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LÚPULO NO BRASIL

Mapa e IICA desenvolvem projeto para fomentar cultivo de lúpulo no Brasil

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Mapa e IICA desenvolvem projeto para fomentar cultivo de lúpulo no Brasil

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) estão desenvolvendo cooperação técnica com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do lúpulo no Brasil.

O lúpulo, planta da espécie Humulus lupulus, é conhecido por ser largamente utilizado na produção de cervejas, sendo responsável pelo aroma e amargor da bebida. A planta também possui substâncias terapêuticas na composição das flores, sendo usada pela indústria farmacêutica e de cosméticos. No Brasil, o aumento da produção de cervejas artesanais ampliou a procura por lúpulo de qualidade, principalmente porque esse tipo de cerveja exige maior quantidade do produto na composição.

Para atender a demanda, alguns produtores iniciaram o cultivo de lúpulo no país, já que a indústria cervejeira  importa 100% do lúpulo. Desta forma, a produção nacional de lúpulo poderá ajudar a reduzir dos produtos que usam a planta.

“Se formos comparar hoje com cinco anos atrás, houve uma grande evolução nessa nova cadeia produtiva no país. Entretanto, ainda é muito recente esse movimento e estamos no início dos trabalhos”, explica o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Lúpulo (Aprolúpulo), Alexander Creuz.

Levantamento realizado pela Aprolúpulo aponta que, em 2019, o Brasil importou 3.600 mil toneladas de lúpulo. O cultivo ainda é tímido no país, com aproximadamente 40 hectares de área plantada.

Pensando em promover a cultura no país, o projeto do Mapa e IICA pretende identificar oportunidades de trabalhos, articular parcerias entre atores e entidades governamentais e não governamentais, elaborar materiais de referência, além da implantação de um plano de viabilidade técnica e economia para o cultivo no Brasil.

“Temos acompanhado e incentivado esta cultura, que pode ser uma excelente fonte de renda para o pequeno produtor rural com o seu consequente desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que promove o fornecimento de insumos de qualidade e baixo custo às indústrias farmacêutica, de cosméticos e cervejeira”, destaca o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo, Fernando Schwanke.

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Atividades

No âmbito do projeto de cooperação, será realizado o diagnóstico da situação atual do cultivo de lúpulo no Brasil, considerando as iniciativas de produção existentes, as cultivares utilizadas pelos produtores, a situação legal, os trabalhos técnicos já realizados no país por instituições de pesquisa e ensino e o potencial de expansão em território nacional frente aos diversos climas e condições agrícolas existentes.

“O objetivo do projeto é desenvolver subsídios para o fortalecimento de uma cadeia produtiva para o lúpulo de forma sustentável no Brasil, de modo a promover a melhoria de renda ao produtor rural e, consequentemente, aos demais atores da cadeia produtiva”, afirma  o consultor do Mapa/IICA, Stefano Kretzer.

Dentre as atividades a serem executadas está a elaboração de um plano de viabilidade técnica e econômica para o plantio comercial de lúpulo e de um estudo sobre a estruturação da cadeia produtiva nos principais países produtores, que possam trazer embasamento para o cultivo no Brasil.

Com o intuito de apoiar o produtor rural que está iniciando o cultivo de lúpulo, a cooperação vai elaborar e disponibilizar no portal do Mapa um “Manual de Boas Práticas Agrícolas para a Produção de Lúpulo”.

Stefano Kretzer destaca que o cultivo de lúpulo no Brasil está em desenvolvimento e tem grande potencial, em razão das boas condições de clima, solo e da grande extensão territorial. Ele ressalta que é preciso uma base sólida de dados técnicos, pesquisa e tecnologias para se obter um desenvolvimento sustentável.

O projeto prevê ainda a organização de três eventos para disseminação de conhecimentos técnicos a produtores e promover discussões acerca da regularização de viveiros e cultivares.

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Além da cooperação técnica, a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) em parceria com a Ambev/Lohn implantou uma unidade de pesquisa sobre o cultivo de lúpulo, na estação experimental de São Joaquim.

Produtor

Alexander Creuz sempre sonhou em trabalhar no campo e, no início de 2018, começou a colocar em prática o plano de negócios elaborado durante o curso técnico em Agronegócio por meio da criação de sua empresa rural no município de Lages, em Santa Catarina.

Em uma área de aproximadamente um hectare, ele planta diversas variedades de lúpulo. “Comecei a pesquisar a cultura da planta, temperaturas mais temperadas para o cultivo no país e enxerguei uma oportunidade de negócio”, conta, acrescentando que pretende ampliar sua área plantada até o final do ano.

O lúpulo é uma planta perene (não precisa ser plantada a cada nova safra), com duração comercial por um período de 12 a 15 anos. A partir do terceiro ano, a planta inicia o potencial produtivo. “Como os plantios no Brasil ainda são recentes, ainda tem muita área que não alcançou o potencial produtivo, tanto em quantidade quanto em qualidade”, diz Creuz.

O lúpulo não exige grandes extensões de terra para ser plantado e tem alto valor agregado, por isso pode ser uma boa opção para os pequenos produtores aumentarem a renda.

Um dos desafios, segundo Creuz, é a falta de equipamentos e tecnologia específica para esse cultivo. No Brasil, apenas duas empresas desenvolveram tecnologia e máquinas apropriadas para a produção. Com o aumento da demanda e interesse por parte dos produtores, Creuz espera que essas dificuldades sejam superadas.

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Agronegócio

Cotações de milho voltam a recuar

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O mercado de milho na B3 de São Paulo fechou em queda generalizada, por tomada de lucros natural depois de quatro sessões seguidas de alta, segundo informações divulgadas pela TF Agroeconômica. “Com isto, a cotação de março fechou em queda de R$ 0,64 no dia, mas alta de R$ 1,62 na semana a R$ 88,28; a de maio recuou R$ 0,48 no dia, mas avançou R$ 2,62 na semana para  R$ 88,58 e a de julho recuou R$ 0,54 no dia, mas avançou R$ 3,26 na semana para R$ 83,35”, comenta.

“Este recuo natural de tomada de lucros pelos investidores não retirou o viés de alta do aspecto fundamental do milho a médio e longo prazos. Mesmo com o aumento da disponibilidade nos estados do Sul, com a colheita da safra de verão e dos washouts feitos com alguns lotes de exportação do RS, que estão fazendo as cotações andarem de lado em fevereiro. O único movimento contrário é o próprio nível do preço, que começa a fincar insustentável para os consumidores finais, principalmente de ovos e leite, que não podem repassar os ganhos cambiais das carnes.”, completa.

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Já o milho em Chicago teve variações mistas. “No Brasil, o plantio de Safrinha estaria avançando, mas com atrasos em Mato Grosso. As tarefas teriam coberto 54% contra 80% da média nas campanhas recentes. A China teria como objetivo elevar a área semeada, mas dificilmente conseguiria reverter o déficit interno. Os Fundos estariam desarmando posições novamente”, indica.

“No fechamento, o contrato de março estava mudando de mãos a $ 5,522/bu, queda de $ 0,024/bu no dia, com o contrato de maio sendo negociado a $ 5,44/bu, queda de $ 0,056/bu. Sem avisos de vendas de exportação para pontuar o final da semana nos EUA, e com a valorização do dólar prejudicando ainda mais as novas esperanças de exportação dos EUA, os Fundos procuraram vender mais”, conclui.

 AGROLINK –Leonardo Gottems

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