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Imortal da Academia Mato-grossense de Letras é homenageado em sarau

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O Sarau Dunga Rodrigues Vive realizará, na próxima sexta-feira (21), às 19h, na Casa Barão de Melgaço um evento em homenagem a esta imortal da Academia Mato-grossense de Letras (AML), que deixou um legado inestimável, não somente na música, mas em todos os campos de sua atuação cultural. O sarau é fruto de projeto aprovado em edital da Lei Federal Aldir Blanc em Cuiabá, executado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, com apoio do Conselho Municipal de Política Cultural de Cuiabá. Seguindo todos os protocolos sanitários, o sarau será gravado e disponibilizado posteriormente no Youtube para acesso do público a partir do dia 24 de maio

O evento presencial será restrito para trinta convidados, entre autoridades, membros do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, Academia Mato-grossense de Letras e do Conservatório Dunga Rodrigues.

A Casa Barão de Melgaço foi o local escolhido para a realização do evento por conta de sua simbologia para a homenageada, Dunga Rodrigues. O local é a residência do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso há 102 anos e da Academia Mato-Grossense de Letras há 100 anos, que Dunga frequentou e colaborou enquanto associada efetiva. “Nada mais justo que o Solar de Melgaço abrigar o Sarau, onde serão apresentadas músicas e danças de predileção de Dunga”, afirmou Elizabeth Siqueira.

O sarau se inicia com a execução da obra-prima Rapsódia Cuiabana, peça que Dunga Rodrigues encomendou ao maestro Miguel Ângelo Ruiz, natural de Santos e radicado em Bauru, especialmente para as comemorações dos 250 anos de sua cidade natal, Cuiabá. Na ocasião, a partitura foi executada por Dunga ao piano e Tote Garcia no violino.

Na Rapsódia Cuiabana há elementos dos ritos religiosos, hinos e rasqueados cuiabanos. Trata-se de um arranjo para piano a quatro mãos, elaborado pela arranjadora e pianista Hannelore Ema Bucher, de Vitória/ES, encomendado pela diretora do Conservatório Musical Dunga Rodrigues.

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A parte instrumental fica a cargo do Conservatório Musical Dunga Rodrigues, apresentada, a quatro mãos, por Edith Seixas, diretora do Conservatório e Ebe Sofia Amorim, tendo a parte final da Rapsódia, a do rasqueado, abrilhantada por dois dançarinos, Francis Petini e Priscila de Paula, integrantes do Grupo Flor Ribeirinha.

A segunda parte do Sarau será dedicada ao compositor brasileiro Ernesto Nazaré, nascido no Rio de Janeiro em 1863, e falecido na mesma cidade em 1934. Sua música se situa entre a erudita e a popular, gênero peculiar entre a valsa e o choro, a que chamava de “tango brasileiro”. A brasilidade de Ernesto Nazaré era muito do agrado da pianista Dunga Rodrigues. Deste compositor serão executadas quatro peças: Turbilhão de Beijos, valsa lenta publicada em 1911 por Bevilacqua & Cia., sob encomenda da Casa Mozart, e Turuna, grande tango característico de Ernesto Nazareth, publicado em 1899 pela Bevilacqua & Cia.

As duas últimas peças do mesmo compositor serão executadas ao piano e dançadas pelos dois componentes do Grupo Flor Ribeirinha, a saber, o famoso Brejeiro, primeiro tango brasileiro de Nazareth, publicado em 1893 por Fontes & Cia., e o não menos aplaudido Odeon.

“Todos, presencial ou virtualmente, serão bem vindos ao Sarau, uma justa homenagem àquela que tanto colaborou para a cultura de Mato Grosso, Dunga Rodrigues”, finalizou Elizabeth Madureira.

Sobre Dunga Rodrigues

Maria Benedita Deschamps Rodrigues, Dunga Rodrigues, nasceu em Cuiabá-MT, aos 15 de julho de 1908, tendo completado, em 2021, 113 anos. Os primeiros estudos foram cursados junto ao tradicional Asilo Santa Rita, como aluna externa, e em seguida na Escola Modelo Barão de Melgaço. O ensino médio foi realizado no tradicional Liceu Cuiabano.

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Diplomou-se em piano e harmonia pelo Conservatório Musical de Mato Grosso e pelo Conservatório Brasileiro de Música (RJ), com certificado registrado junto ao Instituto Villa Lobos. Diplomou-se contadora pela Escola Técnica de Comércio de Cuiabá.

Lecionou piano e francês em diversos estabelecimentos de ensino. Pelos seus conhecimentos sobre a cultura e musicalidade regional, foi admitida como Agente Didático no Núcleo de Documentação e Informação Histórica Regional da Universidade Federal de Mato Grosso.

Membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso, publicou as seguintes obras: Uma aventura em Mato Grosso (1984), Reminiscências de Cuiabá, em comemoração aos 250 anos de Cuiabá, Marphysa, romance folclórico cuiabano, Os Vizinhos, Cuiabá: roteiro de lendas, Memória Musical da Cuiabania (em 4 volumes), Lendas de Mato Grosso, Cuiabá ao longo de cem anos, em coautoria com Maria de Arruda Müller, Colcha de Retalhos e Movimento musical em Cuiabá.

Ela foi empossada na AML, no dia 19 de setembro de 1984, ocupando a Cadeira nº 39, tendo sido recepcionada pelo Acadêmico António de Arruda, cujo discurso foi intitulado Dunga Plural, visto seus múltiplos talentos.

Faleceu na cidade litorânea de Santos-SP, no dia 8 de janeiro de 2001.

SERVIÇO

Sarau Dunga Rodrigues Vive

DATA: 21/05 (sexta-feira)

HORA: 19h

LOCAL: Presencial na Casa Barão de Melgaço para apenas 30 convidados identificados em convite. A partir do dia 24/05 ficará disponível no youtube para todo o público.

**com informações da assessoria do projeto 

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ARTE & CULTURA

Marta Cocco em livros que estimulam a imaginação e os sentimentos

Escritora comemora três décadas literárias e lança títulos na Amazon a preços simbólicos

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No trajeto de uma vereda literária que ultrapassa três décadas em 2021, Marta Cocco escreve mais uma página da sua própria saga, disponibilizando toda a sua obra em versos na plataforma Amazon. São cinco livros em segunda edição e o inédito Domicílio. A autora define o momento como uma comemoração à vida em tempos de pandemia. E há muito para se comemorar, afinal, a escritora acumula quatro prêmios literários e uma seleção pelo Ministério da Educação em âmbito nacional. Além do mais, chegou aos 55 anos em 18 de setembro, um justo motivo para presentear seus leitores com essas novidades.

Marta Cocco: “Quando a família lê junto, participa do processo, aí é fantástico. A criança se inspira muito nos modelos que tem por perto”

Domicílio já estava pronto desde 2017, conta a escritora, com argumentos sólidos e memórias afetivas à flor da pele. “Na época não quis publicar, porque em 2016 já havia lançado três livros. Achei que ficaria muito over. Aí esperei 2021 porque todos os outros livros de poemas, coincidentemente, foram lançados em anos com final 1 ou 7. Então resolvi manter isso.  O curioso é que, no ano passado,  lancei dois livros infantis e neste ano mais dois, portanto, agora também está over”, diz Marta com semblante de felicidade e riso largo.

Otimista, Marta Cocco não se influenciou pelas incertezas acerca da pandemia da Covid-19 e rascunhou mais uma página escrita a próprio punho. “Não poderia adiar mais nada. Afinal, não se sabe se teremos o amanhã”, filosofou ao abraçar um exemplar de Domicílio. Cheirou o livro, como faz um leitor apaixonado e deitou sobre as pernas ninando-o como um filho mais novo. Ela não esconde a sua paixão pela literatura e o zelo por Domicílio, obra oportuna em tempos de Covid.

Literatura é significativa quando traz um sentido e é a curiosidade que nos faz amadurecer com os textos

O momento atual foi mais do que apropriado para os lançamentos. Os novos poemas de Marta Cocco versam sobre o mundo e a palavra como domicílios do ser. “Estar no mundo sujeito às imposições da sobrevivência num sistema que anula algumas potências da natureza humana, não é fácil. O pensamento que se forma nas entranhas dos sentidos vai se organizando em versos que a gente publica, porque deseja repartir”, diz a poeta.

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ENTRE DOIS UNIVERSOS

Marta Cocco se define como uma pessoa que gosta de aprender e não encontrou barreiras ao transitar entre os títulos infanto-juvenis e os adultos. Ao rigor da palavra, há textos apropriados para cada idade. No entanto, há crianças lendo e adorando livros com títulos adultos, bem como adultos se divertindo com leituras infantis.

Sua imersão à literatura infantil aconteceu quase que por acaso, em 2011, quando o Sesc Arsenal produziu um musical com poemas de autores regionais. As obras de Marta Cocco já estavam sobre a mesa quando surgiu um convite inusitado: fazer um poema infantil exclusivo para o evento. “Aceitei o desafio e escrevi Doce de formiga, uma cantiga baseada numa experiência com meu filho, aos dois anos”, revelou a escritora. Foi o ponto de partida para Marta tomar gosto e não parar mais. “Escrever para crianças é uma felicidade, gosto de imaginar as crianças criativas, fazendo bagunça no bom sentido, perguntando, se divertindo, aprendendo. Gosto de imaginar que a criança tem uma vida pela frente e precisa do contato com o lúdico e outros aspectos inerentes ao universo dela, a fim de se fortalecer para a vida adulta”.

“Escrituras animais” e “As coisas cansadas das mesmas coisas” são obras que se enquadram no contexto descrito pela autora. A criança está numa das fases mais bonitas da vida, que é a de, tendo aprendido a falar, desejar aprender a ler, e tendo lido, ter curiosidade pelos mundos contidos nos livros. “Aprender a ler é mágico para a criança. E a contribuição para seu desenvolvimento é enorme. Muitas habilidades linguísticas e cognitivas passam a ser exercitadas, além da formação humana, que é fundamental. Quando a família lê junto, participa do processo, aí é fantástico. A criança se inspira muito nos modelos que tem por perto”.

Marta Cocco comemora o seu novo momento literário em formato digital na maior plataforma de livros do Planeta, a Amazon. Desde 1991 como autora e enquanto professora de Literaturas da Língua Portuguesa na Unemat, a partir de 2006, vivenciou que a leitura provoca o bem estar e faz viajar através do imaginário, olhando a realidade com outros olhos. “Literatura é significativa quando traz um sentido e é a curiosidade que nos faz amadurecer com os textos”. Escreveu 16 títulos entre poemas, contos, histórias infantis, além de críticas literárias.

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Ativa como pesquisadora do grupo Ler (Unemat/CNPq) e ocupante da cadeira nº 18 na Academia Mato-Grossense de Letras, Marta Cocco se prepara para um novo livro ainda sem título. “Escrever se torna vício. Ler, idem. Considerando o rico imaginário de quem lê e a facilidade em entrar no mundo da fantasia, me mantenho nessa mesma vereda literária. Enquanto professora, mãe e autora, enfatizo a importância da literatura na educação infantil, no desenvolvimento de crianças e adultos, além da inserção de ambos ao universo da leitura e da escrita”.

E-BOOKS DISPONÍVEIS

A segunda edição dos livros de Marta Cocco foi organizada pela editora Gesto e contou com a supervisão da própria autora. “Gosto de participar de todo o processo de produção do livro, inclusive da criação das capas. Ali se vê a alma do texto e o estado de espírito do autor”, conta.

As obras estão disponíveis em formato e-book no site Amazon, sendo Divisas, Partido, Meios, Lé e o elefante de lata, Sete Dias e Sábado ao preço simbólico de US$1. Já o livro Domicílio, custará US$3 no formato digital. O livro físico poderá ser adquirido diretamente com a autora, com pedido via whatsapp – (65) 99341 9304, por R$30,00, já incluídas as despesas dos Correios.

COLETÂNEA DE OBRAS

– Divisas – poemas (Ed. da autora, 1991);

– Partido – poemas (Tempo Presente, 1997);

– Meios – poemas (Ed. da autora, 2001);

– O ensino da literatura produzida em Mato Grosso (Cathedral, 2006);

– Sete dias – poemas (Galo Branco, 2007);

– Sábado ou cantos para um dia só – poesia (Carlini & Caniato, 2011);

– Lé e o elefante de lata – infantil (Ideias, 2013);

– Doce de formiga – infantil (Tanta Tinta, 2014);

– Mitocrítica e poesia – crítica literária (Carlini e Caniato, 2016);

– Não presta pra nada – contos (Carlini & Caniato, 2016)

– Sabichões – infantil (Tanta Tinta,2016);

– Meu corpo é uma fabricazinha? – infantil (ed. da autora, 2020);

– Escrituras animais – infantil (Gesto,2020);

– As coisas cansadas das mesmas coisas (Gesto, 2021).

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