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SOLENIDADE

Famato participa de solenidade de lançamento do Patrulhamento Rural

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O Governo de Mato Grosso lançou oficialmente, nesta terça-feira (05/10), o serviço de Patrulhamento Rural Georreferenciado em Mato Grosso. A solenidade aconteceu na Praça das Bandeiras, em Cuiabá e contou com a presença do governador Mauro Mendes, secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, o segundo vice-presidente e diretor executivo da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Marcos da Rosa, presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Oswaldo Pereira Ribeiro Júnior, lideranças políticas e entidade do agro.

Uma das maiores preocupações dos produtores rurais é com a segurança nas fazendas, diante da ameaça e alto índice de roubos e furtos no campo. “As quadrilhas especializadas invadem as propriedades armadas e bastante violentas, amordaçam, amarram e rendem os trabalhadores para roubar insumos agrícolas, maquinários, defensivos, fertilizantes, gado, entre outros. Além de causar pânico, medo e colocar vidas em risco”, disse o diretor da Famato, Marcos da Rosa.

O serviço contará com policiamento especializado, viaturas e sistema de georreferenciamento das propriedades rurais, com atuação nos 15 comandos regionais da Polícia Militar, em atendimento a todos os municípios do Estado. Os investimentos para a implantação do serviço foram de R$ 35 milhões. O serviço de patrulhamento faz parte do programa Mais MT, que prevê investimentos para o fortalecimento da segurança pública no estado.

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Marcos da Rosa acredita que o Patrulhamento Rural vai coibir as ações dos bandidos, vai desarticular as organizações criminosas e oportunizar as investigações para chegar nos receptadores e no mercado ilegal de defensivos agrícolas, fertilizantes e maquinários.

O Patrulhamento Rural, implantado em Mato Grosso pela Polícia Militar (PM) começou com um projeto piloto no Sindicato Rural de Rondonópolis, com o apoio da Famato, para coibir e reduzir os índices de roubos e furtos nas áreas rurais do estado. A parceria prosperou e já são mais de 10 Sindicatos Rurais de Mato Grosso envolvidos neste programa. Em 2021 são 1.600 propriedades rurais cadastradas e cerca de 700 placas fixadas.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) também é parceiro do Projeto de Patrulhamento Rural. O papel da instituição é capacitar e qualificar os militares para que eles possam utilizar equipamentos modernos como drones e outros para atingir áreas maiores na hora de fazer o patrulhamento. O Senar-MT já ministrou mais de 10 treinamentos para policiais militares que fazem parte deste projeto.

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O governador Mauro Mendes elogiou o trabalho da PM em parceria com o Sistema Famato, e garantiu que os serviços de patrulhamento vão atender pequenos, médios e grandes produtores rurais.

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Agronegócio

Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agro no Brasil

A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

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Cinco mato-grossenses estão entre as 100 mulheres mais poderosas do agronegócio brasileiro. A lista foi elaborada pela Revista Forbes em homenagem ao Dia Internacional da Mulher Rural, comemorado na última sexta-feira.

Carmen Perez, Emanuele de Almeida e Ida Beatriz, que estão na listas da Forbes das mulheres mais poderosas no agronegócio

A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

A lista foi divulgada por ordem alfabética. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Confira abaixo as mato-grossenses citadas:

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Carmen Perez é pecuarista em Mato Grosso com forte atuação na difusão de técnicas de bem-estar animal. Ativista da causa, Carmen, que também é colunista da Forbes, tem como base os ensinamentos da norte-americana Temple Grandin, reconhecida mundialmente. Neste mês, ela lança o documentário “Quando ouvi a voz da terra”, no qual mostra os caminhos para a transformação das propriedades rurais, das pessoas e das relações estabelecidas no manejo pecuário.

A advogada Emanuele de Almeida assumiu a presidência do Indea-MT (Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso ) em janeiro deste, um dos organismos de controle sanitário mais importantes do país por monitorar o maior rebanho bovino brasileiro: 30,9 milhões de animais.  Experiente – ela está há sete anos no órgão – promete um movimento de desburocratização e descentralização, em busca de maior celeridade às demandas dos produtores mato-grossenses.

Fernanda Macitelli Benez, que é zootecnista e doutora na área de comportamento e bem-estar animal, vem formando uma legião de jovens estudantes como orientadora de teses na Universidade Federal de Mato Grosso. Além disso, integra o Grupo Etco (Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal), criado na Unesp em 1983 e que tem como principal nome da ciência o professor Mateus Paranhos. Fernanda é uma fiel discípula.

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A pecuarista Ida Beatriz foi eleita presidente do Sindicato Rural de Cáceres (MT), no coração do Pantanal. É a primeira vez que uma mulher ocupa a cadeira, uma exceção em um mundo liderado por homens. De acordo com uma pesquisa realizada em 2020 pela DBO, plataforma especializada em pecuária, pouco mais de 100 mulheres comandam sindicatos rurais no país. Ida assumiu o cargo em maio do ano passado, em meio a uma das maiores secas e incêndios no bioma. Não por acaso, um dos focos do seu trabalho é diversificar a matriz econômica do Pantanal e fortalecer as brigadas de incêndio.

Norma Rampelotto Gatto, produtora de soja em Mato Grosso, não comanda entidades, não é pesquisadora e nem ganhou algum prêmio espetacular. No entanto, é uma figura presente em palestras e encontros nos quais ouví-la é uma decisão sábia. Norma ganhou relevância como uma mulher que superou a morte do marido e transformou as três propriedades em referência de gestão e produção. Como muitas mulheres que hoje comandam sozinhas fazendas por todo o país. Segundo o IBGE, são 947 mil.

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