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Hernani Calháo promove live sobre ‘O elo perdido – O primeiro livro de poesias de Mato Grosso’

A obra é produto de estudo para estabelecimento de texto crítico visando à reedição da obra Harpejos Poéticos, de Joaquim José Rodrigues Calháo: Poemas Cuiabanos de 1981

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Nesta segunda-feira, às 19 horas, o advogado e escritor Antônio Hernani Pedroso Calháo participa de uma live pelo canal PPGEL- Unemat (Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários). O autor irá falar sobre o seu recente trabalho ‘O elo perdido – O primeiro livro de poesias de Mato Grosso’. Para o debate foram convidados os professores doutores Manoel Mourivaldo (USP) e Ealnice Vilalva (Unemat), além do escritor Dr. Sady Folch.

Editado pela Carlini & Caniato, a obra é produto de estudo para estabelecimento de texto crítico visando à reedição da obra Harpejos Poéticos, de Joaquim José Rodrigues Calháo: Poemas Cuiabanos de 1981. Referido estudo foi realizado junto ao Programa de Pós-doutoramento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, junto ao Programa de Pós-Graduação Filologia e Língua Portuguesa, sob a orientação do Prof. Dr. Manoel Mourivaldo Santiago-Almeida.

Na realidade, os poemas foram publicados entre 1877 e 1884 na imprensa de Mato Grosso e que foram reunidos em uma antologia, em 1891. A obra ficou desaparecida por mais de um século das bibliotecas e acervos privados. O único exemplar existente estava depositado na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, que foi utilizado para o processo editorial.

A história do poeta Joaquim Calháo, natural de Salvador, Bahia, inicia-se com a sua busca de seu amor juvenil, Sra. Umbelina Carolina Barreto, também baiana. Ela era órfã de pai tendo como tutor seu irmão, o Padre Ernesto Camilo Barreto que desaprovara o namoro. O Padre Ernesto, a convite do Governo Imperial muda-se com a família, para Cuiabá – Mato Grosso, para implantar o Seminário da Conceição. Joaquim Calháo vai em busca de sua amada e com ela casa-se em 1857. Exerceu a função de jornalista e editor de um dos mais importantes jornais do Estado, denominado “A Província de Matto-Grosso”.

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Era um homem de letras e educador. Por sua destemida atuação política encontrou muitos opositores, já que defendia o Partido Liberal e seu ideário. Por ser baiano sofreu várias formas de discriminação ao ser-lhe impingido a alcunha de pau-rodado, expressão desairosa para os baianos que se radicaram em Cuiabá. Essa discriminação pode ser apontada como o fundamento para o silenciamento de sua obra poética. O texto foi esquecido e apagado da História da Literatura de Mato Grosso. A sua reedição o reinsere no mercado literário com a sua contribuição filológica, cujo repertório remonta a erudição dos autores lusófonos de expressão na literatura universal, do galego e trações das línguas de matriz latina. De outro prisma o trabalho possibilita, ao estudioso da literatura, enquadrá-lo no cânone literário estadual. Essa condição foi negada ao autor em razão do pensamento hegemônico das letras e da política estaduais. Daí o caráter documental da obra, cuja narrativa procura desvendar o radicalismo da retórica do segregacionismo omissivo ou silenciador da produção literária mato-grossense.

O processo de reedição levou em consideração dois pressupostos para o seu desenvolvimento: 1) o aspecto histórico como um documento-monumento de caráter literário, social e cultural 2) sua importância como referencial poético do autor para as pesquisas contemporâneas. A recensão indicou setenta e seis poesias, com setenta e cinco verbetes, em glossário, de lexias em desuso no vernáculo brasileiro.

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Os parâmetros empregados na fixação do novo texto foram arroladas no tópico relativo às normas de edição, com a transcrição sua transcrição integral, respeitando as construções frasais tal qual apresentada pelo autor, mas modernizando a ortografia, sinais de pontuação, numeração das poesias, construção de um glossário e apontamentos históricos, antroponímicos e toponímicos. A partir da 2ª edição a obra retorna ao contexto literário mato-grossense, assumindo o seu lugar na história.

Quem é Antônio Hernani Pedroso Calháo

Fez pós-doutorado na Universidade de Coimbra – Portugal. Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e Mestre em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Graduou-se em Economia e Direito pela Universidade Federal de Mato Grosso.

É Advogado inscrito sob o nº 299079 na OAB-SP, Professor Assistente da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Professor convidado do Programa de Pós-Graduação da Escola de Direito de São Paulo/GV Law no Curso de Gestão Pública Judiciária.

Exerceu, até 2010, o cargo de Professor Associado I da Universidade Federal de Mato Grosso. Na área jurídica desenvolve atividades ligadas ao Direito Constitucional e Administrativo, com ênfase na teoria das organizações e gestão. Atuou no Poder Judiciário como Analista atuando como Assessor e Secretário Geral da Presidência do TRT de São Paulo, onde se aposentou. É membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas, titular da cadeira 63.

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ARTE & CULTURA

Florada dos Ipês é atração em galeria de fotógrafo cuiabano

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Tendo como identidade de seus trabalhos a Florada dos Ipês, o fotógrafo Amaury Santos celebra o sucesso de sua galeria de arte homônima, localizada no Espaço La Provence, em Cuiabá, onde expõe suas fotografias com a coleção Nature, retratando uma parte de Chapada dos Guimarães, Pantanal e a Lagoa Azul, em Primavera do Leste.

De acordo com Amaury, o convite aconteceu porque seu primo Edson Canuto trabalha no espaço e, em conversa com os proprietários, contou sobre seu trabalho fotográfico. Em uma reunião de apresentação, descobriu-se que além de fotografias de qualidade, os públicos eram afins. Uma vez que, até então, no espaço não se trabalhava com artistas, surgiu a oportunidade e a parceria foi firmada.
As obras foram produzidas e a exposição foi montada. “ Estou muito feliz. É um caminho em construção, as coisas estão fluindo e tenho certeza de que tudo vai dar certo ”, explica ele.

Entre as 15 obras expostas no local, está a premiada em primeiro lugar no Brasília Photo Show, categoria agronegócio: Cavalos Pantaneiros, que retrata o dia a dia do homem pantaneiro, o peão, a lida com o cavalo, o Lago de Manso, a Lagoa Azul em Primavera do Leste, além dos Ipês. Ele também disponibiliza um catálogo com diversos temas das belezas do nosso Estado. As obras serão produzidas de acordo com o tamanho e projeto do ambiente do cliente.

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A Galeria Amaury Santos, é aberta ao público em geral. Funciona em horário comercial, de segunda a sábado e as vendas das obras são realizadas pela La Provance Decor, loja de decoração que fica no local.
“É bom saber que a minha galeria, está atraindo mais público para o espaço. Isso é um ponto muito positivo”, revela Amaury.

*Serviço*
O que: Galeria Amaury Santos
Horário: Segunda à sexta – 08h30 às 18h / Sábado – 08h30 às 17h.
Onde: Espaço La Provence – Av. Presidente Marques, 35 – Goiabeiras, Cuiabá – MT

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