Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

VALORIZAÇÃO

Valorização de mulheres rurais ajuda a promover a produtividade da agricultura

Publicados

em

Ao participar do lançamento da 5ª edição da campanha #Mulheres Rurais, mulheres com direitos, nesta quarta-feira (29), a ministra Tereza Cristina (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) disse que o empoderamento das mulheres rurais significa a promoção do crescimento e a produtividade da agricultura, que é o grande motor econômico do Brasil. Segundo a ministra, apesar de as mulheres dirigirem cerca de 20% dos estabelecimentos rurais no Brasil, a área desses estabelecimentos equivale a apenas 8,5% da área rural total do país.

“Mulheres têm menos acesso a crédito, à tecnologia, à mecanização, à assistência técnica, a recursos produtivos e ao cooperativismo. O que isso representa é potencial econômico perdido”, ressaltou Tereza Cristina.

Segundo ela, as ações previstas pela campanha são importantes para o intercâmbio de informações, a difusão de conhecimento e a troca de experiências, que “são vitais para mostrar toda a luta e a capacidade da mulher do campo, e para dar às mulheres rurais os meios para seguir crescendo, seguir melhorando”. A ministra também lembrou que a agropecuária brasileira terá um papel determinante na retomada econômicas pós-pandemia da Covid-19, e as mulheres rurais brasileiras serão parte importante desse esforço.

“Queremos ver mais mulheres administrando fazendas, dirigindo tratores, chefiando cooperativas, pescando, plantando e colhendo, enfim, mais mulheres se beneficiando da pujança do agro brasileiro”, disse a ministra.

Leia Também:  Câmara rejeita proposta sobre ajuda financeira para que municípios elaborem plano diretor

A campanha é uma iniciativa conjunta, de âmbito internacional e intersetorial, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), com a colaboração de diversas instituições e entidades governamentais, além de organizações da sociedade civil e entidades privadas de toda a América Latina que buscam reconhecer a liderança, as capacidades e as necessidades das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes da região.

O representante da FAO no Brasil, Rafael Zavala, lembrou que muitas mulheres rurais latino-americanas sofrem impactos das limitações para acessar recursos produtivos como terra, água, insumos agrícolas, financiamento e treinamento, além de barreiras para colocar seus produtos no mercado. Para ele, a campanha chega em boa hora, para tornar mais visível o papel dessas mulheres. “Ações inovadoras, principalmente aquelas envolvendo o desenvolvimento tecnológicas serão essenciais para impactar de maneira positiva os desafios da pandemia de Covid-19, especialmente nas condições de vida dessas mulheres rurais”, disse.

Também presente ao evento, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, disse que o governo precisa fortalecer cada vez mais a atuação de mulheres rurais. “Com políticas públicas que permitam o seu desenvolvimento profissional e aumento de sua renda, e que as protejam das dificuldades inerentes à sua condição, principalmente no combate à violência”.

A ministra Damares Alves (Mulher, da Família e dos Direitos Humanos) destacou que, durante a pandemia, mais de 10 milhões de pessoas no meio rural receberam o auxílio emergencial do governo federal, sendo que uma grande parte eram mulheres. “É assim que a gente cuida das mulheres no campo, nenhum direito a menos para as mulheres rurais. Hoje estamos assumindo um compromisso, nenhum direito a menos para vocês”, disse.

Leia Também:  O dólar valorizado e a forte demanda chinesa impulsionaram os preços da soja no mercado interno

Campanha

A proposta da campanha é dar visibilidade às mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que vivem e trabalham em um contexto desigualdades estruturais e desafios sociais, econômicos e ambientais, agravado pelo impacto da pandemia de COVID-19 na América Latina e Caribe.

Entre as ações que integram a campanha estão a identificação e difusão de experiências e conhecimentos sobre o poder transformador das mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes, e a realização de concurso, seminários e oficinas que levem até as mulheres do campo o conhecimento de direitos e políticas públicas ao seu alcance. A edição deste ano quer dar visibilidade também às mulheres como guardiãs e promotoras do desenvolvimento, seguindo o princípio da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

No Brasil, a organização da campanha está a cargo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que atuará em conjunto com o gabinete da primeira-dama e com o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Informações à Imprensa
[email protected]

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Soja brasileira vai ter safra excepcional

Publicados

em

O Brasil tem potencial para superar a produção de soja dos Estados Unidos na safra 20/21. É isso que aponta um estudo feito pelo Sistema Tempocampo, elaborado pela Esalq/USP.

O boletim Outlook Nacional da Soja, publicado quinzenalmente, destaca que mesmo com condições climáticas desfavoráveis no começo da semeadura e a chegada tardia das chuvas, as previsões são mais favoráveis que na safra anterior.

A semeadura ocorre dentro de janelas que oferecem menor risco às lavouras o que contribui para um cenário mais favorável, principalmente na Região Sul, onde ganhos superiores a 8% podem ocorrer apesar da estiagem atual. Também há expectativa para bons resultados em Mato Grosso do Sul, Centro-Oeste Paulista e partes do Mato Grosso, Goiás e Matopiba. Mas nem todas regiões terão o mesmo resultado positivo. A região da divisa entre Bahia, Goiás e  Minas  Gerais,  bem  como  as  Regiões  Norte  e  Noroeste do Mato Grosso podem sofrer perdas de até 4%.

De acordo com o boletim a produtividade média brasileira de soja poderá variar entre 3,48 e 3,65 toneladas/ha, considerando os cenários pessimista e otimista, respectivamente. Em uma visão pessimista o país deve colher 129,1 milhões de toneladas de soja e em uma visão otimista devem ser 135,6 milhões de toneladas.

Leia Também:  Brasil e países árabes negociam US$ 12 bilhões

O USDA também aponta que o Brasil alcançará na safra 20/21 a produção de 133 milhões de toneladas de soja, superando a produção da safra 19/20 em 7 milhões de toneladas.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA