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LGBTI+

Artistas e produtores celebram cultura LGBTI+ e cobram política para o setor

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Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Audiência Pública - Cidadania e Políticas de Cultura para a população LBTQIA+. Apresentação de vídeo
Audiência pública teve apresentações por vídeo de artistas LGBTI*

Com a canção “Além do arco-íris” e outras interpretações da cantora Leila Maria, artistas, produtores e ativistas LGBTI+ celebraram nesta terça-feira (25) a produção cultural da comunidade e reivindicaram políticas públicas específicas para o setor. Eles denunciaram aos deputados da Comissão de Cultura da Câmara dos deputados que os trabalhadores culturais LGBTI+ sofreram dificuldade de acesso ao auxílio financeiro da Lei Aldir Blanc, que busca apoiar profissionais da área prejudicados pelas medidas de distanciamento social por causa do coronavírus.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que promoveu a audiência pública, propôs a criação de um marco legal para a política de cultura LGBTI+. Ela convidou representantes da comunidade a participar da elaboração de um anteprojeto de lei. “Precisamos construir marcos para valorizar a cultura LGBTI+, que tem se tornado invisível por várias políticas culturais. Precisamos de uma política que seja permanente, que possa acolher, dar liberdade e enfrentar os resquícios das normas heteronormativas”, defendeu.

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Censura e cesta básica
O estilista e coordenador do projeto Escola de Divines, Almir França, afirmou que a pandemia deixou claro que os grupos LGBTI+ estão invisíveis na cultura. “Não fomos contemplados na Lei Aldir Blanc. Precisamos de orçamento e política pública para entrar na agenda cultural, seja na esfera municipal, estadual e federal”, lamentou.

O representante do Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBTI+ Cláudio Nascimento reclamou que a Secretaria Nacional de Cultura não reconhece a existência da produção cultural LGBTI+. “Os movimentos conservadores querem censurar nossas produções. Um povo sem cultura não reconhece sua pluralidade e identidade”, declarou.

O produtor cultural e ativista Diego Oliveira, representante da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, apontou para a necessidade de leis que garantam a pluralidade e diversidade no setor cultural. “Em São Paulo, temos ações e programas garantidos por lei e decreto, mas no Rio as ações de referência estão passando por momento delicado”, comentou. Ele observou que a associação tem arrecadado cestas básicas para amparar artistas da comunidade atingidos pela crise provocada pela pandemia.

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Futuro mais colorido
A defensora pública federal Ana Oliveira reconheceu a dificuldade de acesso ao auxílio financeiro e editais públicos da Lei Aldir Blanc pela comunidades LGBTI+, além dos indígenas e quilombolas. Ela informou que a Defensoria Pública Federal ajuizou uma ação civil pública em São Paulo para prorrogar os efeitos da lei. “A população tem o direito de participar livremente na vida cultural, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero”, argumentou.

A presidente da Associação Brasileira de Estudos da Homocultura, Jaqueline Gomes de Jesus, destacou a importância da cultura LGBTI+ para lidar com os traumas e as violências enfrentadas pela comunidade. “Temos reelaborado nossa função na sociedade para ocupar espaços por um futuro melhor e mais colorido”, apontou.

Reportagem – Francisco Brandão
Edição – Geórgia Moraes

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ARTE & CULTURA

Marta Cocco em livros que estimulam a imaginação e os sentimentos

Escritora comemora três décadas literárias e lança títulos na Amazon a preços simbólicos

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No trajeto de uma vereda literária que ultrapassa três décadas em 2021, Marta Cocco escreve mais uma página da sua própria saga, disponibilizando toda a sua obra em versos na plataforma Amazon. São cinco livros em segunda edição e o inédito Domicílio. A autora define o momento como uma comemoração à vida em tempos de pandemia. E há muito para se comemorar, afinal, a escritora acumula quatro prêmios literários e uma seleção pelo Ministério da Educação em âmbito nacional. Além do mais, chegou aos 55 anos em 18 de setembro, um justo motivo para presentear seus leitores com essas novidades.

Marta Cocco: “Quando a família lê junto, participa do processo, aí é fantástico. A criança se inspira muito nos modelos que tem por perto”

Domicílio já estava pronto desde 2017, conta a escritora, com argumentos sólidos e memórias afetivas à flor da pele. “Na época não quis publicar, porque em 2016 já havia lançado três livros. Achei que ficaria muito over. Aí esperei 2021 porque todos os outros livros de poemas, coincidentemente, foram lançados em anos com final 1 ou 7. Então resolvi manter isso.  O curioso é que, no ano passado,  lancei dois livros infantis e neste ano mais dois, portanto, agora também está over”, diz Marta com semblante de felicidade e riso largo.

Otimista, Marta Cocco não se influenciou pelas incertezas acerca da pandemia da Covid-19 e rascunhou mais uma página escrita a próprio punho. “Não poderia adiar mais nada. Afinal, não se sabe se teremos o amanhã”, filosofou ao abraçar um exemplar de Domicílio. Cheirou o livro, como faz um leitor apaixonado e deitou sobre as pernas ninando-o como um filho mais novo. Ela não esconde a sua paixão pela literatura e o zelo por Domicílio, obra oportuna em tempos de Covid.

Literatura é significativa quando traz um sentido e é a curiosidade que nos faz amadurecer com os textos

O momento atual foi mais do que apropriado para os lançamentos. Os novos poemas de Marta Cocco versam sobre o mundo e a palavra como domicílios do ser. “Estar no mundo sujeito às imposições da sobrevivência num sistema que anula algumas potências da natureza humana, não é fácil. O pensamento que se forma nas entranhas dos sentidos vai se organizando em versos que a gente publica, porque deseja repartir”, diz a poeta.

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ENTRE DOIS UNIVERSOS

Marta Cocco se define como uma pessoa que gosta de aprender e não encontrou barreiras ao transitar entre os títulos infanto-juvenis e os adultos. Ao rigor da palavra, há textos apropriados para cada idade. No entanto, há crianças lendo e adorando livros com títulos adultos, bem como adultos se divertindo com leituras infantis.

Sua imersão à literatura infantil aconteceu quase que por acaso, em 2011, quando o Sesc Arsenal produziu um musical com poemas de autores regionais. As obras de Marta Cocco já estavam sobre a mesa quando surgiu um convite inusitado: fazer um poema infantil exclusivo para o evento. “Aceitei o desafio e escrevi Doce de formiga, uma cantiga baseada numa experiência com meu filho, aos dois anos”, revelou a escritora. Foi o ponto de partida para Marta tomar gosto e não parar mais. “Escrever para crianças é uma felicidade, gosto de imaginar as crianças criativas, fazendo bagunça no bom sentido, perguntando, se divertindo, aprendendo. Gosto de imaginar que a criança tem uma vida pela frente e precisa do contato com o lúdico e outros aspectos inerentes ao universo dela, a fim de se fortalecer para a vida adulta”.

“Escrituras animais” e “As coisas cansadas das mesmas coisas” são obras que se enquadram no contexto descrito pela autora. A criança está numa das fases mais bonitas da vida, que é a de, tendo aprendido a falar, desejar aprender a ler, e tendo lido, ter curiosidade pelos mundos contidos nos livros. “Aprender a ler é mágico para a criança. E a contribuição para seu desenvolvimento é enorme. Muitas habilidades linguísticas e cognitivas passam a ser exercitadas, além da formação humana, que é fundamental. Quando a família lê junto, participa do processo, aí é fantástico. A criança se inspira muito nos modelos que tem por perto”.

Marta Cocco comemora o seu novo momento literário em formato digital na maior plataforma de livros do Planeta, a Amazon. Desde 1991 como autora e enquanto professora de Literaturas da Língua Portuguesa na Unemat, a partir de 2006, vivenciou que a leitura provoca o bem estar e faz viajar através do imaginário, olhando a realidade com outros olhos. “Literatura é significativa quando traz um sentido e é a curiosidade que nos faz amadurecer com os textos”. Escreveu 16 títulos entre poemas, contos, histórias infantis, além de críticas literárias.

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Ativa como pesquisadora do grupo Ler (Unemat/CNPq) e ocupante da cadeira nº 18 na Academia Mato-Grossense de Letras, Marta Cocco se prepara para um novo livro ainda sem título. “Escrever se torna vício. Ler, idem. Considerando o rico imaginário de quem lê e a facilidade em entrar no mundo da fantasia, me mantenho nessa mesma vereda literária. Enquanto professora, mãe e autora, enfatizo a importância da literatura na educação infantil, no desenvolvimento de crianças e adultos, além da inserção de ambos ao universo da leitura e da escrita”.

E-BOOKS DISPONÍVEIS

A segunda edição dos livros de Marta Cocco foi organizada pela editora Gesto e contou com a supervisão da própria autora. “Gosto de participar de todo o processo de produção do livro, inclusive da criação das capas. Ali se vê a alma do texto e o estado de espírito do autor”, conta.

As obras estão disponíveis em formato e-book no site Amazon, sendo Divisas, Partido, Meios, Lé e o elefante de lata, Sete Dias e Sábado ao preço simbólico de US$1. Já o livro Domicílio, custará US$3 no formato digital. O livro físico poderá ser adquirido diretamente com a autora, com pedido via whatsapp – (65) 99341 9304, por R$30,00, já incluídas as despesas dos Correios.

COLETÂNEA DE OBRAS

– Divisas – poemas (Ed. da autora, 1991);

– Partido – poemas (Tempo Presente, 1997);

– Meios – poemas (Ed. da autora, 2001);

– O ensino da literatura produzida em Mato Grosso (Cathedral, 2006);

– Sete dias – poemas (Galo Branco, 2007);

– Sábado ou cantos para um dia só – poesia (Carlini & Caniato, 2011);

– Lé e o elefante de lata – infantil (Ideias, 2013);

– Doce de formiga – infantil (Tanta Tinta, 2014);

– Mitocrítica e poesia – crítica literária (Carlini e Caniato, 2016);

– Não presta pra nada – contos (Carlini & Caniato, 2016)

– Sabichões – infantil (Tanta Tinta,2016);

– Meu corpo é uma fabricazinha? – infantil (ed. da autora, 2020);

– Escrituras animais – infantil (Gesto,2020);

– As coisas cansadas das mesmas coisas (Gesto, 2021).

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