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EXTENSÃO RURAL

Produção de algodão agroecológico em Canarana é destaque e atrai investidores do segmento

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Com uma produção de quatro toneladas de algodão orgânico (agroecológico) neste ano, Canarana (a 823 km de Cuiabá) recebeu o ‘dia especial sobre a cultura do algodão’, evento promovido pela Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, Secretaria de Agricultura do município e Cooperativa Regional Agropecuária Portal do Xingu (Cooperportal).

O encontro ocorreu no Sindicato Rural, na semana passada, com a presença de 59 pessoas entre produtores, lideranças comunitárias e sindicais, técnicos das regionais de Barra do Garças e compradores. Foi estabelecido a meta de tornar a região do Vale do Araguaia uma referência nacional na produção de algodão agroecológico, por meio da agricultura familiar.

O técnico da Empaer, o extensionista Gildomar Avrella explica que esta safra foi produzida no assentamento Pa Guatapara e em uma Unidade Técnica de Referência de Algodão em Agrofloresta (URT), em trabalho conjunto com Secretaria de Agricultura municipal.

Ele destaca que objetivo é tornar o algodão uma importante fonte de renda para os agricultores familiares, uma vez que a cultura não utiliza produtos químicos e a colheita é feita de forma manual.

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“Acreditamos que a região tem condições de se tornar destaque nacional, hoje a referência são os estados do Nordeste. Com 100 pequenos agricultores plantando um hectare, o resultado será de 300 mil quilos de algodão orgânico com 100% da venda garantida”.

Segundo o técnico, a Empaer, juntamente com as secretarias municipais do Araguaia auxiliam no apoio técnico e a Cooperportal irá beneficiar o algodão com uma máquina que está sendo adquirida.

“O foco é tirar o agricultor familiar da invisibilidade, oferecendo opções e oportunidades comerciais, trazendo renda e fomentando o tripé da sustentabilidade: social, econômico e ambiental”.

Como exemplo, o extensionista cita a visita de representante da empresa Veja Vert, que fabrica calçados utilizando fibras naturais e exporta para a França. “Eles ficaram surpresos e gostaram da qualidade da pluma. Na proposta comercial, ofereceram R$ 15 por quilo do algodão em pluma limpo para o produtor, mais a comissão da cooperativa, que irá beneficiar a produção”, frisa Gil.

Ainda na ocasião, a produção de gergelim orgânico também foi apresentada. A cultura vem sendo desenvolvida nas cidades de Canarana e Gaúcha do Norte. Este ano já foram colhidos 22 mil quilos e vendido como sementes de plantio. O principal comprador é o Japão.

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Agronegócio

Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agro no Brasil

A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

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Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro. A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

Carmen Perez, Emanuele de Almeida e Ida Beatriz, que estão na listas da Forbes das mulheres mais poderosas no agronegócio

A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

A lista foi divulgada por ordem alfabética. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Confira abaixo as mato-grossenses citadas:

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Carmen Perez é pecuarista em Mato Grosso com forte atuação na difusão de técnicas de bem-estar animal. Ativista da causa, Carmen, que também é colunista da Forbes, tem como base os ensinamentos da norte-americana Temple Grandin, reconhecida mundialmente. Neste mês, ela lança o documentário “Quando ouvi a voz da terra”, no qual mostra os caminhos para a transformação das propriedades rurais, das pessoas e das relações estabelecidas no manejo pecuário.

A advogada Emanuele de Almeida assumiu a presidência do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso ) em janeiro deste, um dos organismos de controle sanitário mais importantes do país por monitorar o maior rebanho bovino brasileiro: 30,9 milhões de animais.  Experiente – ela está há sete anos no órgão – promete um movimento de desburocratização e descentralização, em busca de maior celeridade às demandas dos produtores mato-grossenses.

Fernanda Macitelli Benez, que é zootecnista e doutora na área de comportamento e bem-estar animal, vem formando uma legião de jovens estudantes como orientadora de teses na Universidade Federal de Mato Grosso. Além disso, integra o Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), criado na Unesp em 1983 e que tem como principal nome da ciência o professor Mateus Paranhos. Fernanda é uma fiel discípula.

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A pecuarista Ida Beatriz foi eleita presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), no coração do Pantanal. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira, uma exceção em um mundo liderado por homens. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela DBO, plataforma especializada em pecuária, pouco mais de 100 mulheres comandam sindicatos rurais no país. Ida assumiu o cargo em maio do ano passado, em meio a uma das maiores secas e incêndios no bioma. Não por acaso, um dos focos do seu trabalho é diversificar a matriz econômica do Pantanal e fortalecer as brigadas de incêndio.

Norma Rampelotto Gatto, produtora de soja em Mato Grosso, não comanda entidades, não é pesquisadora e nem ganhou algum prêmio espetacular. No entanto, é uma figura presente em palestras e encontros nos quais ouví-la é uma decisão sábia. Norma ganhou relevância como uma mulher que superou a morte do marido e transformou as três propriedades em referência de gestão e produção. Como muitas mulheres que hoje comandam sozinhas fazendas por todo o país. Segundo o IBGE, são 947 mil.

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