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Agronegócio

Exportações de algodão podem aumentar 35% em 2019

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Os agricultores brasileiros estão aproveitando os fortes preços do algodão para aumentar sua produção de algodão e, consequentemente, suas exportações de algodão. De acordo com Michael Cordonnier, da Soybean & Corn Advisor, Inc., espera-se que o Brasil exporte 1,7 milhão de toneladas de fibra em 2019 depois de exportar 1,25 milhão de toneladas de fibra em 2018.

“A produção brasileira de algodão deverá aumentar para 2,5 milhões de toneladas em 2018/19, em comparação com 2,1 milhões de toneladas em 2017/18, mas as exportações de algodão podem ser incertas devido à disputa comercial entre a China e os EUA A China é a maior importadora de algodão e os Estados Unidos são o maior exportador de algodão. Quanto o algodão que o Brasil exporta para a China dependerá, em certa medida, se a disputa comercial entre os dois países for resolvida no momento em que o Brasil começar a exportar algodão durante o segundo semestre de 2019”, comenta.

O aumento de 500.000 toneladas representaria um aumento de 35%, sendo que a Associação Nacional de Exportadores de Algodão (Anec) considera que a campanha de comercialização do algodão brasileiro será de julho a junho.

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“Além da disputa comercial, geralmente 60% a 70% das exportações brasileiras de algodão ocorrem durante o segundo semestre do ano, mas isso pode cair para 50% a 55% durante o segundo semestre de 2019 devido à falta de contêineres. Problemas com a disponibilidade de contêineres já estão atrasando as exportações deste ano em duas ou três semanas. O Brasil é hoje o segundo maior exportador de algodão depois dos Estados Unidos”, indica.

Autoria: Agrolink

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Agronegócio

Biofertilizante nanotecnológico revoluciona nutrição

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Um fertilizante e estimulante biológico que utiliza como matéria-prima carbono, nitrogênio e hidrogênio foi o resultado de uma parceria entre UNB (Universidade de Brasília) e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Através da nanotecnologia, a Arbolina (previamente conhecida como Krill A32), possui características químicas que permitem uma absorção mais eficiente pelas folhas e, dentro da planta, ativa rotas metabólicas essenciais.

A partir dessa “Nanotecnologia Verde” é possível aumentar a produtividade e a qualidade nutricional de cultivares. Isso porque a solução oferta macros e micronutrientes necessários para o crescimento dos vegetais, como nitrogênio, fósforo, potássio, ferro e zinco, por exemplo.

Desenvolvida para o aumento da eficiência dos sistemas produtivos, a Arbolina possui em sua formulação propriedades estimulantes e hormonais. De acordo com Juscimar, o biofertilizante é voltado principalmente para aplicação na agricultura por meio de pulverizações foliares em hortaliças, soja, trigo, milho, algodão, feijão, morango e em qualquer outra espécie cultivada.

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“Além dos efeitos diretos no desenvolvimento vegetal, o produto apresenta compatibilidade com outros insumos agrícolas, podendo ser utilizado na mesma aplicação, o que não onera o custo de produção e traz diversos outros benefícios também. Além disso, o uso combinado tem permitido reduzir a dose de agroquímicos, aumentando sua eficiência e reduzindo a fitotoxicidade causada por eles”, acrescenta o pesquisador da Embrapa.

A Arbolina é resultado de um projeto de pesquisa multidisciplinar que teve sua origem nos laboratórios da UNB, contando com a expertise de professores e alunos do departamento de Química da Universidade. A partir daí houve o escalonamento de produção da tecnologia para padrões industriais, com parceria da Embrapa, através da formação da startup Krilltech. Com isso, a patente de formulação foi depositada integralmente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) neste ano de 2020.

“Ensaios agronômicos iniciais com hortaliças ocorreram no campo experimental da Embrapa, com as seguintes culturas: tomateiro, pimentão e alface hidropônica. Os resultados de destaque foram modificações de respostas fisiológicas das culturas com aumentos expressivos na taxa fotossintética e aumento na eficiência de uso da água e nutrientes. Estes comportamentos refletiram diretamente na produtividade com aumentos na ordem de 15 a 20% para as culturas avaliadas”, relembra Marcelo Rodrigues, fundador e conselheiro tecnológico da Krilltech.

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Os criadores revelam que a Arbolina deverá ser comercializada na forma de emulsão, para ser diluída na calda no momento da aplicação – que será por via foliar, garantido uma maior uniformidade de espalhamento. “Por se tratar de matrizes carbonáceas que estão em consonância com a lei, o produto está posicionado para uso em sistema de produção convencional, orgânico, fazendas urbanas, produção protegida (indoor e outdoor)”, ressalta o outro sócio-fundador, Diego Stone Aires, empreendedor de 27 anos que é o CEO da Krilltech.

Por: AGROLINK –Leonardo Gottems

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