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BOI GORDO

Mercado do boi gordo se mantém pressionado na semana

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Em São Paulo, na última segunda-feira (16/11), o boi gordo ficou cotado em R$290,00/@, preço bruto e à vista, segundo levantamento da Scot Consultoria. Com a suspensão das compras pelos frigoríficos de maior porte desde a última quinta-feira (12/11), as cotações ficaram estáveis na comparação diária.

Já em Mato Grosso do Sul, as ofertas de compra caíram. Na região de Campo Grande, a cotação do boi gordo caiu 1,4% ou R$4,00/@, comparado à última sexta-feira (13/11) e ficou em R$276,00/@, preço bruto e à vista, R$275,50/@ com desconto do Senar e R$272,00/@ com desconto do Senar e Funrural

Na região de Dourados, o preço caiu 2,3% e o boi gordo ficou cotado em R$278,00/@, preço bruto e à vista. Na região de Três Lagoas, cuja cotação também caiu, o preço é o mesmo que o da região de Dourados.

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Depois de semanas de constantes altas a queda na última segunda-feira foi reflexo da saída gradual de frigoríficos das compras. A oferta de boiadas continua restrita e as exportações de carne bovina in natura com a maior média diária exportada já observada na série histórica. Os compradores enfrentam dificuldade em compor as escalas de abate.

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Agronegócio

Agropecuária cai no trimestre, mas mantém influência positiva no PIB

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A agropecuária, que registrou queda de 0,5% no Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre, apresentou também taxas interanuais positivas, e a expectativa é de crescimento da atividade neste ano, como ocorreu no ano passado e em 2018.

Segundo a coordenadora de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Rebeca Palis, entre as três grandes atividades da economia brasileira, a agropecuária é a menos prejudicada pela pandemia de covid-19.

Para o resultado do ano, espera-se crescimento de 7,1% da soja, principal lavoura do país. O que ocorreu no terceiro trimestre é que o desempenho da agropecuária foi influenciado pela safra do produto, que é concentrada no primeiro e segundo trimestres do ano.

Se for considerada a taxa interanual, a agropecuária cresceu mais no primeiro e segundo trimestres do ano do que cresceu agora. “Esse 0,5% de queda, que também não é muito entre o terceiro e o segundo, e se explica pela saída da safra da soja, que fez com que a agropecuária caísse um pouquinho no terceiro em relação ao segundo, mas, no acumulado do ano, é a única das três atividades econômicas [agropecuária, indústria e serviços], que tem crescimento neste ano em relação ao ano passado”, observou Rebeca.

Recuperação

De acordo com Rebeca, no resultado geral, o crescimento de 7,7% do PIB no terceiro trimestre não cobriu as perdas provocadas pela pandemia no segundo trimestre deste ano, por causa do desempenho dos serviços, que, apesar de terem avançado 6,3% de julho a setembro, ainda não tiveram recomposição do impacto da pandemia.

A economista lembrou que a atividade agropecuária colabora com três quartos da economia brasileira e destacou que, mesmo que tenham acabado as restrições em quase todo o país, nem a oferta, nem a procura voltaram aos patamares pré-pandemia, porque as pessoas continuam receosas. Como serviços têm peso e impacto muito grandes nos gastos e no consumo das famílias, “a gente e vai ver tudo encadeado na economia”, disse Rebeca.

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De acordo com a economista, esse movimento provocou impacto também no aumento da poupança, porque as pessoas com mais renda estão conseguindo poupar mais. As de renda mais baixa estão no grupo que foi o principal beneficiado pelo auxílio direto do governo às famílias. “O consumo delas não é tanto de serviços, mas, nas de renda mais alta, é bastante de serviço. Como nesses serviços, a oferta e a demanda caíram bastante no período e não voltaram aos patamares anteriores, isso afetou também poupança. Dá para ver o efeito encadeado na economia. Este é um dos motivos pelos quais ainda não voltamos ao patamar pré-pandemia, principalmente, pelos serviços, até pelo peso relevante, que tem na economia brasileira”, completou.

Rebeca Palis ressaltou que, além de não recuperar o patamar do fim de 2019, quando estava em crescimento, mesmo com o avanço de 7,7% no terceiro trimestre, o desempenho da economia brasileira ainda está 4,1% abaixo do registrado no mesmo trimestre do ano passado. “Em relação à série histórica, estamos no mesmo patamar de 2017, ou então, olhando para o patamar antes da crise de 2015 e 2016, ainda estamos em 2010. No patamar de 2012, a gente estava antes de começar a pandemia.”

Um dos destaques positivos do último trimestre foi o crescimento de 14,8% da indústria, especialmente a de transformação, que recuperou o patamar do primeiro trimestre. Indústria e comércio foram as duas atividades que votaram ao patamar dos primeiros três meses deste ano. “Aí influenciadas pela indústria de alimentos e bebidas, e também a farmacêutica, que influenciou positivamente nos dois casos. No terceiro trimestre, houve recuperação também na parte de bens duráveis, eletrodomésticose móveis, tanto na produção como no comércio.

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Por outro lado, as atividades econômicas mais afetadas pela pandemia também cresceram de julho a setembro, mas não voltaram ao nível pré-pandemia o que é até totalmente explicado, porque são atividades de serviços e que requerem presença. Aí, a demanda caiu muito. Mesmo com funcionamento permitido, existe uma queda natural pelas restrições em época da pandemia, em atividades como, por exemplo, o transporte de passageiros, de serviços, com foco nas famílias, como alojamento, alimentação, salão de beleza, cinema, academia e etc, disse Rebeca.

Setor externo

As exportações de bens e serviços caíram 2,1%, e as importações de bens e serviços recuaram 9,6% em relação ao segundo trimestre.

Segundo Rebeca Palis, um dos fatores é o câmbio. “A importação cai devido à baixa atividade econômica e ao câmbio desvalorizado. Por outro lado, a exportação não cresceu devido aos problemas de parceiros comerciais. Além da queda na importação e exportação de serviços como viagens internacionais, que despencaram, assim como transporte aéreo de passageiros”, afirmou a economista, destacando que o setor externo está contribuindo positivamente para a economia brasileira, apesar da demanda interna.

Edição: Nádia Franco

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