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INTERDEPENDÊNCIA

Pequenos agricultores e indústria de refeições coletivas impulsionam agricultura familiar num ciclo altamente sustentável

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OBrasil é uma das principais potências agrícolas do mundo, sendo o maior exportador mundial de commodities, com 200 milhões de toneladas de grãos. Os dados – publicados pela Forbes em janeiro de 2020 – mostram um cenário otimista mesmo que o país ainda tenha marcas negativas provenientes das iniciativas públicas, depositando agora sua energia nas indústrias que, com sua capacidade visionária, consegue dar novos rumos ao país.

Dados da ABERC – Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas estimam que até o final de 2020 esse segmento deva faturar na ordem de R$ 23.1 bilhões. E, diante de um dos maiores problemas do agronegócio, que é justamente o escoamento da produção, o setor é um forte aliado da agricultura familiar.

“A falta de investimentos nas ferrovias e hidrovias somada à dependência das rodovias em nosso país são sinônimo de custo mais alto. Fatores climáticos, oferta e demanda, oscilações de mercado. Tudo isso tem impedido que o agronegócio seja mais competitivo no nosso país, influenciando diretamente na renda do produtor”, comenta o PhD em economia, Judas Tadeu Grassi Mendes.

Diante disso, muitas empresas têm apostado na valorização do agricultor local para estabelecer o que se chama de dependência recíproca ou interdependência. “Nós temos mercado garantido para que esses produtores locais possam entregar seus produtos. Produzimos diariamente mais de 550 mil refeições nos sete estados em que atuamos, nas regiões sul, sudeste e nordeste, e a prioridade é respeitar o trabalho do empreendedor local, valorizando o produto da região, usando a sazonalidade ao nosso favor e, principalmente, garantindo ao nosso consumidor o produto fresco”, explica o Diretor Presidente do Grupo Risotolândia – Carlos Humberto de Souza.

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Há mais de 66 anos no mercado, o grupo é líder no segmento de refeições coletivas no sul e está na quarta posição do ranking nacional, trabalhando sempre com foco no total na qualidade, segurança e sabor do alimento, que é capaz de promover saúde e bem-estar. “Esses pequenos produtores, em muitos casos, produzem apenas para nós, tendo 100% do seu faturamento assegurado pelas compras da nossa empresa. O produto é entregue diariamente e sempre fresquinho, o que faz toda a diferença nos nossos cardápios, garantindo a todos uma segurança muito grande a partir de uma relação de dependência recíproca num ciclo altamente sustentável”, explica Carlos Humberto de Souza – Diretor Presidente do Grupo.

E, mesmo diante das dificuldades, cada vez mais a agricultura familiar se posiciona como essencial ao equilíbrio nacional, tanto em aspectos econômicos quanto sociais. Exemplo disso é a história da família Surek. Com uma propriedade em Araucária (PR), na região da Colônia Cristina, a família (formada pelo casal Augusto e Elizete e seus dois filhos) planta, cultiva, colhe e vende toda a produção exclusivamente para o Grupo Risotolândia, desde 2006. No primeiro ano a venda da família foi de quase R$ 11 mil reais, apenas com fornecimento de folhosos. Hoje, com folhosos e alguns outros alimentos, os agricultores fecharam 2019 com uma venda superior aos R$ 172 mil.

“Tudo o que construímos foi porque a parceria com a Risotolândia nos permitiu. Além da construção da nossa casa própria, nosso maior orgulho é podermos oferecer aos nossos filhos a oportunidade de estudo, que eu e marido não tivemos anos atrás”, disse Elizete.

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Além disso, a segurança financeira permitiu à família um importante investimento: a construção de um novo barracão para aumentar a estrutura da produção, aferindo ainda mais qualidade aos produtos. “A Risotolândia é nossa única cliente e toda nossa renda vem dessa parceria. É uma relação de confiança, proximidade e transparência. Temos a segurança de escoar toda a nossa produção para eles, então sabemos que podemos continuar expandindo, não só em variedade de produtos, mas principalmente em qualidade. A empresa está sempre acompanhando de perto nossa produção, nos visitando e atualizando o processo de homologação, que segue rigorosos critérios de qualidade na escolha do fornecedor”, complementa a agricultora.

Logo após colher no campo, ao lado do marido e dos filhos, os produtos que a Risotolândia formaliza em pedido, Elizete organiza a entrega, feita com dois caminhões particulares. “No começo tínhamos uma Kombi. Mas com o passar dos anos e a consolidação dessa parceria, foi possível crescer e construir nossa vida. Temos em nossas mãos a possibilidade de investir nesse negócio que está no DNA da família, que herdamos de gerações passadas e cuidamos com muito amor. Nossos esforços estão 100% dedicados à Risotolândia e hoje a preocupação é atender e entregar, pois existe muita reciprocidade. Tenho orgulho em plantar, cultivar, colher e fazer as entregas pessoalmente, tudo sempre fresquinho e com qualidade garantida, tipo comida de família, sabe?”, finaliza.

Além da família Surek, muitos outros pequenos agricultores do Paraná são beneficiados, assim como beneficiam a indústria, por meio da parceria com a Risotolândia, que garante sua estabilidade financeira e incentiva o crescimento dos negócios.

Website: https://risotolandia.com.br/

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Agronegócio

Insumos derrubam margem do produtor de leite em 50%

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Dados do Centro de Inteligência do Leite (CILeite), da Embrapa Gado de Leite, mostram que mesmo com avanço de preços em 2020, a margem de lucro do produtor foi impactada pela valorização dos grãos usados na nutrição do gado, como milho e soja, que compõe a alimentação concentrada.

Depois do preço do leite ao produtor subir de R$1,38 para R$2,16/litro de maio até outubro do ano passado, cerca de 56,5% de aumento, a partir de novembro o movimento de alta cedeu e o preço em janeiro fechou na casa dos R$2,03/litro. Esse valor é 48,7% maior do que em janeiro do ano passado.

Por outro lado o expressivo aumento nos custos de produção, mostra queda nos índices de rentabilidade. O índice RMCR (Receita Menos o Custo da Ração), do MilkPoint, aponta uma queda de 16,1% na renda líquida dos produtores entre setembro do ano passado e janeiro deste ano. Só de dezembro/20 para janeiro/21, a queda foi de 10,9%.

Outro indicador de rentabilidade, o poder de compra do preço do leite em relação ao custo do alimento concentrado fornecido para as vacas (denominado relação de troca), confirma esta tendência: de setembro/20 a janeiro/21, o poder de compra do preço do leite caiu 48,6% em relação ao custo do concentrado. Neste caso, a queda de dezembro/20 para janeiro/21 foi de 16,8%.

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Desde meados de dezembro/20 também os preços do leite Spot e dos principais derivados no mercado atacadista estão em queda. No mercado de Minas Gerais, da 2ª quinzena de dezembro/20 até a 1ª quinzena de fevereiro/21, a cotação do leite Spot caiu de R$2,40 para R$1,95/litro, uma redução acumulada de 18,7%. No mercado atacadista de São Paulo, o leite UHT caiu de R$3,34 em 03/12/20 para R$2,90/litro em 05/02/21, queda de 13,2%.

No caso dos preços do milho e da soja, os dois insumos mais importantes para a composição dos custos de produção do leite, não existe sinalização de mercado sustentando alguma queda significativa no curto prazo. Os preços devem continuar mais elevados em comparação com os valores pagos pelos produtores no primeiro semestre de 2020.

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