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PLANTIO

Produtores recebem pagamento adicional por cultivar soja sustentável

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Produtores que participam do Programa 3S (Soluções para Suprimentos Sustentáveis), da multinacional Cargill, receberam pagamento adicional por comprovarem o plantio de soja seguindo boas práticas de sustentabilidade.

São 95 agricultores participantes que receberam a bonificação referente à safra 2018/19. Juntos eles representam 860 mil hectares de área total, dos quais 380 mil hectares são de áreas de plantio de soja monitoradas, em seis estados brasileiros (Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e Pará).

Para obter a certificação 3S, os grãos produzidos nessas fazendas devem atender aos mais exigentes requisitos de sustentabilidade da cadeia produtiva. Entre os critérios avaliados estão: desmatamento zero, gestão da emissão de gases de efeito estufa, boas práticas agrícolas e o bem-estar do trabalhador rural. Estes produtores receberam em média um adicional de 0,23% por tonelada de soja sustentável da safra 2018/2019.

“A Cargill está se preparando para atender qualquer demanda de soja certificada e, por isso, busca não somente incentivar, mas recompensar os produtores por suas produções cada vez mais sustentáveis em nossa cadeia de abastecimento no Brasil”, afirma Paulo Sousa, presidente da Cargill no Brasil.

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Como funciona o diagnóstico

O Programa 3S foi criado em 2010, a partir da parceria entre a Cargill e o Instituto BioSistêmico (IBS) para promover a sensibilização dos produtores, o diagnóstico da propriedade e a elaboração de um plano de ação individual baseado no conceito de melhoria contínua. Além de promover a produção mais sustentável, o 3S reforça a importância do cumprimento legal nos temas ambiental, trabalhista e de saúde & segurança, diminuindo riscos ao negócio, como multas, entre outros. Todo o programa é oferecido de maneira gratuita e voluntária ao produtor.

Todos os dados coletados em campo são armazenados de maneira segura e confidencial. Cada produtor possui um acesso exclusivo que o permite visualizar seu diagnóstico, plano de ação e fazer a gestão dos indicadores de sustentabilidade de sua propriedade, além de acesso a notícias do setor e novidades do programa. Por meio da análise dos dados coletados em campo é possível identificar os maiores desafios para cada região e propor ações de melhoria.

O Programa 3S faz o tratamento dos dados coletados em campo, com os quais calcula a emissão de gases de efeito estufa durante o cultivo de soja de cada propriedade participante, visando diminuir o impacto no meio ambiente.

Como é calculado o pagamento

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Os pagamentos de bônus são baseados em vários fatores, proporcionando aos produtores a oportunidade de ganhar mais com a comercialização da soja sustentável. Ao ter o volume para exportação fechado, a empresa analisa como os requisitos de sustentabilidade foram atendidos e a partir disto, reparte 50% de todo seu lucro obtido com as vendas de soja 3S com os produtores do Programa. Desta forma, todos ganham, pois quanto mais soja certificada no padrão 3S a Cargill vender, maior será o prêmio pago a cada participante.

O valor é definido de acordo com a categoria – ouro, prata e bronze – de cada propriedade participante do Programa, bem como pelo volume certificado entregue. Para identificar o volume potencial máximo de soja certificada que cada fazenda pode entregar, é considerado o tamanho da área produtiva declarado no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de cada propriedade, analisado por imagens de satélite, e multiplicado pela produtividade nacional oficial da CONAB.

Na safra de 2018/2019, os produtores ganharam em média um incremento de 0,16% na categoria bronze; 0,20% na categoria prata e 0,23% na categoria ouro por tonelada de soja certificada.

Por: AGROLINK –Eliza Maliszewski

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Agronegócio

Alta do milho brasileiro repercute no mercado global

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A alta histórica dos preços do milho no Brasil acabou repercutindo no mercado mundial, de acordo com informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Em parte, os temores sobre o mercado doméstico do Brasil continuaram a alimentar preocupações, já que a B3, mais uma vez estabeleceu um novo recorde histórico de R$ 103,36/saca”, comenta a consultoria.

“Ao lado disso, os primeiros sinais de compra sul-coreana por pouco mais de um mês iluminaram a Ásia, quando a FLC entrou em cena para coletar 65.000 toneladas de milho de forma privada, pagando à Viterra US$ 296,79/tonelada. Por sua vez os dados alfandegários da China, mostraram que mais de 6,7 milhões de toneladas de milho foram importadas no primeiro trimestre de 2021 – um aumento de cinco vezes em relação ao mesmo período de 2020. Em Dalian, os futuros do milho caíram uma fração, uma vez que caíram CNY6/t para CNY2.675/t ($ 408,75/t)”, completa.

Além disso, o mercado do Vietnã registrou ofertas de US$ 297,10/t CFR para carregamento em maio, com um player oferecendo entrega no segundo semestre de 2021 por US$ 279/t. “No Mar Negro, as ofertas no mercado de milho ucraniano foram ouvidas a partir de $ 263/t HIPP para carregamento em maio até a primeira parte do dia, mas também foram ouvidas em níveis muito mais altos no final do dia, aumentando para ocupar $ 267- $ 268/t para FOB HIPP nas mesmas datas. Além disso, rumores de que as negociações de papel estavam em US$ 262/t FOB para carregamento em maio, embora a atividade do mercado físico permaneça baixa”, indica.

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Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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