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ESTUDO

Soja brasileira vai ter safra excepcional

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O Brasil tem potencial para superar a produção de soja dos Estados Unidos na safra 20/21. É isso que aponta um estudo feito pelo Sistema Tempocampo, elaborado pela Esalq/USP.

O boletim Outlook Nacional da Soja, publicado quinzenalmente, destaca que mesmo com condições climáticas desfavoráveis no começo da semeadura e a chegada tardia das chuvas, as previsões são mais favoráveis que na safra anterior.

A semeadura ocorre dentro de janelas que oferecem menor risco às lavouras o que contribui para um cenário mais favorável, principalmente na Região Sul, onde ganhos superiores a 8% podem ocorrer apesar da estiagem atual. Também há expectativa para bons resultados em Mato Grosso do Sul, Centro-Oeste Paulista e partes do Mato Grosso, Goiás e Matopiba. Mas nem todas regiões terão o mesmo resultado positivo. A região da divisa entre Bahia, Goiás e  Minas  Gerais,  bem  como  as  Regiões  Norte  e  Noroeste do Mato Grosso podem sofrer perdas de até 4%.

De acordo com o boletim a produtividade média brasileira de soja poderá variar entre 3,48 e 3,65 toneladas/ha, considerando os cenários pessimista e otimista, respectivamente. Em uma visão pessimista o país deve colher 129,1 milhões de toneladas de soja e em uma visão otimista devem ser 135,6 milhões de toneladas.

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O USDA também aponta que o Brasil alcançará na safra 20/21 a produção de 133 milhões de toneladas de soja, superando a produção da safra 19/20 em 7 milhões de toneladas.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

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Agronegócio

Insumos derrubam margem do produtor de leite em 50%

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Dados do Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, mostram que mesmo com avanço de preços em 2020, a margem de lucro do produtor foi impactada pela valorização dos grãos usados na nutrição do gado, como milho e soja, que compõe a alimentação concentrada.

Depois do preço do leite ao produtor subir de R$1,38 para R$2,16/litro de maio até outubro do ano passado, cerca de 56,5% de aumento, a partir de novembro o movimento de alta cedeu e o preço em janeiro fechou na casa dos R$2,03/litro. Esse valor é 48,7% maior do que em janeiro do ano passado.

Por outro lado o expressivo aumento nos custos de produção, mostra queda nos índices de rentabilidade. O índice RMCR (Receita Menos o Custo da Ração), do MilkPoint, aponta uma queda de 16,1% na renda líquida dos produtores entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Só de dezembro/20 para janeiro/21, a queda foi de 10,9%.

Outro indicador de rentabilidade, o poder de compra do preço do leite em relação ao custo do alimento concentrado fornecido para as vacas (denominado relação de troca), confirma esta tendência: de setembro/20 a janeiro/21, o poder de compra do preço do leite caiu 48,6% em relação ao custo do concentrado. Neste caso, a queda de dezembro/20 para janeiro/21 foi de 16,8%.

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Desde meados de dezembro/20 também os preços do leite Spot e dos principais derivados no mercado atacadista estão em queda. No mercado de Minas Gerais, da 2ª quinzena de dezembro/20 até a 1ª quinzena de fevereiro/21, a cotação do leite Spot caiu de R$2,40 para R$1,95/litro, uma redução acumulada de 18,7%. No mercado atacadista de São Paulo, o leite UHT caiu de R$3,34 em 03/12/20 para R$2,90/litro em 05/02/21, queda de 13,2%.

No caso dos preços do milho e da soja, os dois insumos mais importantes para a composição dos custos de produção do leite, não existe sinalização de mercado sustentando alguma queda significativa no curto prazo. Os preços devem continuar mais elevados em comparação com os valores pagos pelos produtores no primeiro semestre de 2020.

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