Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

CURSO GRATUÍTO

Secel oferece 11 cursos gratuitos de capacitação profissional em audiovisual

Publicados

em

Seja na produção de filmes de variadas categorias, na estratégia de marketing de conteúdo digital ou para treinamentos e educação, a linguagem audiovisual se destaca cada vez mais. E para assegurar a qualificação dos profissionais do setor em Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) promove o Programa de Capacitação Profissional em Audiovisual para Mato Grosso, o Zoom.

De 27 de abril a 1º de agosto, serão oferecidos 11 cursos gratuitos para diversas funções da cadeia produtiva do audiovisual, abrangendo as áreas de roteiro, direção, produção, fotografia, captação de som, edição e figurino. As inscrições podem ser feitas até o dia 07 de abril na página do Programa Mato Grosso Criativo, na plataforma sympla: www.sympla.com/matogrossocriativo.

Os cursos agendados para o primeiro semestre serão realizados em formato online. Já os cursos que acontecem a partir de julho terão aulas presenciais em Cuiabá (MT).

As capacitações serão ministradas pelo Instituto Brasileiro de Audiovisual/ Escola de Cinema Darcy Ribeiro, que conta com corpo docente formado por professores atuantes e profissionais reconhecidos no setor de produção audiovisual no Brasil.

Para a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, o setor do audiovisual está em constante transformação e requer iniciativas para qualificação de seus profissionais.

“Mesmo com a pandemia, a importância do audiovisual para a economia criativa só vem crescendo. É um setor que ainda mantém uma boa perspectiva financeira, já que a tendência é ter cada vez mais pessoas assistindo vídeos. Por isso, fizemos questão de buscar uma das mais renomadas escolas de cinema do país para realizar essas qualificações. Esperamos que muita gente aproveite a oportunidade”, enfatiza Keiko.

Leia Também:  Câmara vai debater situação da Ancine

Conheça os cursos oferecidos.

Elaboração de Roteiro  

O roteirista de programas e de cinema, João Avelino, ensinará técnicas e conceitos para o desenvolvimento de argumento de roteiro cinematográfico. As aulas ocorrerão às terças e quintas-feiras, em formato online, de 27/04 a 15/06.

Mais informações e inscrição AQUI.

Introdução de roteiro para série 

Ministrada pela roteirista Monica Solon, a capacitação traz técnicas e conceitos para o desenvolvimento de argumento de séries. As aulas também acontecem às terças e quintas-feiras, em formato online, de 27/04 a 15/06.

Mais informações e inscrição AQUI.

Montagem e edição 

O curso apresentará conceitos, procedimentos técnicos, relações de trabalho e exercícios práticos de montagem e edição de produtos audiovisuais. Quem ministra é a montadora Tatiana Gouveia. Aulas online às segundas, quartas e sextas-feiras, de 03/05 a 02/06.

Mais informações e inscrição AQUI.

Criação de Figurino para Mídias Audiovisuais 

Ministrado pela produtora de moda e figurinista, Babita Mendonça, o curso traz conceitos, narrativas e técnicas de figurino, do trabalho em equipe à construção do projeto com pesquisa e criação dos personagens. As aulas serão ministradas em formato remoto, sempre aos sábados, de 08/05 a 26/06.

Mais informações e inscrição AQUI.

Pós-produção e Finalização 

João Paulo Rei, que já coordenou a finalização de centenas de longas-metragens, é quem ministra o curso. Durante as aulas, o professor apresenta conceitos e técnicas de pós-produção, como correções de cor, aplicação de elementos gráficos e efeitos especiais e tratamento de som e imagem. Aulas online aos sábados, de 08/05 a 26/06/2021.

Mais informações e inscrição AQUI.

Direção Audiovisual 

Considerando a perspectiva da direção, o curso abrange os principais elementos constitutivos da linguagem cinematográfica, como enquadramento, posição e movimento de câmera, continuidade, captação de imagem e som, montagem, pós-produção e finalização.  Aulas presenciais ministradas pelo diretor, documentarista e roteirista Victor Lopes, aos sábados e domingos, de 03/07 a 01/08.

Leia Também:  Câmara pode votar hoje regras sobre compensação da Lei Kandir aos estados

Mais informações e inscrição AQUI.

Direção de Produção 

A capacitação oferece aprendizado sobre a função, planejamento e instrumentos de gestão do diretor de produção audiovisual.  A ministrante é Márcia Bessa, que atua desde 1992 com produção cultural, cinema e audiovisual, educação superior e pesquisa. Aulas presenciais aos sábados e domingos, de 03/07 a 01/08.

Mais informações e inscrição AQUI.

Assistente de Direção 

O curso aborda o trabalho do assistente de direção, apresentando as ferramentas, responsabilidades e funções e conta ainda com exercícios práticos. Ministradas pela diretora Clara Linhart, as aulas serão oferecidas presencialmente, aos sábados e domingos, de 03/07 a 01/08.

Mais informações e inscrição AQUI.

Fotografia Digital

Por meio de conceitos e exercícios práticos, o curso apresenta conhecimentos básicos da fotografia digital, análise das estéticas cinematográficas e narrativas  fílmicas, bem como a interface da fotografia nas etapas dos projetos audiovisuais. O experiente Rodrigo Assad, que atua nas áreas de direção, fotografia e motion design, é quem ministrará as aulas presenciais, sempre aos sábados e domingos, de 10/07 a 25/07.

Mais informações e inscrição AQUI.

Captação de Som para Audiovisual

O desenhista de som, músico, compositor, diretor de áudio e diretor cinematográfico, Ricardo Mansur, é quem ministra o curso que trará conceitos, técnicas e exercícios práticos para a construção sonora no audiovisual. Aulas presenciais, aos sábados e domingos, de 10/07 a 25/07.

Mais informações e inscrição AQUI

Direção de Arte

A poética visual, a cenografia, o figurino e os objetos estarão na programação do curso que traz  noções conceituais, práticas e técnicas da direção de arte. As aulas serão ministradas presencialmente pela diretora de arte, Ana Paula Cardoso, aos sábados e domingos, de 17/07 a 01/08.

Mais informações e inscrição AQUI.

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTE & CULTURA

Encontro virtual trata de arte feminina e tradição popular

Publicados

em

A ceramista pernambucana Socorro Rodrigues, 66 anos, completados na quarta-feira (14) carrega a tradição da arte popular da família. O interesse pelos trabalhos feitos do barro veio de acompanhar o pai Zé Caboclo, um dos primeiros seguidores de Mestre Vitalino, um símbolo dessa cultura popular no Alto do Moura, em Caruaru, Pernambuco. Socorro começou a esculpir pequenas peças de brinquedos já aos seis anos e aos nove fazia peças para vender. Toda essa experiência de vida, Socorro vai contar no encontro virtual que o Museu do Pontal, do Rio de Janeiro, vai fazer nesta segunda-feira (19), às 17h.

A arte popular, no Alto do Moura, começou como uma tradição masculina a partir da obra do Mestre Vitalino, seguido por nomes como o pai de Socorro, por Manuel Eudócio e por Manuel Galdino, entre outros. As gerações seguintes começaram a mudar este comportamento e as mulheres passaram a ser reconhecidas como artistas e ceramistas.

A proximidade da participação do encontro virtual, que ela vê como mais um incentivo para tornar a sua arte conhecida, a deixou ansiosa. “Com esses tempos difíceis e a situação toda que está o nosso país, mas que se Deus quiser vai passar, né? Aí é muito importante. É mais uma divulgação para a gente poder vender. A pessoa fica mais conhecida, como eu estou vendendo na internet”, informou, à Agência Brasil, acrescentando que o seu site foi feito pela neta.

Preservação

Na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas, foram as mulheres que começaram a tradição de arte cerâmica, como dona Isabel Mendes da Cunha, da comunidade Santana do Araçuaí; e Noemisa, de Caraí; entre outras. Há cerca de 20 anos o fotógrafo mineiro Lori Figueiró tem feito registros de benzedeiras e parteiras, como forma de preservar a cultura popular da região. Nesse tempo, tem encontrado muitas histórias, como a da dona Generina Isidório da Silva, uma benzedeira de 106 anos, que está completamente lúcida e tem tataranetos. Lori contou que a conhece há mais de 10 anos e durante esse tempo vem fazendo registros fotográficos dela, de Blandina Silva Souza, mais conhecida como dona Baranda, que tem mais de 90 anos e não é possível precisar a idade porque perdeu os documentos e de Vera Lúcia Marques de 72 anos. Todas as três moram em Araçuaí, no médio Jequitinhonha. “Eu venho fotografando constantemente com a ideia de fazer um livro em homenagem a essas três benzedeiras. Nenhuma delas está deixando seguidores. As três lamentam”, completou Lori à reportagem da Agência.

Leia Também:  Câmara pode votar hoje regras sobre compensação da Lei Kandir aos estados

Tantos registros depois de várias manifestações artísticas, pela primeira vez Lori vai participar de uma live. Embora seja sobre um assunto que conhece bastante, está com grande expectativa e com certa ansiedade para falar dos conhecedores tradicionais, como costuma chamar os artistas, especialmente, da região do alto e do médio Vale do Jequitinhonha. “Eu registro benzedeiras, parteiras, artesãos de um modo geral, os grupos de congado, tambozeiros de Nossa Senhora do Rosário, as pessoas que ainda fazem os saberes mais tradicionais mesmo, a farinha de mandioca, a rapadura. Trabalho com essas pessoas”, disse.

Para Lori Figueiró, parte do trabalho que faz é o registro do final de uma era, uma vez que alguns ofícios não estão sendo repassados para novas gerações, como é o caso de quem produz a farinha e a mandioca pelos métodos tradicionais. “Os mais jovens não querem mais este tipo de trabalho ou esse tipo de ofício”, observou.

Essa situação, conforme o fotógrafo, muda um pouco quando a manifestação cultural é mais relacionada à cerâmica e às esculturas em madeira. “Acredito que isso vai perdurar um pouco mais, mas as benzedeiras, as pessoas que fazem algum tipo de culinária, isso vem se perdendo muito. Os jovens não querem muito e os pais e avós não estão conseguindo repassar”, completou, destacando que uma das razões é o maior interesse pelas redes sociais.

Segundo o fotógrafo, em 2011, quando fez um trabalho em Jenipapo de Minas, a associação da tecelãs do local tinha em torno de 60 mulheres e hoje está praticamente fechada. Na mesma época a associação de tecelãs da cidade Berilo tinha 120 pessoas e agora em torno de 7 pessoas entre homens e mulheres trabalhando no tear. “Isso vem se perdendo”, completou.

“Embora eu fale que venho registrando o final de uma era, ainda tem muita coisa para registrar. É impressionante a força do povo, principalmente, as mulheres que são a força motriz do Vale”.

Para Joana Corrêa, que vai ser a mediadora do encontro, o aprimoramento técnico dos artistas vem colaborando para a preservação de parte da cultura popular da região. Ela é carioca, mas se mudou para o alto do Jequitinhonha de onde acompanha os trabalhos de artistas locais. O encontro virtual, na visão dela, vai permitir também o debate de uma arte feita por mulheres, que originalmente era produzida por homens. Como antropóloga, ela disse que a ação do tempo não consegue preservar tudo e, cada geração, traz uma nova contribuição. “Eu não tenho um olhar negativo com relação a essas mudanças. Os jovens vão encontrar os seus caminhos. O que tem hoje de produção cerâmica no Vale do Jequitinhonha em relação há 20 anos, é infinitamente mais amplo e complexo”, observou, concordando com Lori, que no caso das benzedeiras isso é mais difícil.

Leia Também:  Festival de Música da Nacional FM tem recorde de inscrições

Encontro

Além de Socorro Rodrigues e do o fotógrafo Lori Figueiró o encontro vai ter a presença da ceramista Ducarmo Barbosa, de Minas Novas e Turmalina, em Minas Gerais e da ativista cultural e congadeira quilombola Sanete Esteves de Sousa, do Quilombo Mocó dos Pretos, em Berilo, também em Minas. Sanete vai mostrar também os aspectos intersecções sociais e raciais que se misturam nos desafios de ser liderança e artista da cultura popular. “O Vale sempre foi tratado como muito caboclo, mas, na verdade, tem uma tradição negra, da região das Minas fundada por uma população majoritariamente de origem africana. Essa tradição muitas vezes é apagada. A Sanete traz essa força e muito raiz do Vale”, disse Joana em entrevista à Agência Brasil.

Livro

O encontro vai celebrar ainda o lançamento da segunda edição do livro Mulheres do Vale, substantivo feminino, de Lori Figueiró, pelo Centro de Cultura Memorial do Vale, no Serro. |Além de fotos, a publicação traz depoimentos das pessoas que fazem algum tipo de trabalho, que segundo o autor, deve ser preservado e poemas sobre elas. “É uma seleção de imagem de um vale mais tradicional e mais preservado. As casas com seus fogões de lenha, as paredes revestidas de imagens sacras misturadas com fotografias dos familiares, As benzedeiras, as mulheres que foram parteiras, as artesãs. O livro tem esse conjunto de imagens mais tradicionais do vale”, revelou. A primeira edição foi em 2019.

Mulheres do Vale está em sua segunda edição Mulheres do Vale está em sua segunda edição

Mulheres do Vale está em sua segunda edição – Lori Figueiró

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA