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Bastidores da República

Bolsonaro muda estratégia e pede ajuda para neutralizar emissão de carbono

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AMAZÔNIA É NOSSA?

Aquele discurso de que a Amazônia é unicamente nossa não é mais o mesmo. Ao mudar o discurso, o presidente Jair Bolsonaro reconheceu que em relações ambientais dirigentes mundiais devem falar a mesma língua. Na cúpula do clima, nesta quinta-feira, o presidente brasileiro disse que o Brasil terá neutralidade climática até 2050. Bolsonaro foi firme em sua fala de três minutos e não titubeou ao pedir recursos para preservar o meio ambiente, em especial a Amazônia. Ele garantiu que o país reduzirá emissões em 40% até 2030. No entanto, críticos do presidente argumentaram que não basta apenas mudar o discurso, mas as atitudes. Foi um claro recado de que a oposição vai marcar cerrado para ver as promessas serem cumpridas. Enfim, a Amazônia é todos!

FOGO BRANDO

Corre pelos bastidores que o presidente Jair Bolsonaro já enfrenta uma nova pressão para demitir o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Ele seria um entrave para que países europeus e o próprio EUA voltassem a doar recursos para a preservação da Amazônia. Salles é acusado pela Polícia Federal de chefiar uma organização criminosa especializada em desmatar a Amazônia para comercializar ilegalmente madeiras. Lógico que o ministro vem se complicado com ações e falas polêmicas, como a “tal boiada passando”, mas está evidente uma queda de braço entre ambientalistas e governo. Mais do que o cargo do ministro, está em jogo cerca de US$ 1 bilhão que Bolsonaro alega precisar para conter o desmatamento na Amazônia. O Brasil também alega que deveria receber US$ 133 bilhões em créditos de carbono pelas reduções nas emissões entre 2006 e 2017. Na política do custe o que custar, se colocarem o cargo de Salles à mesa, é possível que ele seja frito em fogo brando.

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FOGO AMIGO

Se não bastasse o próprio tiroteio efetuado pelos governistas que querem o fim da “ala ideológica no Planalto”, o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles foi alvo de um “tuitaço” na véspera da Cúpula do Clima. Organizado organizações ambientais, o movimento pediu a sua saída do cargo. Postagens com a hashtag #ForaSalles foram feitas na rede social por nomes como a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, o compositor Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, e políticos da oposição como o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ) e o senador Humberto Costa (PT-PE). Como reação ao movimento, alguns apoiadores do governo passaram a divulgar mensagens a favor do ministro, com a hashtag #FicaSalles.

REAÇÃO

Quem também saiu em defesa de Ricardo Salles foi o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Segundo o filho do presidente da República, “o novo alvo do sistema é o ministro Ricardo Salles. Estranho seria não ser atacado. Globalistas e seus tentáculos miram naquele que defende nossas florestas”, ressaltou. “Isso tudo porque Salles fechou a torneira e cortou os milhões de reais do povo brasileiro que iam pra ONGs. O também deputado Carlos Jordy (PSL-RJ) seguiu a mesma linha. “Não adianta chorar, espernear e levantar hashtag contra. Salles fica e até 2026!”, escreveu. A guerra está declarada.

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PRIVATIZAÇÃO

Em meio ao fogo cruzado entre ambientalistas e governo, na Câmara era aprovado o projeto que abre caminho para privatização dos Correios. Sobre esse assunto quase ninguém comentou. Por 280 votos favoráveis e 165 contrários, deputados chancelaram a proposta que autoriza a participação da iniciativa privada na prestação de serviços postais. Governo e oposição divergem, no entanto, sobre a privatização da estatal. Por enquanto a discussão não pára. O deputado Gil Cutrim (Republicanos-MA), escolhido para ser o relator da proposta, afirmou que vai expandir o diálogo com os todos os parlamentares envolvidos, de modo a construir um novo texto.

CRISE PASSAGEIRA

Com a pandemia do novo coronavírus ficou evidente que um dos setores mais impactados seria o turismo. Segundo as operadoras, o setor perdeu dois terços do faturamento em 2020. O número de passageiros transportados caiu pela metade, de 6,5 milhões no ano anterior para 3,3 milhões em 2020. Segundo o levantamento, o faturamento das empresas caiu de R$ 15,1 bilhões em 2019 para R$ 4 bilhões no ano passado. O setor aposta na vacinação em massa e redução drástica dos casos de contaminação. Por outro lado, existe a tendência das pessoas estarem loucas para viajar com a possibilidade de relaxamento do isolamento social. Talvez, o turismo seja o segmento da economia que responderá mais rapidamente com o fim da pandemia.

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Bastidores da República

Bolsonaro reage à pesquisa Datafolha e diz que Lula só ganha se fraudar eleição

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SÓ NA FRAUDE

Só nesta sexta-feira o presiden6te Jair Bolsonaro reagiu à pesquisa datafolha, divulgada na quinta (13), que mostra vitória do ex-presidente Lula no pleito de 2022. Para Bolsonaro, Lula só ganhará por meio de fraude. Segundo Bolsonaro, essa fraude será evitada com o voto impresso, no qual ele aposta para a próxima eleição presidencial. “O bandido foi posto em liberdade, foi tornado elegível, no meu entender, para ser presidente na fraude”, sugeriu Bolsonaro.

VAI CRIAR RAIZ

O presidente Jair Bolsonaro foi além ao criticar o resultado da pesquisa Datafolha. Na avaliação dele, caso Lula vença as eleições do ano que vem, “nunca mais vai sair”. “A canalhada da esquerda continua a mesma coisa. E uma turma ainda quer votar nesse filho do capeta aí. Olha, se esse cara voltar, nunca mais vai sair. Escreve aí”, apontou. O problçema maior para Bolsonaro é que Lula é apontado com 18 pontos percentuais à frente dele no primeiro turno e 23, no segundo. Lula teria, de acordo com a pesquisa, 41% dos votos no primeiro embate, enquanto Bolsonaro levaria 23%. No segundo, o placar mostra 55% contra 32% a favor do candidato de esquerda.

“AQUILO NO VENTILADOR”

O depoimento do ex-ministro da Saúde, Eduardo pazuello, na próxima quarta-feira, é visto como o momento propício para se jogar “merda no ventilador” e atrapalhar os planos do Palácio do Planalto. Para evitar que isso ocorra, a Advocacia Geral da União requereu pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal para que o ex-ministro possa ficar em silêncio no depoimento à CPI e não corra risco de detenção. O principal argumento é de que a oitiva poderia antecipar um “inadequado juízo de valor sobre culpabilidade” do general nas ações de enfrentamento à pandemia no período em que ele esteve no governo.

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MEIA VITÓRIA

O habeas corpus vai ser relatado pelo ministro Ricardo Lewandowski, do STF, pois um outro pedido semelhante, apresentado por um advogado que não representa o ex-ministro, foi sorteado e ficou com o magistrado. A tendência é de que Lewandowski aceite o pedido de habeas corpus. Interlocutores do ministro dizem que ele avalia existir jurisprudência embasando direito ao “remédio constitucional” nesses casos. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou que o depoimento de Pazuello é central para a CPI, mas que, caso o general não compareça ou permaneça em silêncio, existem outros meios de sanar as dúvidas dos membros do colegiado, requerendo documentos e ouvindo outros nomes do Ministério da Saúde

PORRE DE TUBAÍNA

O presidente Bolsonaro anunciou que irá tomar um porre de Tubaina com a indenização de R$ 55 mil ganha do PCdoB. O chefe do Executivo não deu muitos detalhes do processo. “Associaram a minha imagem e a da minha irmã a um atentado terrorista”, justificou Bolsonaro, acrescentando que o advogado disse a ele não cabe mais recurso. O presidente festejou o resultado e reconheceu que mais perde do que ganha nas ações que costuma entrar na Justiça. “Valeu galera”, agradeceu, sorrindo. Sobre o PCdoB, Bolsonaro disse “que apoia tudo o que não presta no mundo. Levaram uma paulada”, definiu.

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LOCKDOWN

Ainda sobre o presidente Jair Bolsonaro, ele voltou a ameaçar, indiretamente, baixar um decreto contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos em meio à pandemia da covid-19 que já vitimou mais de 430 mil brasileiros. Crítico das medidas de restrição, repetiu alfinetadas aos chefes de Executivo locais, reforçando que “não fechou nada” e que o Exército não irá às ruas para fiscalizar o cumprimento das regras, apenas para “manter a liberdade da população”. Declaração foi feita a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada nesta sexta-feira.

FAKE NEWS

Com dois comunicados o Supremo Tribunal Federal (STF) desmentiu boatos acerca dos ministros Alexandre de Moraes e de Gilmar Mendes. O STF reiterou que as fakes news sobre as atividades dos ministros estão se expandindo, e pediu cuidado no compartilhamento de informações falsas por parte da população. Sobre Moraes, o tribunal deixa claro que é falsa a montagem apontando que o ministro teria dito “Não terá voto impresso em 2022 e nem talvez Bolsonaro em 2022. O recado está dado”. Segundo o STF, Alexandre de Moraes jamais deu tal declaração. Já sobre Mendes, o Supremo deixou claro que é falsa a informação que circula nas redes sociais apontando viagens do ministro em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) — com direito a jantares especiais nos voos. A nota explica que a mentira circula desde 2018 e reforça ainda que Gilmar Mendes sequer poderia viajar legalmente em aeronaves da FAB.

 

 

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