-presidente. Os nomes serão oficializados na próxima semana.

FOGO AMIGO

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), disse que o governo federal errou ao interromper o pagamento do auxílio emergencial no fim do ano passado. O programa de ajuda a autônomos, desempregados e à população mais vulnerável, com atividades econômicas afetadas pela pandemia da covid-19, foi pago no ano passado até dezembro. “A gente tinha que ter uma comunicação mais eficiente, de modo que a população entendesse a gravidade dessa doença. Ao mesmo tempo, a curva da economia e a curva social, que foi a questão das linhas de crédito abertas, do auxílio emergencial que foi pago, ele deveria ter sido prolongado. Nós tínhamos que ter entendido que a pandemia iria prosseguir, que não ia terminar em dezembro do ano passado, para que a gente conseguisse manter essas duas curvas na situação mais favorável possível”, disse Mourão. A declaração provocou mal-estar no Planalto.

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