Acesse outros veículos da Rede de Mídias!

ASSENTAMENTO

Produtores assentados de Santo Antônio de Leverger voltam a ter acesso à declaração de aptidão

Publicados

em

Assentados da Gleba Resistência, em Santo Antônio de Leverger (a 34 km de Cuiabá), com orientação de técnicos da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) voltam a ter acesso à Declaração de Aptidão (DAP). O documento deixou de ser emitido depois que a área foi contestada pelo antigo proprietário e entrou em litígio, mas o Estado reverteu junto à justiça e novamente os pequenos produtores puderam pleitear a declaração.

O DAP viabiliza o crédito junto ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), aposentadoria rural, a venda da produção para unidades de ensino, além de outras políticas públicas que o agricultor pode acessar com a declaração de aptidão.

Com a situação sanada, a Empaer promoveu uma força tarefa, realizada entre os dias 27 de setembro e 07 outubro, e a visita em 34 propriedades com o preenchimento de diagnósticos com a identificação de 17 famílias aptas a receber o documento.

O gerente de Crédito Rural da Empaer, Mariano Batista Campos, explica que a área foi contestada pelo antigo proprietário, com isso, fica impedido todo e qualquer tipo de crédito ou benefício. “Como a situação foi revertida, conseguimos retomar os programas junto aos produtores. Foi uma luta que estamos retomando com a comunidade da região”.

Leia Também:  Secretaria inicia autodeclaração para titulação do Assentamento Ipê

Um deles é do senhor Albani Benedito dos Santos, 72 anos, produtor de queijo, que espera ansiosamente pelo acesso novamente ao Pronaf por precisar de um acréscimo na sua renda. “Fiquei viúvo e junto do meu filho caçula estamos produzimos queijo. Com a seca as vacas estão sofrendo muito e produzindo muito pouco e não há muito o que fazer, resta buscar ajuda do governo para sobreviver. É um dinheiro que vem em boa hora”, destaca ele.

A presidente da Associação dos Produtores da Gleba Resistência, Joelza Marans dos Santos, também teve acesso ao DAP e muito feliz. Segundo ela, agora é lutar pelos outros agricultores que não conseguiram. “São vários os motivos, cada um tem um problema que precisa ser resolvido. Vamos acompanhar caso a caso e ajudar na medida do possível. A união faz a força”.

O coordenador da regional de Cuiabá, o técnico da Empaer Isaías de Oliveira, explica que a partir de agora, com a declaração as famílias podem ter acesso às linhas de crédito, além de acessar outras políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)

Leia Também:  Mamão/Cepea: disponibilidade de frutas graúdas aumenta em outubro

“Muitos ainda aguardam o benefício e vamos continuar acompanhando. São vários perfis de produtores, por isso, é preciso avaliar, mas quem vai decidir sobre o crédito é o banco. A Empaer auxiliar para que chegue tudo corretamente, esse é o nosso trabalho”.

A técnica da Empaer em Santo Antônio, Ludmila Bodnar comenta que o assentamento possui 116 beneficiários atualmente homologados junto ao Intermat. Todos com atividade produtiva na pecuária leiteira, fruticultura e mandiocultura. Junto ao Programa REM, ela destaca 15 produtores da cadeia do leite, banana e citros.

Participaram também dos trabalhos os técnicos do escritório local, Gláucio Guimarães e Sandro Negretti.

Produtores que tiveram acesso ao DAP                               Foto Empaer

Fonte: GOV MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Agronegócio

Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agro no Brasil

A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

Publicados

em

Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro. A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

Carmen Perez, Emanuele de Almeida e Ida Beatriz, que estão na listas da Forbes das mulheres mais poderosas no agronegócio

A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

A lista foi divulgada por ordem alfabética. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Confira abaixo as mato-grossenses citadas:

Leia Também:  Disparada nos EUA puxa preços no Brasil: Hora de planejar 20/21

Carmen Perez é pecuarista em Mato Grosso com forte atuação na difusão de técnicas de bem-estar animal. Ativista da causa, Carmen, que também é colunista da Forbes, tem como base os ensinamentos da norte-americana Temple Grandin, reconhecida mundialmente. Neste mês, ela lança o documentário “Quando ouvi a voz da terra”, no qual mostra os caminhos para a transformação das propriedades rurais, das pessoas e das relações estabelecidas no manejo pecuário.

A advogada Emanuele de Almeida assumiu a presidência do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso ) em janeiro deste, um dos organismos de controle sanitário mais importantes do país por monitorar o maior rebanho bovino brasileiro: 30,9 milhões de animais.  Experiente – ela está há sete anos no órgão – promete um movimento de desburocratização e descentralização, em busca de maior celeridade às demandas dos produtores mato-grossenses.

Fernanda Macitelli Benez, que é zootecnista e doutora na área de comportamento e bem-estar animal, vem formando uma legião de jovens estudantes como orientadora de teses na Universidade Federal de Mato Grosso. Além disso, integra o Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), criado na Unesp em 1983 e que tem como principal nome da ciência o professor Mateus Paranhos. Fernanda é uma fiel discípula.

Leia Também:  Leitor sem contato garante retorno seguro para clientes de academias

A pecuarista Ida Beatriz foi eleita presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), no coração do Pantanal. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira, uma exceção em um mundo liderado por homens. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela DBO, plataforma especializada em pecuária, pouco mais de 100 mulheres comandam sindicatos rurais no país. Ida assumiu o cargo em maio do ano passado, em meio a uma das maiores secas e incêndios no bioma. Não por acaso, um dos focos do seu trabalho é diversificar a matriz econômica do Pantanal e fortalecer as brigadas de incêndio.

Norma Rampelotto Gatto, produtora de soja em Mato Grosso, não comanda entidades, não é pesquisadora e nem ganhou algum prêmio espetacular. No entanto, é uma figura presente em palestras e encontros nos quais ouví-la é uma decisão sábia. Norma ganhou relevância como uma mulher que superou a morte do marido e transformou as três propriedades em referência de gestão e produção. Como muitas mulheres que hoje comandam sozinhas fazendas por todo o país. Segundo o IBGE, são 947 mil.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

vídeo publicitário

POLÍTICA

POLÍCIA

AGRONEGÓCIO

ECONOMIA

GERAL

MAIS LIDAS DA SEMANA