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PRODUÇÃO

Extensão do calendário da soja em MT preocupa

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O Mato Grosso, maior produtor nacional de soja, até a safra passada poderia semear a oleaginosa até o dia 31 de dezembro. Em setembro o Ministério da Agricultura editou uma portaria padronizando o calendário de plantio da soja no Brasil, acrescentando estados que, até então, não tinham calendário obrigatório. Com isso os produtores mato-grossenses ganharam mais dias. A semeadura fica autorizada de 16 de setembro a 3 de fevereiro.

O argumento do Mapa é o combate à principal doença da cultura, a Ferrugem Asiática. No entanto, entidades de pesquisa acreditam que pode ocorrer justamente o contrário, e haver um aumento da doença na safra 2022/23 e com reflexos já na safra 2021/22. O tema já foi parar no Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma ação protocolada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), e está aguardando análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta semana a Embrapa se manifestou sobre o assunto na ação, conforme pedido do relator. A entidade de pesquisa é contra a extensão do calendário, ressaltando mutações no fungo da ferrugem que podem ampliar a incidência da doença. Isso aconteceria porque a soja poderia ficar até 33 dias a mais na lavoura, ampliando as possibilidades da incidência e diminuindo a eficácia do vazio sanitário.

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“Desde 2015 a Embrapa participa… de fóruns de discussão sobre a semeadura de soja em fevereiro no Estado de Mato Grosso. O posicionamento técnico da empresa, assim como da maior parte das entidades, sempre foi contrário à liberação, em razão do grande risco que a extensão da ponte verde”, informa a publicação no site da Embrapa.

Outro setor que pretende recorrer ao STF para que derrube o novo calendário é a indústria de defensivos. O presidente executivo da CropLife Brasil, Christian Lohbauer, disse à Reuters que a proliferação da ferrugem asiática, proporcionada pelo plantio até fevereiro, deve causar um problema para a indústria de defensivos no médio e longo prazo, ao reduzir os pesticidas eficazes contra a doença. “Se a ampliação da calendário for mantida, daqui a 3-5 anos não teremos mais produtos para oferecer como alternativas de combate à ferrugem”, argumentou.

 AGROLINK –Eliza Maliszewski

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Agronegócio

Circuito de Negócios Agro Banco do Brasil oferece crédito itinerante

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O Banco do Brasil (BB) montou agências móveis que percorrerão todas as regiões do país para oferecer crédito para pequenos produtores rurais, informou hoje o presidente do banco, Fausto de Andrade Ribeiro.

Chamada de Circuito de Negócios Agro 20/22, a terceira edição da iniciativa percorrerá cerca de 600 municípios brasileiros e oferecerá R$ 1,5 bilhão em diferentes linhas de crédito para estimular a aquisição de máquinas e insumos agrícolas para produtores de pequeno porte.

“Evoluímos em relação às duas primeiras edições. As carretas vão levar, além de crédito, conhecimento para os pequenos produtores. O Circuito de Negócios Agro vai elevar o nível de conhecimento técnico do homem do campo”, explicou Ribeiro.

Segundo a estimativa do presidente do banco, cerca de 500 mil produtores serão beneficiados durante a jornada das agências móveis. Além de negociações bancárias, cursos, oficinas e exposições serão montadas com a ajuda de parceiros do Banco do Brasil durante as visitas aos municípios.

“Quando as carretas chegam a municípios pequenos, elas acabam aquecendo o mercado. Toda a cadeia de negócios agro, como parceira, estará à disposição desses agricultores oferecendo produtos e serviços para melhorar a produtividade e os negócios no campo”, afirmou.

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Negociação de dívidas

Sobre o mutirão de negociações de dívidas realizado em dezembro de 2021, Fausto de Andrade Ribeiro disse que o programa superou as expectativas da instituição. Segundo informou, cerca de 146 mil clientes do BB conseguiram renegociar dívidas que giravam, em média, em R$ 16 mil. O total de crédito renegociado pelo banco chegou a R$ 3 bilhões.

“A ideia nasceu para que a gente pudesse apoiar a retomada da economia. Mas também para que as pessoas retomassem as vidas normais, retirassem aquela sensação de endividamento, de peso. Foi uma ajuda para o Brasil ter uma economia mais forte”, explicou.

Sobre as metas do BB para 2022, o presidente da instituição afirmou que a expansão de serviços digitais e a conveniência na resolução de questões bancárias será o foco durante o ano. “[Pretendemos] continuar acelerando a transformação digital e ter cada vez mais um banco eficiente, levando para os clientes de todo o Brasil comodidade”, concluiu.

Assista na íntegra:

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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