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MEIO AMBIENTE

Software previne incêndios florestais com 90% de precisão

Tecnologia combina nanosatélites e inteligência artificial para evitar prejuízos financeiros e ambientais

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Uma parceria entre o Grupo Index e a Quiron Digital traz ao mercado brasileiro o software Flareless, que é capaz de identificar pontos de risco e, também, incêndios florestais com 90% de assertividade.

O sistema combina imagens de satélite com 10 metros de resolução, previsão climática e inteligência artificial para poder ajudar produtores, órgãos públicos e outras entidades a prevenir e também combater queimadas.

Além de comprometer a biodiversidade das florestas nativas, os incêndios são uma grande ameaça às empresas de base florestal e os próprios agricultores ou pecuaristas. Segundo o Grupo Index, por exemplo, a perda financeira apenas devido a incêndios em florestas de eucalipto no Mato Grosso do Sul, no ano passado, foi superior a R$ 1 bilhão.

“O Flareless é o que há de mais moderno em monitoramento e identificação de áreas com potencial risco de incêndio. A intenção é permitir que seja possível trabalhar com o nível mais alto e preciso de segurança e prevenção que a tecnologia atual nos permite. E isso a plataforma pode oferecer”, informa Marcelo Schmid, sócio diretor do Grupo Index.

ALTA PRECISÃO

O Flareless chega ao mercado nacional com tecnologia de imagens de satélites; previsões semanais de áreas de risco; 12 variáveis de previsão; indicação georreferenciada dos pontos críticos; previsão meteorológica por nano-satélites em baixa órbita e imagens com 10 metros de resolução.

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A taxa de acerto da plataforma é obtida a partir do uso de inteligência artificial e processamento dos dados, somada à adoção de parâmetros como análise da vegetação, variáveis geográficas, climáticas e locais.

O volume de dados permite a criação de um mapa de risco de incêndio de alta resolução especial e de sensibilidade às características de cada lugar analisado.

Como exemplo prático da precisão da plataforma, o sistema calculou pontos de alerta (ou blackdots) em locais mais críticos ao risco de incêndio em uma região de Belmonte, em Portugal.

Do identificado, 90% coincidiram com regiões onde de fato ocorreram incêndios florestais. A confirmação dessas áreas foi feita a partir de trabalho em campo e o uso de índices de área queimada, informa Marcos Benedito Schimalski, CRO da Quiron.

GRANDES ÁREAS

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os focos de incêndio chegaram a 22.798 no país em 2020, 12,73% acima do registrado em 2019 e o mais alto nos últimos dez anos.

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Já segundo o relatório da organização Global Forest Watch, o Brasil é líder em queimadas de florestas. Somente no ano passado, o país foi palco da devastação de 1,7 milhão de hectares, três vezes mais do que o Congo, o segundo colocado.

Com meio século de experiência no setor florestal e ambiental, o Grupo Index soma hoje 1,250 milhão de hectares de inventários florestais, 1,750 milhão de áreas monitoradas (SIG), 45 mil hectares de gestão florestal, US$ 3 bilhões de apoio a transações florestais e US$ 6 bilhões de ativos florestais avaliados.

Com a oferta do Flareless, o grupo junta sua experiência à da Quiron, que reúne 10 milhões de hectares mapeados, 23 anos de estudos em ciências geodésicas, 30 projetos florestais desenvolvidos, 65 estudos científicos publicados, 80 mil hectares em monitoramento e 90% em assertividade nos modelos propostos.

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Agronegócio

IBGE atualiza limites de municípios no mapa da Amazônia Legal

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem (16) o  novo mapa da Amazônia Legal para 2020, com base na atualização da Malha Municipal. As alterações em relação ao mapa anterior ocorreram nos municípios internos à região, sem mudanças nas divisas dos estados e das fronteiras internacionais.

Segundo o IBGE, no mapa constam as divisas estaduais, limites municipais e posições das sedes das cidades, informações que auxiliam a compreensão da dinâmica urbana e da infraestrutura logística de integração regional.

Atualmente, a Amazônia Legal ocupa 5.015.068,18 quilômetros quadrados (km²), correspondentes a cerca de 58,9% do território brasileiro, de  8.510.295,914 km².

“As maiores mudanças em relação a 2019 foram em municípios internos à Amazônia Legal. Por exemplo, no Mato Grosso, o município de Várzea Grande teve mudanças em seu território, mas sem que isso alterasse a área total em questão”, disse, em nota, o cartógrafo do IBGE Diogo Nunes.

Atualmente, nove estados compõem a Amazônia Legal: Acre (22 municípios), Amapá (16), Amazonas (62), Mato Grosso (141), Pará (144), Rondônia (52), Roraima (15), Tocantins (139) e parte do Maranhão (181 municípios, dos quais 21 foram parcialmente integrados), com um total de 772 municípios. O Maranhão é o estado com o maior número de municípios na área e tem 79,3% do seu território, ou 261.350,785 km² integrados à Amazônia Legal.

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“A atualização do recorte territorial da Amazônia Legal serve como referência para a agregação de informações estatísticas e geocientíficas, contribuindo para a consolidação de uma base de informações de apoio ao planejamento regional e viabilizando o acompanhamento dos objetivos de redução das desigualdades sociais e regionais e de desenvolvimento sustentável”, explica o IBGE.

Instituída por lei em 1953, a Amazônia Legal define a delimitação geopolítica da região para efeito de planejamento social e econômico da região. “O governo federal é o responsável pela demarcação da Amazônia Legal, cabendo ao IBGE a divulgação espacial dessa região”, disse o cartógrafo Nunes.

Fonte: AMM

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