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Agronegócio

O termo agrotóxico existe só no Brasil, diz professor da Esalq

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O termo “agrotóxico” existe só no Brasil. Em outros países as palavras mais usadas para designar produtos químicos aplicados nas lavouras para controlar pragas e doenças são “produtos fitossanitários ou de proteção de plantas ou praguicidas e pesticidas”, disse o presidente do Conselho Científico Agrossustentável, José Otávio Menten, também professor da Esalq-USP. Menten participou na manhã da quarta-feira (21/11) do Fórum Estadão Agronegócio Sustentável, promovido em parceria com a Apex Brasil em São Paulo.

Para o professor da Esalq, a proposta de mudança de nome, porém, não é o ponto mais importante do projeto de lei dos Agrotóxicos, em tramitação no Congresso Nacional. Mesmo assim, defendeu a adoção do termo pesticida, que é aceito em fóruns internacionais, inclusive na FAO-ONU. “Se o nome adotado for pesticida, estaremos de acordo com o nome internacionalmente aceito.”

Para ele, é importante lembrar que no novo projeto de lei a palavra pesticida não envolve só produtos aplicados em lavouras, mas também os de uso não agrícola, incluindo os domissanitários (de uso doméstico, como mata-baratas). E, pela legislação atual, o termo agrotóxico não é o mais adequado, porque diz respeito somente à agricultura.

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De acordo com o coordenador-geral de Agrotóxicos do Ministério da Agricultura, Carlos Ramos Venâncio, a nova lei deveria, de fato, se alinhar a termos internacionais. “Usamos a palavra agrotóxico porque está na lei”, disse. “Este termo é uma de nossas jabuticabas, que só existe aqui.” Para ele, se o termo pesticida for adotado, caso isso “estiver errado”, o país estará “errando” com todos os outros países. “Temos de nos alinhar internacionalmente para estar resguardados.”

Também presente no painel, o professor Caio Carbonari, da Faculdade de Ciências Agronômicas da Unesp-Botucatu, concordou que “pesticida”, além de ser internacionalmente aceito, é o nome mais adequado. O gerente-geral de Toxicologia da Anvisa, Carlos Alexandre Gomes, lembrou que o nome agrotóxico foi cunhado na década de 1970, pelo fato de realmente a população não ter conhecimento do perigo que poderia representar o mau uso do produto.

“Há 30 anos tinha gente que mexia o caldo (de veneno, antes da aplicação na lavoura) com a mão”, disse Gomes. “Pode até ser que isso ainda ocorra em alguns lugares, mas a realidade mudou bastante.

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As empresas têm maior responsabilidade social e tentam levar conhecimento à população.” Mudando ou não o termo agrotóxico no PL, Gomes advertiu que, como funcionário público, tem de atuar conforme a legislação. “Se na lei consta o termo agrotóxico, a Anvisa vai classificar como agrotóxico.”

Autoria: Estadão Conteúdo

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Agronegócio

Biofertilizante nanotecnológico revoluciona nutrição

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Um fertilizante e estimulante biológico que utiliza como matéria-prima carbono, nitrogênio e hidrogênio foi o resultado de uma parceria entre UNB (Universidade de Brasília) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Através da nanotecnologia, a Arbolina (previamente conhecida como Krill A32), possui características químicas que permitem uma absorção mais eficiente pelas folhas e, dentro da planta, ativa rotas metabólicas essenciais.

A partir dessa “Nanotecnologia Verde” é possível aumentar a produtividade e a qualidade nutricional de cultivares. Isso porque a solução oferta macros e micronutrientes necessários para o crescimento dos vegetais, como nitrogênio, fósforo, potássio, ferro e zinco, por exemplo.

Desenvolvida para o aumento da eficiência dos sistemas produtivos, a Arbolina possui em sua formulação propriedades estimulantes e hormonais. De acordo com Juscimar, o biofertilizante é voltado principalmente para aplicação na agricultura por meio de pulverizações foliares em hortaliças, soja, trigo, milho, algodão, feijão, morango e em qualquer outra espécie cultivada.

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“Além dos efeitos diretos no desenvolvimento vegetal, o produto apresenta compatibilidade com outros insumos agrícolas, podendo ser utilizado na mesma aplicação, o que não onera o custo de produção e traz diversos outros benefícios também. Além disso, o uso combinado tem permitido reduzir a dose de agroquímicos, aumentando sua eficiência e reduzindo a fitotoxicidade causada por eles”, acrescenta o pesquisador da Embrapa.

A Arbolina é resultado de um projeto de pesquisa multidisciplinar que teve sua origem nos laboratórios da UNB, contando com a expertise de professores e alunos do departamento de Química da Universidade. A partir daí houve o escalonamento de produção da tecnologia para padrões industriais, com parceria da Embrapa, através da formação da startup Krilltech. Com isso, a patente de formulação foi depositada integralmente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) neste ano de 2020.

“Ensaios agronômicos iniciais com hortaliças ocorreram no campo experimental da Embrapa, com as seguintes culturas: tomateiro, pimentão e alface hidropônica. Os resultados de destaque foram modificações de respostas fisiológicas das culturas com aumentos expressivos na taxa fotossintética e aumento na eficiência de uso da água e nutrientes. Estes comportamentos refletiram diretamente na produtividade com aumentos na ordem de 15 a 20% para as culturas avaliadas”, relembra Marcelo Rodrigues, fundador e conselheiro tecnológico da Krilltech.

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Os criadores revelam que a Arbolina deverá ser comercializada na forma de emulsão, para ser diluída na calda no momento da aplicação – que será por via foliar, garantido uma maior uniformidade de espalhamento. “Por se tratar de matrizes carbonáceas que estão em consonância com a lei, o produto está posicionado para uso em sistema de produção convencional, orgânico, fazendas urbanas, produção protegida (indoor e outdoor)”, ressalta o outro sócio-fundador, Diego Stone Aires, empreendedor de 27 anos que é o CEO da Krilltech.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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